Video de sistema muscular

Esse e'muito bom


http://www.youtube.com/watch?v=mcw6WDuU6Ww&feature=related

Actina Miosina, funcao do calcio,, sarcolema, sarcoplasma, miofobrila.

http://www.youtube.com/watch?v=UNQwzkjrjN0&feature=related

VIDEOS DNA

Videos de Genetica Dna Rna etc
Genética Medica
Vídeos:
As células como funcionam, vídeo muito bom em espanol
http://www.youtube.com/watch?v=IKcK29LwY8g&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=yZ_IPafioSU
http://www.youtube.com/watch?v=Qc4u6mRJDfs
http://www.youtube.com/watch?v=M4k_yqHXf3U&NR=1 esse e’ muito bom tem uma musica com a letra baseada nos elementos do DNA e RNA
interior da célula
http://www.youtube.com/watch?v=oZLt-P0rpEw Muito boas as imagens
O mistério da vida
http://www.youtube.com/watch?v=-E5trFA-Vy8&eurl=http://1.gmodules.com/ig/ifr?url=http://www.google.com/ig/modules/youtube_igoogle/v2/youtube.xml&nocache=0&up_chan

Sistema muscular exercicios resolvidos

Sistema Muscular - Exercícios resolvidos


01. (FUVEST) Caracterize o músculo cardíaco quanto à estrutura e quanto ao movimento.



ResoLUÇÃO: O miocárdio apresenta fibras com 1 ou 2 núcleos, estrias transversais e discos intercalares.

A contração é rápida e involuntária, ou seja, controlada pelo sistema nervoso autônomo.


02. Não é função dos músculos:



a) fornecimento de calor ao organismo;

b) locomoção;

c) impulsionar o sangue;

d) realizar trabalho mecânico;

e) a filtração do sangue.



Resposta: E



03. (PUCC) Em vertebrados, a musculatura lisa:



a) não está em conexão com o esqueleto, não está sob o controle nervoso voluntário e contrai-se lentamente;

b) está em conexão com o esqueleto, não está sob o controle voluntário e contrai-se lentamente;

c) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se lentamente;

d) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se rapidamente;

e) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se rapidamente.



Resposta: B



04. O que é sarcômero?



ResoLUÇÃO: Sarcômero é a unidade funcional do músculo estriado esquelético.



05. (FUVEST) Qual é o músculo que executa os movimentos voluntários do corpo humano?



ResoLUÇÃO: Musculatura estriada esquelética, controlada pelo cérebro (córtex cerebral).



06. (MED. ABC) Qual gráfico, dentre os abaixo apresentados, melhor mostra o grau de concentração (X) de uma fibra individualizada em função de intensidade do estímulo (Y) a ela aplicado?






Resposta: C



07. O que é um bloqueador natural?



ResoLUÇÃO: Composto químico que impede a transmissão do impulso na placa motora, ou seja, da fibra nervosa à fibra

muscular. Ex.: curare.


08. (MED. CATANDUVA) As miofibrilas, responsáveis pela contração muscular, são constituídas de:



a) fosfocreatina e glicogênio;

b) actina e miosina;

c) fosfolípide e creatina;

d) globulina e insulina;

e) queratina e ácido glutâmico.



Resposta: B



09. (CESGRANRIO) A energia imediata que supre o processo de contração muscular é derivada de ligações ricas em energia proveniente de:



a) trifosfato de adenosina;

b) creatina fosfato;

c) ácido fosfoenolpirúvico;

d) difosfato de adenosina;

e) acilmercaptanas.



Resposta: A



10. Qual é a importância do cálcio na contração muscular?



ResOLUÇÃO: O cálcio ativa a ATPase, ou seja, a adenosina trifosfatase, que quebra o ATP liberando a energia utilizada

no deslizamento da actina e da miosina.

O Cálcio (Ca+²) tem papel crucial para a contração muscular.

Primeiramente ele é o responsável direto pela transmissão da informação na sinapse do neurônio motor e a fibra muscular esquelética (Placa Motora). Quando o potencial de ação chega ao neurônio motor, ele abre os canais de Ca++ voltagem dependentes, deixando o Ca+² entrar no citoplasma da célula, então ele interage com proteínas celulares que fazem as vesículas cheias de neurotransmissores (Acetilcolina) se fundirem na membrana plasmática e liberarem os neurotransmissores na fenda sináptica, esses por sua vez interagem com os receptores nicotínicos de Acetilcolina que estão ligados aos canais de Na+ voltagem dependentes, estes se abrem deixando o Na+ entrar, continuando assim a levar o potencial de ação.

O segundo papel mais importante do Ca+² acontece já dentro da fibra muscular. Quando o potencial de ação corre a membrana da fibra, ele chega ao Retículo Sarcoplasmático através dos Túbulos Transversos. As cisternas do Retículo Sarcoplasmático estão repletas de Ca++, quando o estímulo chega elas se abrem liberando o Ca+² no citoplasma da célula, este Ca++ vai interagir com a parte C do complexo Troponina fazendo com que ele mude sua conformação retirando assim o filamento de Tropomiosina da frente do sítio de ligação entre a Actina e a Miosina. Quando isto acontece as cabeças da Miosina mudam sua conformação e se ligam no sítio da Actina, quebram uma molécula de ATP e soltam-se, mudam a conformação, ligam e soltam-se, repetindo esse movimento várias vezes, puxando assim a Actina para o centro do Sarcômero, encurtando o espaço entre as duas linhas Z. Realizando desta maneira a famosa contração muscular.

No músculo cardíaco ele ainda tem um papel a mais. No coração existe a liberação de Ca++ mediada por Ca+², só vai haver liberação de Ca++ pelo retículo, se houver a entrada de Ca+² extracelular pelos canais de Cálcio do tipo L. Para gerar a contração do Miocárdio é necessário unir a concentração do Ca++ do retículo com o Ca+² extracelular, para os dois interagirem com a Troponina C. Depois da contração, a Ca+² ATPase bombeia o Ca++ de volta para o retículo e o excesso é jogado para fora pelo contratransportador Na+/Ca++.

Musculos

Os músculos esqueléticos ou músculos estriados, já que apresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.

A maioria dos músculos está presa ao esqueleto, junto a articulações, abrindo-as e fechando-as. Nas articulações, esses músculos são presos a ossos por meio de tendões, que são cordões de tecido conjuntivo. Quando os tendões são chatos e largos, e não possuem a forma de cordão, recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses).

Os músculos constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne". São formados por células bastante compridas e polinucleadas, com núcleos localizados sob o sarcolema. Geralmente, estão cercadas de tecido conjuntivo, que une umas as outras e transmitem a força produzida pelos músculos aos ossos, ligamentos e outros órgãos executores de movimento.

O músculo esquelético integral, como o bíceps, que é observável e palpável, consiste de vários tipos de tecido. Cada músculo compreende fibras ou células musculares longas, delgadas, cilíndricas que se estendem por todo o seu comprimento. Assim, essas células podem ser muito mais longas. Cada célula ou fibra muscular multinucleada é conectada às células musculares paralelas e circundada por uma camada de tecido conjuntivo denominada endomísio. Tais fibras são, então, agrupadas em feixes mantidos juntos por outra camada de tecido conjuntivo, denominada perimísio. Esse grupo revestido ou feixe de fibras é denominado um fascículo. Os grupos de fascículos, feixe de fibras, cada qual com vasos sangüíneos e tecido nervoso associados, são mantidos bem unidos por outra camada de tecido conjuntivo denominada epimísio. Os facículos circundados por epimísio, que percorrem todo o comprimento do músculo esquelético, são então completamente circundados por um tecido conjuntivo importante denominado fáscia. A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, denso e forte que recobre todo o músculo e, então, estende-se além do músculo em si, para se tornar o tendão fibroso. A fáscia é a fusão de todas as três camadas internas de tecido conjuntivo do músculo esquelético. A fáscia separa os músculos uns dos outros, permite o movimento sem atrito e forma o tendão como o qual o músculo é conectado ao osso. Isoladamente, cada uma das fibras é uma célula alongada. Cada uma dessas fibras musculares esqueléticas é formada por fibras menores chamadas miofibrilas, que são constituídas por dois tipos de filamento: os delgados e os grossos.

Na realidade, os músculos esqueléticos estão dispostos em camadas que vão das mais superficiais às mais profundas e em direções variáveis. Quando o músculo está relaxado, os filamentos delgados e grossos presentes estão apenas ligeiramente sobrepostos. Com a contração muscular, os filamentos grossos se interpõem acentuadamente sobre os delgados. esse mecanismo encurta as miofibrilas e, conseqüentemente, toda a célula muscular. Portanto, quanto mais curtas as células musculares estiverem, maior será a intensidade da contração do músculo como um todo. O papel dessas células nervosas é transmitir estímulos para a contração da fibra muscular através de impulsos nervosos. Chama-se sinapse ou junção neuromuscular o espaço de comunicação entre esses dois tipos de célula.

Também possui três propriedades principais: a elasticidade (distensão), a contratilidade (contração) e a tonicidade (tônus).

A contração muscular esquelética acontece quando há uma interação das proteínas contráteis de actina e miosina, que ocorre na presença de íons de cálcio intracelulares e energia. A disponibilidade de energia para a contração vem por meio da hidrólise de ATP, e o cálcio é liberado pelo retículo sarcoplasmático(RS) quando estimulado pela despolarização. A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central a uma contração muscular esquelética distante é denominada acoplamento excitação-contração. A função do cálcio no músculo esquelético é expor um sítio de ligação da miosina na proteína actina. A contração muscular pára através do impulso nervoso na placa motora terminal ou junção neuromuscular. Quando o impulso é interrompido o cálcio é removido através da bomba de cálcio para ser amarzenado no retículo sarcoplasmático, a bomba de cálcio precisa da energia proveniente da quebra da molécula de ATP em ADP, por isso após a morte verifica-se a rigidez muscular.

Existe a Lei do tudo ou nada, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo.

Miosina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Parte da estrutura da miosina.A proteína miosina é uma ATPase que se movimenta ao longo da actina e em presença de ATP, são responsáveis pela contração muscular. Estas proteínas são as principais componentes dos miofilamentos, os organelos que constituem o "esqueleto" das células musculares. Sua forma microscópica lembra um taco de golf.

Ela é uma enzima mecanoquímica, isto é, converte a energia química em mecânicae por isso é também chamada de proteína motora. Então, nos movimentos gerados por esses elementos, a miosina é o motor, os filamentos de actina são os trilhos e o ATP, o combustível.

Estudos de seqüência de DNA mostraram mais de 10 classes de genes para miosina. Entretanto, três são os mais conhecidos: miosina I, miosina II, e miosina V. A estrutura molecular de todas mostra

uma "cabeça", onde se encontra o sítio de ligação com ATP e com a actina, sendo o local de geração de força;
um "pescoço", que regula a atividade da "cabeça" ligando-se à calmodulina outra proteína reguladora semelhante;
uma "calda" que contém sítios de ligação que determina se a molécula vai se ligar à membrana plasmática ou a outras caudas para formar um filamento grosso.

[editar] Estrutura
A miosina I tem uma (monomérica); nesta, tem sítio de ligação para a membrana plasmática à qual se prende; pela cabeça ela se prende à actina. A miosina II e V são diméricas. Como a miosina I, a miosina V se relaciona à membrana plasmática e ao transporte de vesículas de secreção. A miosina II se polimeriza em filamentos grossos observados nas células musculares estriadas. Esses filamentos têm organização bipolar (as cabeças estão colocadas em ambas extremidades e separadas por uma zona composta só de caudas que se interagem).


[editar] Fisiologia
Nas células musculares estriadas, os filamentos de actina e de miosina estão arranjados de maneira definida e estável no citoplasma, para que possam promover a contração muscular. A contração das células musculares lisas e das mioepiteliais também é feita pela interação da actina e miosina , só que a organização desses filamentos nessas células musculares estriadas.

Esse sistema actina-miosina promove outros tipos de movimentos em outras células não-musculares. Por exemplo, ao final da divisão celular aparece abaixo da membrana plasmática, na porção central da célula, um anel contráctil constituído de filamento de actina e miosina; ele promove a contração do citoplasma nessa região, levando à separação das duas células-filhas.

Na verdade, são inúmeros os movimentos promovidos pelo sistema actina-miosina, como movimentos amebóides, deslocamento de organelas no citoplasma, ect.

Os filamentos intermediários são encontrados em quase todos os eucariotos, mas ainda não foram vistos em fungos e outros organismos inferiores. Sua função primordial é estrutural, reforçando as células e estruturando-as em tecidos.

Algumas características distiguem-os dos demais tecidos filamentos de citoesqueleto:

são extremamente estáveis, pois a grande maioria continua polimerizada após extração com detergentes e altas concentrações de sais:
suas subunidades são filamentos em alfa-hélice que se agregam como correntes, com seqüências e pesos moleculares diferentes;
suas subunidades não se ligam a nucleotídeos e, portanto não requerem a hidrólise de ATP na polimerização.
[Esconder]v • d • e • h
Histologia: Tecido muscular
músculo esquelético/geral epimísio, fascículo, perimísio, endomísio, fibra muscular (intrafusal, extrafusal), miofibrila
sarcômero (bandas a, i e h; linhas z e m), miofilamentos (filamento fino/actina, filamento grosso/miosina, filamento elástico/titina, nebulina), tropomiosina, troponina (T, C, I)

costâmero (distrofina, α,β-distrobrevina, sincoilina, synemin/desmuslin, disbindina, sarcoglicana, distroglicana, sarcospan), desmina

junção neuromuscular, unidade motora, fuso muscular, excitation-contraction coupling, mecanismo de deslizamento dos filamentos

mioblasto, célula satélite, sarcoplasma, sarcolema, retículo sarcoplasmático, túbulo-T
músculo cardíaco miocárdio, disco intercalar, nebulette
músculo liso calmodulina, músculo liso vascular


[editar] Bibliografia
Patologia, processos gerais; Mario R. Montenegro, Marcelo Franco; Atheneu; 4º edição; 2004
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Miosina"

A FISIOLOGIA DA ESTABILIDADE – HOMEOSTASIA

Os primeiros registros de que o organismo possui uma forma de ajuste para manter sua estabilidade se devem a Hipócrates. Ele acreditava que as doenças eram curadas por poderes naturais, isto é, dentro dos organismos existiriam mecanismos que tenderiam a ajustar as funções quando desviadas de seu estado natural. Em 1885, o fisiologista belga Frederico declarou que o ser vivo é uma organização em que cada influência perturbadora induz, de per si, o incremento de uma atividade compensadora para neutralizar o distúrbio. Apesar de vários pesquisadores possuírem essas idéias, é mais amplamente conhecido o trabalho do fisiologista francês Claude Bernard que, em 1865, publicou o livro intitulado "Introduction to the Study of Experimental Medicine". Nesse trabalho ele lança a idéia de que os organismos possuem um ambiente interno que deve ser mantido constante. Bem depois de Claude Bernard, um fisiologista americano chamado Walter Cannon publicou um artigo intitulado "Organization for Physiological Homeostasis"., onde aprofunda as idéias de seus predecessores e propõe o termo Homeostasia para expressar essa característica essencial dos organismos vivos (Langley, 1980).

Podemos recorrer à engenharia para representar uma função orgânica a ser mantida estável a representa-la em um modelo hidráulico (fig.05). Neste modelo, o nível da água no tanque dependerá essencialmente da relação entre a entrada e a saída. Como esses parâmetros não estão controlados, o nível da água é instável pois pode ser facilmente afetado por alterações na entrada e na saída. Para se atingir o equilíbrio característico dos organismos vivos, a entrada e a saída do sistema devem ser, necessariamente, controladas. Podemos representar esse controle acrescentando duas bóias ao nosso modelo (fig.06).







Agora o nível do líquido no tanque se torna bem mais estável. As bois funcionam como sensores. Se houver aumento no fluxo de entrada, o nível tenderá a subir, o que provocará redução do fluxo de entrada por B1 e aumento da saída por B2 até que o nível correto seja atingido. Os sistemas que funcionam como o da figura 05 são chamados de SISTEMAS NÃO CONTROLADOS e os que funcionam como os da figura 06 de SISTEMAS CONTROLADOS. A cibernética representa os sistemas em diagramas como o da Figura 07:



Na figura 07A, o sistema é não-controlado. Existe uma função que representa a relação entre a entrada e a saída. Essa relação é a função de transferência Ft (Douglas, 2000).





A função de transferência representa os processos que existem dentro do sistema e que produzem uma determinada saída (S) a partir de uma entrada (E). No caso 7A, alterações na entrada ou na saída não são acompanhadas por alterações compensatórias no sistema. Na figura 07B, o trabalho do sistema é acompanhado por um sensor que compara o parâmetro a ser regulado com um valor de referência. A partir dessa comparação, podem ser ativados sinais de ajuste em função da discrepância entre o sensor e a referência (Cabanac et al, 2000).

Quando o sinal de ajuste atua sobre o subsistema de entrada, ou seja, regula um mecanismo anterior ao sensor, chamamos esse processo de retroalimentação. Quando o sinal de ajuste atua sobre o subsistema de saída, ou seja, regula um mecanismo posterior ao sensor, chamamos esse processo de anteroalimentação. Tanto o retroalimentação quanto o anteroalimentação podem se apresentar como negativas ou positivas. O retroalimentação negativa e o anteroalimentação positiva são essenciais à manutenção da estabilidade do sistema. O processo positiva produz no subsistema um efeito diretamente proporcional à diferença entre o sensor e o nível de referência enquanto o processo negativa produz um efeito inversamente proporcional.

Imaginemos o sistema de regulação de água no organismo humano. A aquisição e a perda de água regulam o nível do líquido no corpo. Se esse nível estiver abaixo do normal (referência), o sistema reduz a perda e aumenta a aquisição (fig.08).





Na figura 08, o sinal que controla a aquisição e preservação trata-se de um retroalimentação negativa, pois se o nível da água desce, ela provoca um aumento no fluxo de entrada e se o nível da água sobe ela provoca a redução desse fluxo. O sinal que controla a perda de água trata-se de um anteroalimentação positiva pois nas mesmas situações, ele provoca respectivamente a redução do fluxo e o aumento do fluxo de perda de água. Tanto o retroalimentação negativa quanto o anteroalimentação positiva são essenciais para a manutenção de um estado estável.

Alguns pesquisadores acham útil a distinção entre dois tipos de sistemas controlados. Aqueles com regulação de variável e aqueles com modulação (ou controle) de variável. A regulação ocorre nos parâmetros de variáveis intensivas, aqueles que possuem sensores participando diretamente do processo regulatório como a temperatura corporal (termoreceptores), pressão arterial (baroreceptores) e concentração de substâncias (quimioreceptores). As variáveis moduladas (controladas) são representadas pelas funções fisiológicas como a produção de calor, o débito cardíaco e a ventilação pulmonar.

A temperatura é regulada através da modulação da produção de calor, das perdas evaporativa e radiativa e do comportamento. A pressão sanguínea é regulada através da modulação do débito cardíaco e da resistência vascular. As concentrações de CO2 e de O2 no sangue são reguladas através da modulação da ventilação pulmonar. Do ponto de vista matemático, os parâmetros regulados são variáveis e os parâmetros modulados são funções. (Cabanac et al., 2000).



FISIOLOGIA DA MUDANÇA – REOSTASIA



Reostasia pode ser definida como a condição em que: a qualquer momento o nível de um parâmetro é mantido próximo à referência por mecanismos homeostáticos mas, ao longo do tempo, o nível de referência é alterado (Mrosovsky, 1990 ). Dessa forma, podemos admitir que enquanto a homeostasia é um fenômeno observado em uma escala de tempo de curto prazo, a reostasia se refere a fenômenos que são observados em maiores escalas de tempo, ou seja, através de séries temporais. A figura 09 representa os tipos de alteração observados ao longo do tempo em uma série temporal. Podemos identificar pelo menos quatro tipos de alteração nesse gráfico: uma tendência, variações não periódicas, variações periódicas e flutuações aleatórias de curto prazo. As flutuações aleatórias de curto prazo representam fuga do parâmetro em relação ao nível de referência e são ajustados por mecanismos homeostáticos mas a tendência, as variações não-periódicas e as variações periódicas representam alterações no próprio nível de referência.





Mrosovsky apresenta dois tipos de reostasia, a reativa e a programada. A reostasia reativa se refere àquelas alterações do nível de referência ocorridas como resposta a algum estímulo. Dessa forma ela ocorre apenas na dependência da presença do estímulo. O exemplo mais evidente de reostasia reativa é a febre. O nível de referência de temperatura do corpo pode ser alterado pela presença de agentes pirogênicos em circulação. Dessa forma os processos homeostáticos passam a tentar manter a temperatura do corpo em um nível mais elevado. Esse fenômeno pode ser observado mesmo em animais ectotérmicos. Após uma injeção de patógenos, a iguana do deserto, Dipsosaurus dorsalis, tendo acesso a alguma fornte de calor, se posiciona de forma a absorver mais calor e aumentar a temperatura do corpo. Ela ajusta seu comportamento para se tornar febril.

A reostasia programada se refere àquelas alterações que são obrigatórias em certas fases do ciclo de vida. Podemos citar como exemplos a elevação da temperatura do corpo da mulher durante a fase lútea do ciclo menstrual, a redução do nível de CO2 (PCO2) alveolar em mulheres grávidas e o estado de consciência ao longo do ciclo de sono e vigília. Essas alterações programadas são essenciais por permitir o ajuste da fisiologia dos organismos a condições específicas que venham sendo seletivamente importantes ao longo da história evolutiva da espécie. Se essas condições se expressam de forma periódica, torna-se possível e adaptativamente vantajoso para o organismo ajustar sua fisiologia antecipadamente em relação a essas condições específicas. Assim, muitos parâmetros fisiológicos apresentam caráter recorrente e com períodos que se expressam de forma claramente antecipativa em relação às alterações periódicas de seu ambiente. Esse tipo de alteração é tão importante que virtualmente todos os organismos estudados apresentam esses fenômenos conhecidos como ritmos biológicos. É possível, portanto, deduzir que os organismos que possuíam essa capacidade de antecipação sobreviveram e transmitiram essa característica a sua descendência (Menna-Barreto e Marques, 1997, 2002).



BIBLIOGRAFIA



ASHBY, W. ROSS (1970). Introdução à Cibernética. Editora Perspectiva. São Paulo

CAPRA, FRITJOF (1996). A Teia da Vida. Editora Cultrix. São Paulo.

CABANAC, MICHEL e RUSSEK, MAURICIO (2000). Regulated Biological Systems. Journal of Biological Systems, v. 8, n.2, p. 141-149.

DOUGLAS, CARLOS ROBERTO (2000). Tratado de Fisiologia Aplicada às Ciências da Saúde. Robe Editorial. São Paulo.

GLASS, LEON e MACKEY, MICHAEL C. (1997). Dos Relógios ao Caos. EDUSP. São Paulo

LANGLEY, L. L. (1980). Homeostasis. Editora Alhambra. Madrid.

MENNA-BARRETO, L. e MARQUES, N. (1997). Cronobiologia: Princípios e Aplicações. EDUSP, São Paulo. 1a. edição.

MENNA-BARRETO, L. e MARQUES, N. (2002) O tempo dentro da vida, além da vida dentro do tempo. Ciência e Cultura, outubro 2002. p. 44-46.

MROSOVSKY, N. (1990). Rheostasis: The Physiology of Change. Oxford University Press. New York.

SCHNEIDER, ERIC D. e KAY, JAMES J. (1995). Ordem a Partir da Desordem: A Termodinâmica da Complexidade Biológica. In: Michael P. Murphy e Luke A. J.

O’Neill (Org.). O que é a vida: 50 anos depois. UNESP. São Paulo.

SCRÖDINGER, ERWIN (1947). O Que é a Vida?. Editora Fragmentos. Lisboa

RANDALL, DAVID; BURGGREN, WARREN e FRENCH, KATHLEEN (2000). Fisiologia Animal. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.

Outros artigos

FILOSOFIA

TEMA:A Construção do Conhecimento Científico.
Prof. Francisco Henrique Costa
NOTAS: SLIDE – 02
I - A Filosofia, o Mundo e a Consciência Critica.
- O homem é um ser jogado no mundo que precisa construir – desenvolver sua HUMANIDADE.
- A importância da LINGUAGEM (comunicação) na construção e desenvolvimento de nossa humanidade;
TODA atividade humana é orientada a partir da LINGUAGEM ou PALAVRA;
- O HOMEM está em constante PROCESSO de construção existencial;
- Em sua relação com a NATUREZA e a CULTURA, o homem é PRODUTO e TRANSFORMADOR.
Ele CRIA O MUNDO o mundo em que VIVE E É PARTE dele.


NOTAS: SLIDE – 03
Nesse sentido o HOMEM é um SISTEMA ABERTO e em constante processo de desenvolvimento.
Esse DESENVOLVIMENTO ocorre de forma DIALÉTICA: Consciência de SI MESMO – Consciência do OUTRO = Consciência CRITICA.
FILOSOFIA = Amor á sabedoria. Na cultura grega saber é diferente de sabedoria: SABER = conhecimento TEÓRICO. SABEDORIA = Teoria e Prática.
SURGIMENTO da Filosofia: passagem do pensamento MITICO para o RACIONAL = Desenvolvimento da capacidade racional do ser humano.
PRIMEIROS FILÓSOFOS: Pensamento MITICO = Mitos TEOGÔNICOS. Origem dos DEUSES.
NOTAS: SLIDE – 04
O PENSAMENTO DOGMÁTICO
Considerado natural e aceito pela maioria.
O pensamento dogmático ou natural nunca problematiza o mundo.
Todos podem pensar filosoficamente basta superar a forma superficial de pensar e questionar a realidade.
A Sociedade utilitarista e pragmática: valorização do que tem resultados práticos imediatos.
EXEMPLO: ESTUDAR = diploma e dinheiro; RELIGIÃO = levar vantagens; AMIZADES = utilidades.
Nesse sentido a FILOSOFIA não tem utilidade e torna-se uma ameaça ao pensamento dominante.
FILOSOFAR: uma forma rigorosa de analisar a realidade sem aceitar o pensar comum como um fato inquestionável.



NOTAS: SLIDE – 05
NOTAS - TÓPICOS:
CULTURA: tudo que é CRIADO ou FEITO pelo homem.
Somente o HOMEM produz a cultura.
Na produção cultural o homem coloca determinada INTENCIONALIDADE nas coisas que faz. Isso não corre na relação dos demais animais com a natureza.
O homem PRODUZ a cultura, por isso existem diversas tipos de culturas. As diferentes culturas distinguem uma sociedade de outra.
A inteligência abstrata estimula o homem a questionar a realidade e buscar soluções para situações específicas criando, dessa forma, a CULTURA.


NOTAS: SLIDE – 06
ELEMENTOS BÁSICOS DA CULTURA:
- O Caráter Universal: relativo à capacidade do homem em produzir a cultura;
- O Caráter Específico: o modo como historicamente as sociedades se relacionam com a natureza, produzindo, arte, folclore, crenças, a política e a economia, a filosofia, a ciência, etc.
O HOMEM E O MEIO:
TESE:desenvolvemos nossa HUMANIDADE em contato com o meio.
No entanto, isso NÃO SIGNIFICA completa passividade cultural.
A RELAÇÃO do homem com a CULTURA que ele herda é DIALÉTICA.

NOTAS: SLIDE – 07
NOTAS:
A Inquietação: estimulo à busca do novo. Inconformismo com tudo que é colocado como real.
A Admiração: nos estimula a interpretar o “real”. O novo é sempre admirável.
A Angustia: a descoberta do nada que somos. “Somos nada, pura possibilidade”.
O possível tomado em sua essência , não oferece nenhuma garantia. No possível nada é impossível.
Mito: do grego Mýthos = palavra, discurso, anuncio, mensagem.
É sempre verdadeiro e não deve ser questionado.
São histórias que relatam fatos reais e ao mesmo tempo sagradas.
São relatos que responsáveis pela existência e manutenção do mundo


NOTAS: SLIDE – 08
TIPOS DE MITOS: Geralmente classificados de acordo com o tema tratado.
Mitos Teogônicos: (theós/deus + gónos/geração). Relatam como surgiram os deuses e as entidades poderosas em geral. Exemplos: Zeus.
Mitos Cosmogônicos: (Kósmos/universo + gónos/geração). Relatam a forma como, através de deuses ou forças poderosas, o universo e o homem vieram a existir.
Mitos com CRIAÇÃO e sem CRIAÇÃO.
A MUDANÇA DO MITO PARA A FILOSOFIA:
A FILOSOFIA: surge com o rompimento com o saber anterior baseado nos MITOS.
- O MITO não pode ser QUESTIONADO.
- A FILOSOFIA desafia o ser humano à REFLEXÃO e problematização do mundo.
- O Ser Humano estava na DEPENDÊNCIA dos deuses. A FILOSOFIA veio LIBERTAR o homem do TEMOR e do MEDO.


NOTAS: SLIDE – 09
A Filosofia deve conhecer a VERDADE universal pela RAZÃO e não pela TRADIÇÃO e AUTORIDADE dos deuses.
Uma dos papéis do FILÓSOFO é DENUNCIAR os MITOS que impedem a visão de VERDADE RACIONAL.
RESUMINDO:
MITO e FILOSOFIA são explicações que visam responder sobre o sentido da VIDA, a natureza dos HOMENS e do UNIVERSO.
JUSTIFICAM: Normas POLITICAS, ÉTICAS e RELIGIOSAS da própria comunidade.
Na história antiga grega a MITOLOGIA explicava a EXISTÊNCIA do homem e a ORGANIZAÇÃO do mundo.
A diferença entre MITO e FILOSOFIA está nos fundamentos de sua ARGUMENTAÇÃO.
O MITO é uma narrativa IMAGINÁRIA que estrutura e organiza de forma criativa as CRENÇAS culturais.

NOTA: SLIDE - 10
NESSE CONTEXTO SURGE O PENSAMENTO DOS PRÉ-SOCRÁTICOS:
TALES DE MILETO:
- O PRIMEIRO a formular uma noção exata sobre o ARQUÉ – Elemento primordial do universo.
- A essência (origem) de todas as coisas = ÁGUA. Encontrada em todas as coisas.
A água permanece a mesma = Sólida. Liquida ou Gasosa. Talvez por isso a tenha escolhido.
ÁGUA: Necessária á vida.
CONTRIBUIÇÃO: a IDÉIA de ELEMENTO primordial que dá unidade à natureza.

NOTAS: SLIDE – 11
HERÁCLITO DE ÉFESO:
- Um dos mais importantes filósofos pré-socráticos.
- Pensamento DIALÉTICO.
TESE: A realidade é DINÂMICA. Tudo se encontra me permanente processo de TRANSFORMAÇÃO.
Nada existe (permanentemente), TUDO se transforma.
Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o RIO não é mais o mesmo... e NÓS também não somos mais os mesmos.
ALGUNS INTERPRETES: vêem nessa METÁFORA a impossibilidade de acesso a um conhecimento real e permanente. Tudo está em constante mudança.
Nesse SENTIDO todo conhecimento é RELATIVO.
A LUTA da FORÇAS CONTRÁRIAS é a origem da vida.
Essa LUTA contribui para a MODIFICAÇÃO e EVOLUÇÃO do COSMO.
O ELEMENTO que explica a realidade é o FOGO em seu movimento de destruição e fusão.


NOTAS: SLIDE – 12
PARMÊNIDES DE ELEIA:
Responsável pela a introdução da distinção entre REALIDADE e APARÊNCIA.
TESES:
- Existe uma realidade ÚNICA;
- O MOVIMENTO existe somente na APARÊNCIA.
- O MOVIMENTO é um aspecto superficial das coisas.
- Se formos além de nossa EXPERIÊNCIA SENSÍVEL, de nossa visão IMEDIATA das coisas, descobriremos, através do PENSAMENTO, que a VERDADEIRA REALIDADE é ÚNICA; IMÓVEL, ETERNA, IMUTÁVEL, sem PRINCÍPIO nem FIM, CONTÍNUA e INDIVISÍVEL.
ASPECTO LÓGICO: a noção de MOVIMENTO pressupõe a noção de PERMANÊNCIA como mais BÁSICA.
LOGO O MOVIMENTO NÃO PODE SER TOMADO COMO MAIS BÁSICO, COMO PRIMITIVO, DEFINIDOR DO REAL.
NOTAS: SLIDE - 13
OS SOFISTAS E ARTE DA ARGUMENTAÇÃO:
Surgimento da POLIS (cidade) e da DEMOCRACIA.
SUBSTITIUIÇÃO das preocupações COSMOLÓGICAS pelo interesse no próprio homem e nas relações do HOMEM com a SOCIEDADE.
A DEMOCRACIA depende do POVO e o povo depende da PALAVRA.
Nesse NOVO contexto: SABER – conhecimento – é um instrumento de PODER.
Os SOFISTAS: Retórica = como discorrer sobre determinado assunto. Dialética = discutir, argumentar.
OBJETIVO: sucesso nos negócios públicos e privados.
NOTAS: SLIDE - 14
1. OBJETIVOS DO ENSINO SOFISTA:
- Sucesso nos negócios públicos e privados;
- Defesa de interesses individuais ou de classe nas assembléias;
COMO ATINGIR ESSES OBJETIVOS:
- Poder da ARGUMENTAÇÃO;
- Habilidade RETÓRICA;
- Conhecendo a diversidade DOUTRINÁRIA da época.

NOTAS: SLIDE - 15
2. O PENSAMENTO SOFISTA:
- Tudo é RELATIVO;
- Não existe uma verdade única ou absoluta;
- As muitas opiniões provam que não existe uma verdade única;
- TODA verdade é RELATIVA a determinada PESSOA, GRUPO SOCIAL ou CULTURA.
“O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS”, ou seja: O mundo é o que o HOMEM constrói ou destrói. (Protágoras).

NOTAS: SLAIDE - 16
SÓCRATES: “Só sei que nada sei”.
- Um marco DIVISOR: antes e depois de Sócrates.
- Vida cotidiana e PENSAMENTO caminham juntos.
- FILOSOFIA: uma prática a ser desenvolvida em praça pública. Nos diferentes contextos do dia a dia.
SEU MÉTODO METODO:
- A IRONIA = Interrogação. Interrogar o interlocutor sobre o que ele PENSA saber. Exemplo: CORAGEM, JUSTIÇA, ETC.
- A MAIEUTICA: Parto. Todo conhecimento é INATO. O individuo já o possui desde o nascimento. O FILÓSOFO estimula o individuo a lembrá-lo.
SÓCRATES: ajudava os indivíduos a “darem luz” a novas IDÉIAS.
Dessa forma estimulava o PENSAMENTO CRÍTICO.
“SÓ SEI QUE NADA SEI” = Reconhecer a própria IGNORÂNCIA é o primeiro passo em direção ao verdadeiro conhecimento.
NOTAS: SLAIDE - 17

ATIVIDADE: Bertolt Brecht
A injustiça avança hoje a passo firme Os tiranos fazem planos para dez mil anos O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são Nenhuma voz além da dos que mandam E em todos os mercados proclama a exploração; isto é apenas o meu começo Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos Quem ainda está vivo não diga: nunca O que é seguro não é seguro As coisas não continuarão a ser como são Depois de falarem os dominantes Falarão os dominados Quem pois ousa dizer: nunca De quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante! O que está perdido, lute! O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenha E nunca será: ainda hoje Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã


NOTA: SLIDE - 18
III – Teoria e Possibilidade do Conhecimento.
Como foi dito anteriormente o pensamento filosófico PRÉ-SOCRÁTICO tinha como preocupação central a ORIGEM das coisas.
Essa preocupação é a PRINCIPAL MOTIVAÇÃO para o surgimento da FILOSOFIA na Grécia antiga.
TEORIA DO CONHECIMENTO:
OBJETIVO: Investigar as condições do conhecimento verdadeiro.
- É UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA que Investiga as ORIGENS, POSSIBILIDADES, FUNDAMENTOS, EXTENSÃO e VALOR do Conhecimento.
Por isso existem muitas TEORIAS do conhecimento.
NOTA: SLIDE - 19
O SUJEITO E O OBJETO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO:
SUJEITO e OBJETO: ELEMENTOS BÁSICOS do conhecimento.
I - SUJEITO: o homem, nossa CONSCIÊNCIA, nossa MENTE. O ser racional que quer conhecer.
II – OBJETO: a REALIDADE, as COISAS, os FATOS, os FENÔMENOS com a qual convivemos.
CONDIÇÃO para que EXISTA conhecimento: A RELAÇÃO entre esses dois elementos.
Representação MENTAL do objeto pelo SUJEITO = Característica FUNDAMENTAL do conhecimento.
RESUMINDO: O sujeito apreende as características do OBJETO, formando uma IMAGEM mental.
NOTA: SLIDE - 20
A partir da IMAGEM MENTAL que construímos do OBJETO, entendemos e explicamos a realidade.
Portanto, CONHECER é REPRESENTAR o que é exterior à mente.
SEMPRE que necessário a MENTE TORNA PRESENTE diante de si a IMAGEM, a IDÉIA ou o CONCEITO de determinado objeto.
TIPOS DE OBJETOS:
MATERIAIS: aqueles que são acessíveis aos SENTIDOS;
IDEAL: os SÍMBOLOS matemáticos;
INSTUIDOS PELA FÉ: Deus;
CONSTRUIDOS PELA FANTASIA: Os heróis míticos.
NOTA: SLIDE - 21
ALGUNS EXEMPLOS:
I – FRUTO DO JATOBÁ;
II – COSMOVISÃO DE INDIVIDUOS INTERIORANOS OU DE REGIÕES BRASILEIRAS DIFERENTES;
III – AS DIFERENTES CULTURAS.

NOTA: SLIDE - 22
AS POSSIBILIDADES DO CONHECIMENTO:
O PROBLEMA:
- Existe um conhecimento verdadeiro?
- Podemos conhecer a verdade?
- Que CRITÉRIOS devo utilizar para saber se um conhecimento é verdadeiro ou não?
O CETICISMO – TESES BÁSICAS:
- Não existe possibilidade do homem conhecer a verdade.
- Como NÃO PODE conhecer, NADA pode afirmar.
- Os SENTIDOS e a RAZÃO, fontes teóricas do nosso conhecimentos, podem nos induzir a ERROS.
NOTA: SLIDE - 23
JUSTIFICATIVAS:
I - Os SENTIDOS – visão, audição, olfato, tato e paladar – não são fontes FIDEDIGNAS de conhecimento.
II – Opiniões CONTRADITÓRIAS sobre os mesmos assuntos demonstram os LIMITES de nossa racionalidade.
III – Não há conhecimento. De dois JUIZOS contraditórios, um é exatamente tão verdadeiro quanto o outro.

NOTA: SLIDE - 24
O DOGMATISMO – TESES BÁSICAS:
- Podemos conhecer TODA verdade;
- Conhecer a VERDADE é, um FATO INQUESTIONÁVEL;
- A REALIDADE (mundo) é tal qual percebemos através dos SENTIDOS;
OBSERVAÇÕES:
- A maioria das pessoas se relacionam do o MUNDO de forma DOGMÁTICA;
- Tudo é normal e nada questionam;
- Não conseguem PROBLEMATIZAR o mundo;
- Não PENSAM FILOSOFICAMENTE, pois não conseguem SUPERAR a forma SUPEFICIAL de se relacionar com a realidade.
NOTA: SLIDE - 25
O PROBLEMA DO CONHECIMENTO NA FILOSOFIA MODERNA:
PRINCIPAIS correntes filosóficas: EMPIRISMO e RACIONALISMO.
O EMPIRISMO – TESES BÁSICAS:
- Todas as nossas IDÉIAS procedem de nossa EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS;
- John Locke – filósofo Inglês - e a TEORIA DA TÁBULA RASA;
- A TEORIA: Não trazemos nenhuma idéia ao nascermos. CONSTRUIMOS nossas IDÉIAS através da EXPERIÊNCIA e OBSERVAÇÃO dos dados sensoriais.
- NADA vem á MENTE sem antes ter passado pelos SENTIDOS;
Voltemos ao Exemplo do JATOBÁ:
NOTA: SLIDE - 26
O QUE É EXPERIÊNCIA NO SENTIDO EMPIRICO:
I – Caráter EXTERNO: as informações que RECEBEMOS através das SENSAÇÕES.
OBJETOS EXTERNOS: cores, sabores, odores, forma, etc.
II – Caráter INTERNO: realizada através da REFLEXÃO.
A REPRESENTAÇÃO Exercida SOBRE OS OBJETOS de nossas SENSAÇÕES: conhecer, lembrar, duvidar, querer, etc.
TESE: O Desenvolvimento e Evolução do PENSAMENTO humano = PROVA de que a EXPERIÊNCIA é FATOR DETERMINANTE na construção do conhecimento.
PROBLEMATIZAR: O QUE EXISTE DE FATO PARA O EMPIRISMO – AS IDÉIAS OU OS OBJETOS?
NOTA: SLIDE - 27
O RACIONALISMO: RATIO = RAZÃO
- Só podemos conhecer a VERDADE através da RAZÃO;
- O conhecimento VERDADEIRO possui validade UNIVERSAL;
- Todos os JUIZOS baseados na RAZÃO possuem necessidade LÓGICA e são UNIVERSAIS;
- OS PRINCIPIOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS são INATOS – já se encontram na mente humana ao nascermos.
PRINCIPIOS BÁSICOS DO RACIONALISMO:
- REJEIÇÃO do conhecimento baseado nos SENTIDOS;
- A RAZÃO é capaz de explicar a realidade;
- Existem idéias que independem da experiência sensível = IDÉIAS INATAS.
- ESTES SÃO OS PRINCIPIOS BÁSICOS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO ATUAL.



NOTA: SLIDE - 28
FILOSOFIA E CIÊNCIA
FILOSOFIA: uma disciplina do PENSAMENTO e uma FERRAMENTA para refletir sobre as questões humanas.
OBJETIVO DA FILOSOFIA:
- A PROBLEMATIZAÇÃO do MUNDO. “Mexer” com o que está quieto sem direcionamento IDEOLÓGICO específico.
CIENCIA: uma disciplina que constrói um conhecimento SISTEMÁTICO e seguro dos FENÔMENOS do mundo.
OBJETIVO DA CIÊNCIA:
- Compreender o MUNDO e CONTROLAR a natureza.
- A racionalidade humana como FUNDAMENTO do conhecimento.
NOTA: SLIDE - 29
RELAÇÃO ENTRE SENSO COMUM E CONHECIMENTO CIENTÍFICO
SENSO COMUM – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS:
- Adquirido pela TRADIÇÃO;
- Herdado dos ANTEPASSADOS;
- CONJUNTO DE IDÉIAS que permite INTERPRETAR a realidade;
- Um corpo de VALORES que nos ajuda a AVALIAR, JULGAR e a AGIR no mundo.
- NÃO É REFLETIDO e se encontra MISTURADO a CRENÇAS e PRECONCEITOS.
UM CONHECIMENTO:
- Ingênuo = não CRITICO;
- Fragmentário = difuso, assistemático e as vezes incoerente;
- Conservador = resiste às mudanças.

NOTA: SLIDE - 30
O FATO CIENTÍFICO: Rubem Alves.
NOTA: SLIDE - 31
FILME: QUASE DEUSES
TESE: O conhecimento adquirido com a experiência cotidiana (SENSO COMUM) precisa de reconhecimento acadêmico para ser aceito como válido pela comunidade científica.
NOTA: SLIDE - 32
SENSO COMUM – BOM SENSO E IDEOLOGIA
DEFININDO IDEOLOGIA:
- As Ideologias e Preconceitos presentes na CULTURA exigem exame e análise critica – FILOSÓFICA.

NOTA: SLIDE - 33
SENSO COMUM
- Uma forma de se relacionar e CONHECER o Mundo;
- É uma espécie de GUIA que o homem comum UTILIZA na SOLUÇÃO dos PROBLEMAS do seu dia a dia;
EXEMPLOS: Marcela, Quebra Pedra, O nascimento e o pôr do Sol, o Trem em movimento, etc.
- Serve de INSTRUMENTO na busca diária pela sobrevivência.
EXEMPLOS:
- Tempo certo para PLANTAR e COLHER no interior;
- Tempo bom para o mar PESCAR;
- Não é um conhecimento INCORRETO ou ERRADO.
- Na CONSTRUÇÃO do conhecimento do SENSO COMUM, a OBSERVAÇÃO.
GERALMENTE É PONTO DE PARTIDA PARA TODO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
EXEMPLO RECENTE: Água com açúcar acalma as crianças com poucos dias de nascidas.

NOTA: SLIDE - 34
A Ciência visa o DOMINIO e CONTROLE da NATUREZA.
ASPECTOS IDEOLOGICOS:
- O conhecimento científico não é NEUTRO;
- Apesar do rigor os resultados não são INFALÍVEIS nem DEFINITIVOS;
- Depende do CONTEXTO Sócio-Político-Econômico-Cultural em que surge e é desenvolvido;
SOCIAL = O pesquisador e a sociedade;
POLÍTICO = Interesses da comunidade científica;
ECONÔMICO = Quem está investindo e com que finalidade;
CULTURAL = O que é permitido ou não na cultura local. Questões relacionadas á ÉTICA, MORAL e RELIGIÃO.

NOTA: SLIDE - 35
O MÉTODO E A QUESTÃO DOS PARADIGMAS
- O cientista é instigado por uma situação problema e guiado por algumas HIPOTESES preliminares;
OBSERVA fenômenos semelhantes;
CLASSIFICA-OS segundo suas características comuns;
Verifica a coerência e REGULARIDADES entre eles.
RESULTADO: A elaboração das leis da Ciência.
CARACTERÍSTICAS DAS LEIS CIENTÍFICAS:
- Devem ser capazes de descrever uma série de FENÔMENOS;
- Devem ser comprovadas através da OBSERVAÇÃO dos FATOS e da EXPERIMENTAÇÃO;
- Devem ser capazes de PREDIZER acontecimentos FUTUROS.
MÉTODO CIENTÍFICO:
- Conjunto de NORMAS PADRÃO que pautam as pesquisas.
- NORMA PADRÃO = PARADIGMA.

NOTA: SLIDE - 36
MITOS E CIÊNCIA:


NOTA: SLIDE - 37
FILME: O casamento de Romeu e Julieta.
O futebol como IDEOLOGIA.
Instrumento de massificação utilizado pelo poder dominante?
NOTA: SLIDE - 38
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A FILOSOFIA reflete sobre a AMBIGUIDADE DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO = Contribui para a melhoria da qualidade de vida do homem destruindo a NATUREZA.
QUESTIONANDO E REFLETINDO SOBRE:
- A ESPECIFICIDADE do conhecimento científico;
- As CONDIÇÕES e os LIMITES da atividade cientifica;
- O valor da CIÊNCIA para a humanidade.
AGRADECIMENTOS FINAIS.

Sensação

Sensação → Detecção de energia física do meio e codificação em sinais nervosos

Percepção → Seleção, organização e interpretação das sensações
→ Organizadas pelos significados q a mente impõe
→ Focaliza a atenção em mudanças informativas / novidade / sobrevivência

Ambos se misturam em um processo contínuo.


• Processamento de baixo para cima → análise da entrada das informações

• Processamento de cima para baixo → experiências e expectativas


Sensação → Obtenção de informações
• Limiares
a) Limiar absoluto → estimulação mínima necessária para detectar um estímulo específico (luz, som, pressão, dor, etc ...) em 50% das ocasiões.
→ varia de pessoa para pessoa e a depender da situação

b) Estimulação Subliminar → estímulos percebidos (algumas vezes, - de 50%) “abaixo” do limiar
→ processamento de informações sem consciência → estímulos breves

c) Limiares relativos → diferença mínima entre 2 estímulos em 50% das ocasiões. ↓
aumenta com > magnitude do estímulo

Adaptação Sensorial → Sensibilidade decrescente a um estímulo inalterado.
→ Com exposição constante a um estímulo, células nervosas disparam com menos freqüência