Comunicação entre as células nervosas
Por Silvia Helena Cardoso, PhD
SINAPSE QUÍMICA E ELÉTRICA
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Sinapses são estruturas altamente especializadas, que fazem a transmissão de um impulso nervoso de um neurônio para outro, este impulso pode ser integrado, bloqueado e modificado existem dois tipos de sinapses, sinapse química a grande maioria, e as elétricas.
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Sinapse química:
Acontece quando o potencial de ação, ou seja, impulso é transmitido através mensageiro químico, ou seja, neurotransmissores, que se liga a um receptor (proteína), na membrana pós-sinaptica, o impulso e transmitido em uma única direção, podendo ser bloqueado e em comparação com sinapse elétricas é a sinapse química é muito mais lenta.Quase todas sinapses do SNC são químicas.
EX: neurotransmissores
- Histamina
- Acetilcolina
Sinapse elétrica:
Neste tipo de sinapse as células possuem um intimo contato através junções abertas ou do tipo gap que permite o livre transito de íons de uma membrana a outra, desta maneira o potencial de ação passa de uma célula para outra muito mais rápido que na sinapse química não podendo ser bloqueado.Ocorre em músculo liso e cardíaco, onde a contração ocorre por um todo em todos os sentidos.
Funcionamento de uma sinapse química:
Na sinapse química o potencial de ação que esta se movendo em ambos os lados na membrana quando chega na região adjacente a fenda sinaptica, onde se encontram muitos canais de cálcio que através da despolarização da membrana se abrem liberando cálcio para dentro da célula.Este influxo de cálcio nas imediações da membrana pré-sinaptica, causara por atração iônica o movimento das vesículas com neurotransmissores na direção da membrana pré-sinaptica onde os neurotransmissores serão liberados na fenda sinaptica por exocitose.Na membrana pós-sinaptica existe um grande número de proteínas receptoras de neurotransmissores, estes receptores são canais iônicos permeáveis ao sódio (impulso excitatório) e cloreto (impulso inibitório).
Se os neurotransmissores ligarem-se aos canais iônicos permeáveis ao sódio, causara o influxo de sódio para dentro da célula o que conseqüentemente desencadeara um potencial de ação nesta célula.Se o neurotransmissores se ligar canais iônicos permeáveis ao cloreto, o que causara o influxo de cloreto para dentro da célula e como o cloreto é um anion não deixará que a célula gere um potencial de ação, ou seja, impulso inibitório.
Fases de liberação do neurotransmissor:
Despolarização
Entrada de cálcio no botão sinaptico
Cálcio se liga aos sítios de liberação da membrana pré-sinaptica
Exocitose da vesícula com neurotransmissores
Receptores deixam os neurotransmissores passarem
Reciclagem das vesículas com neurotransmissores
Remoção do neurotransmissores do botão sinaptico
- Difusão
- Destruição enzimática
- Transporte ativo para terminação pré-sinaptica
PPSE - potencial pós-sinaptica excitatório, somação de descargas para desencadear o potencial de ação.
PPSI - potencial pós-sinaptica inibitório.
Introdução
Todas as nossas sensações, sentimentos, pensamentos, respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a memória, a ação das drogas psico-ativas, as causas das doenças mentais, e qualquer outra função ou disfunção do cérebro humano não poderiam ser compreendidas sem o conhecimento do fascinante processo de comunicação entre as células nervosas (neurônios). Os neurônios precisam continuamente coletar informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo, avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades atuais da pessoa.
Como os neurônios processam essas informações?
Isso ocorre essencialmente graças aos impulsos nervosos. Um impulso nervoso é a transmissão de um sinal codificado de um estímulo dado ao longo da membrana do neurônio, a partir de seu ponto de aplicação. Os impulsos nervosos podem passar de uma célula a outra, criando assim uma cadeia de informação dentro de uma rede de neurônios.
Dois tipos de fenômenos esão envolvidos no processamento do impulso nervoso: os elétricos e os químicos. Os eventos elétricos propagam o sinal dentro de um neurônio, e os eventos químicos transmitem o sinal de neurônio a outro ou para uma célula muscular. O processo químico de interação entre os neurônios e entre os neurônios e células efetoras acontecem na terminação do neurônio, em uma estrutura chamada sinapse. Aproximando-se do dendrito de outra célula (mas sem continuidade material entre ambas as células), o axônio libera substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que ligam-se aos receptores químicos do neurônio seguinte e promove mudanças excitatórias ou inibitórias em sua membrana.
Portanto, os neurotransmissores possibilitam que os impulsos nervosos de uma célula influencie os impulsos nervosos de outro, permitindo assim que as células do cérebro "conversem entre si", por assim dizer. O corpo humano desenvolveu um grande número desses mensageiros químicos para facilitar a comunicação interna e a transmissão de sinais dentro do cérebro. Quando tudo funciona adequadamente, as comunicações internas acontecem sem que sequer tomemos consciência delas.
Uma compreensão da transmissão sináptica é a chave para a o entendimento das operações básicas do sistema nervoso a nível celular. O sistema nervoso controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda, e aja sobre o meio ambiente. A transmissão sináptica é o processo chave na ação interativa do sistema nervoso
Nós já vimos o processo elétrico do impulso nervoso no artigo anterior. Nesse número, vamos examinar mais em detalhes como a sinapse e os neurotransmissores funcionam.
Sinapse: O ponto de encontro entre neurônios
Dado que os neurônios formam uma rede de atividades elétricas, eles de algum modo têm que estar interconectados. Quando um sinal nervoso, ou impulso, alcança o fim de seu axônio, ele viajou como um potencial de ação ou pulso de eletricidade. Entretanto, não há continuidade celular entre um neurônio e o seguinte; existe um espaço chamado sinapse. As membranas das células emissoras e receptoras estão separadas entre si pelo espaço sináptico, preenchido por um fluido. O sinal não pode ultrapassar eletricamente esse espaço. Assim, substâncias químicas especias, chamadas neurotransmissores, desempenham esse papel. Elas são liberadas pela membrana emissora pré-sináptica e se dinfundem através do espaço para os receptores da membrana do neurônio receptor pós-sináptico. A ligação dos neurotransmissores para esses receptores tem como efeito permitir que íons (partículas carregadas) fluam para dentro e para fora da célula receptora, conforme visto no artigo sobre condução nervosa.
A direção normal do fluxo de informação é do axônio terminal para o neurônio alvo, assim o axônio terminal é chamado de pré-sináptico (conduz a informação para a sinapse) e o neurônio alvo é chamado de pós-sináptico (conduz a informação a partir da sinapse).
Tipos de sinapses
A sinapse típica, e a mais frequente, é aquela na qual o axônio de um neurônio se conecta ao segundo neurônio através do establecimento de contatos normalmente de um de seus dendritos ou com o corpo celular. Existem duas maneiras pelas quais isso pode acontecer: as sinapses elétricas e as sinapses químicas.
A Sinapse elétrica
Uma junção de fendas. (a) Neuritos de duas células conectadas A maioria das sinapses dos mamíferos são sinapses químicas, mas existe uma forma simples de sinapse elétrica que permite a transferência direta da corrente iônica de uma célula para a célula seguinte. As sinapses elétricas ocorrem em locais especializados chamados junções. Elas formam canais que permitem que os ions passem diretamente do citoplasma de uma célula para o citoplasma da outra. A transmissão nas sinapses elétricas é muito rápida; assim, um potencial de ação no neurônio pré-sináptico, pode produzir quase que instantaneamente um potencial de ação no neurônio pós-sináptico. Sinapses elétricas no sistema nervoso central de mamíferos, são encontradas principalmente em locais especiais onde funções normais exigem que a atividade dos neurônios vizinhos seja altamente sincronizada. Embora as junções sejam relativamente raras entre os neurônios de mamíferos adultos, eles são muito comuns em uma grande variedade de células não neurais, inclusive as células do músculo liso cardíaco, células epiteliais, algumas células glandulares, glia, etc. Elas também são comuns em vários invertebrados.
A sinapse química
Nesse tipo de sinapse, o sinal de entrada é transmitido quando um neurônio libera um neurotransmissor na fenda sináptica, o qual é detectado pelo segundo neurônio através da ativação de receptores situados do lado oposto ao sítio de liberação. Os neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios e utilizadas por eles para transmitir sinais para outros neurônios ou para células não-neuronais (por exemplo, células do músculo esquelético, miocárdio, células da glândula pineal) que eles inervam.
A ligação química do neurotransmissor aos receptores causa uma série de mudanças fisiológicas no segundo neurônio que constituem o sinal. Normalmente a liberação do primeiro neurônio (chamado pré-sináptico) é causado por uma série de eventos intracelulares evocados por uma despolarização de sua membrana, e quase que invariavelmente quando um potencial de ação é gerado.
Sinapse. Quando um impulso elétrico ao viajar para a "cauda" da célula, chamado axônio", chega a seu término, ele dispara vesículas que contêm um neurotransmissor as quais movem-se em direção a membrana terminal. As vesículas se fundem com a membrana terminal para liberar seus conteúdos. Uma vez na fenda sináptica (o espaço entre dois neurônios) o neurotransmissor pode ligar-se aos receptores (proteínas específicas ) na membrana de um neurônio vizinho.
Diagrama e micrografia de uma sinapse de uma junção neuromuscular da mosca da fruta.
1- Vesículas sinápticas;
2- Neurônio pré-sináptico (axônio terminal);
3- Fenda sináptica ;
4- Neurônio pós-sináptico.
Foto: De Synaptic function, por Kendal Broadie, PhD, Univ. Utah. Reprodução autorizada. Diagrama: Silvia Helena Cardoso, PhD. Univ. Campinas, Brasil
Veja a animação O que dispara a liberação de um neurotransmissor?
Algum mecanismo deve existir através do qual o potencial de ação causa a liberação do transmissor armazenado nas vesículas sinápticas para a fenda sináptica.
O potencial de ação estimula a entrada de Ca2+, que causa a adesão das vesículas sinápticas aos locais de liberação, sua fusão com a membrana plasmática e a descarga de seu suprimento de transmissor. O transmissor se difunde para a célula alvo, onde se liga à uma proteína receptora na superfície externa da membrana celular. Após um breve período o transmissor se dissocia do receptor e a resposta é terminada. Para impedir que o transmissor associe-se novamente a um receptor e recomece o ciclo, o tranmissor, ou é destruído pela ação catabólica de uma enzima, ou é absorvido, normalmente na terminação pré-sináptica. Cada neurônio pode produzir somente um tipo de transmissor.
Categorias de sinapses químicas
Existem dois tipos de sinapses químicas, de acordo com o efeito que causam no elemento pós-sináptico:
Um impulso chegando no terminal pré-sináptico provoca a liberação do neurotransmissor. A. As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Na+ entra na célula pós-sináptica através dos canais abertos, a membrana se tornará despolarizada.
B. As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Cl- entra a célula pós-sináptica, através dos canais abertos, a membrana se tornará hiperpolarizada. A mudança resultante no potencial da membrana, conforme registrado através de um microeletrodo na célula é visto na figura abaixo (Geração de um EPSP e IPSP). Sinapses excitatórias
Sinapses excitatórias causam uma mudança elétrica excitatória no potencial pós-sináptico (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do transmissor é para despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico para disparar um potencial de ação. Esse efeito é tipicamente mediado pela abertura dos canais da membrana (tipos de poros que atravessam as membranas celulares para os íons cálcio e potássio.
Sinapses inibitórias
As sinapses inibitórias causam um potencial pós-sináptico inibitório (IPSP), porque o efeito líquido da liberação do transmissor é para hiperpolarizar a membrana, tornando mais difícil alcançar o potencial de limiar elétrico. Esse tipo de sinapse inibitória funciona graças à abertura de diferentes canais de ions na membranas: tipicamente os canais cloreto (Cl-) ou potássio (K+).
Geração de um EPSP e IPSP. Nessa figura, o registro do potencial elétrico transmembrana em função do tempo (em vermelho) mostra que há uma deflexão gradual para cima do traçado quando uma sinapse excitatória (EPSP) é ativada. O fluxo de íons causa a despolarização, i.e, a membrana torna-se menos polarizada. Lembre-se que normalmente a face externa da membrana é negativa em relação ao interior, e que o potencial de repouso da membrana pós-sináptica é cerca de -70 milivolts. Qualquer despolarização diminui esse valor, tornando-o menos negativo, e portanto causando uma deflexão para cima (mais próxima ao nível zero).
O registro do potencial de membrama para o potencial pós-sináptico inibitório (IPSP: em verde) mostra uma hiperpolarização, i.e., uma deflexão para baixo no traçado porque ele torna-se mais negativo que o potencial de repouso.
Uma única célula nervosa normalmente tem centenas ou milhares de sinapses químicas excitatórias e inibitórias que chegam em seus dendritos ou corpo celular. As EPSP e IPSPs somam-se de modo que a curva resultante (em preto) podem inclinar-se para uma despolarização líquida ou uma hiperpolarização. Se a despolarização líquida alcançar o valor limiar, a célula pós-sináptica dispara potenciais de ação.
Sinapses no sistemas nervoso central
Arranjos sinápticos no SNC. A. Uma sinapse axo-dendrítica. B. uma sinapse axo-somática. C. Uma sinapse axo-axônica.
Diferentes tipos de sinapses podem ser diferenciados pelo critério de qual parte do neurônio é pós-sináptico em relação ao axônio teminal. Se a membrana pós-sináptica está em um dendrito, a sinapse é chamada axo-dendrítica. Se a membrana pós-sinpática está no corpo celular, a sinapse é chamada axo-somática. Em alguns casos a membrana pós-sináptica está em um outro axônio, e essas sinapses são chamadas axo-axônicas. Em determinados neurônios especializados, os dendritos formam, na realidade, sinapses entre si, essas são as chamadas sinapses dendro-dendríticas.
Neurotransmissores: Mensageiros do Cérebro
Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples. Diferentes tipos de células secretam diferentes neurotransmisores. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas mas muito específicas do cérebro e podem ter efeitos diferentes dependendo do local de ativação. Cerca de 60 neurotransmissores foram identificados e podem ser classificados, em geral em uma das quatro categorias.
1) colinas: das quais a acetilcolina é a mais importante;
2) aminas biogênicas: a serotonina, a histamina, e as catecolaminas - a dopamina e a norepinefrina
3) aminoácidos: o glutamato e o aspartato são os transmissores excitatórios bem conhecidos, enquanto que o ácido gama-aminobutírico (GABA), a glicina e a taurine são neurotransmissores inibidores.
4) neuropeptídeos: esses são formados por cadeias mais longas de aminoácidos (como uma pequena molécula de proteína). Sabe-se que mais de 50 deles ocorrem no cérebro e muitos deles têm sido implicados na modulação ou na transmissão de informação neural.
Neurotransmissores importantes e suas funções
Dopamina
Controla níveis de estimulação e controle motor em muitas partes do cérebro. Quando os níveis estão extremamente baixos na doença de Parkinson, os pacientes são incapazes de se mover volutáriamente. Presume-se que o LSD e outras drogas alucinógenas ajam no sistema da dopamina.
Serotonina
Esse é um neurotransmissor que é incrementado por muitos antidepressivos tais com o Prozac, e assim tornou-se conhecido como o 'neurotransmissor do 'bem-estar'. ' Ela tem um profundo efeito no humor, na ansiedade e na agressão.
Acetilcolina (ACh)
A acetilcolina controla a atividade de áreas cerebrais relaciondas à atenção, aprendizagem e memória. Pessoas que sofrem da doença de Alzheimer apresentam tipicamente baixos níveis de ACTH no córtex cerebral, e as drogas que aumentam sua ação podem melhorar a memória em tais pacientes.
Noradrenalina
Principalmente uma substância química que induz a excitação física e mental e bom humor. A produção é centrada na área do cérebro chamada de locus coreuleus, que é um dos muitos candidatos ao chamado centro de "prazer" do cérebro. A medicina comprovou que a norepinefrina é uma mediadora dos batimentos cardíacos, pressão sanguínea, a taxa de conversão de glicogênio (glucose) para energia, assim como outros benefícios físicos.
Glutamato
O principal neurotransmissor excitante do cérebro, vital para estabelecer os vínculos entre os neuroônios que são a base da aprendizagem e da memória a longo prazo.
Encefalinas e Endorfinas
Essas substâncias são opiáceos que, como as drogas heroína e morfina, modulam a dor, reduzem o estresse, etc. Elas podem estar envolvidas nos mecanismos de dependência física.
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Veja Neurotransmissores
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Para saber mais:
Neurotransmissores
Visão geral de neurotransmissores e sinapses químicas
Neurotransmissores cerebrais
Neurotransmissores - Informações básicas
Moléculas de neurotransmissores
Sinapse
Capítulo 6: Comunicação ao longo e entre os neurônios - Eckert & Randall - Capítulo #6
Neurofisiologia e Farmacologia de Receptor de droga y
Armazenagem vesicular - ( Pequenos Neurotransmissores )
O Autor
Silvia Helena Cardoso, PhD. Psicobióloga, mestre e doutora em Ciências. Fundadora
e editora-chefe da revista Cérebro & Mente. Universidade Estadual de Campinas.
Comunicação entre as células nervosas
Por Silvia Helena Cardoso, PhD
Introdução
Todas as nossas sensações, sentimentos, pensamentos, respostas motoras e emocionais, a aprendizagem e a memória, a ação das drogas psico-ativas, as causas das doenças mentais, e qualquer outra função ou disfunção do cérebro humano não poderiam ser compreendidas sem o conhecimento do fascinante processo de comunicação entre as células nervosas (neurônios). Os neurônios precisam continuamente coletar informações sobre o estado interno do organismo e de seu ambiente externo, avaliar essas informações e coordenar atividades apropriadas à situação e às necessidades atuais da pessoa.
Como os neurônios processam essas informações?
Isso ocorre essencialmente graças aos impulsos nervosos. Um impulso nervoso é a transmissão de um sinal codificado de um estímulo dado ao longo da membrana do neurônio, a partir de seu ponto de aplicação. Os impulsos nervosos podem passar de uma célula a outra, criando assim uma cadeia de informação dentro de uma rede de neurônios.
Dois tipos de fenômenos esão envolvidos no processamento do impulso nervoso: os elétricos e os químicos. Os eventos elétricos propagam o sinal dentro de um neurônio, e os eventos químicos transmitem o sinal de neurônio a outro ou para uma célula muscular. O processo químico de interação entre os neurônios e entre os neurônios e células efetoras acontecem na terminação do neurônio, em uma estrutura chamada sinapse. Aproximando-se do dendrito de outra célula (mas sem continuidade material entre ambas as células), o axônio libera substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que ligam-se aos receptores químicos do neurônio seguinte e promove mudanças excitatórias ou inibitórias em sua membrana.
Portanto, os neurotransmissores possibilitam que os impulsos nervosos de uma célula influencie os impulsos nervosos de outro, permitindo assim que as células do cérebro "conversem entre si", por assim dizer. O corpo humano desenvolveu um grande número desses mensageiros químicos para facilitar a comunicação interna e a transmissão de sinais dentro do cérebro. Quando tudo funciona adequadamente, as comunicações internas acontecem sem que sequer tomemos consciência delas.
Uma compreensão da transmissão sináptica é a chave para a o entendimento das operações básicas do sistema nervoso a nível celular. O sistema nervoso controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda, e aja sobre o meio ambiente. A transmissão sináptica é o processo chave na ação interativa do sistema nervoso
Nós já vimos o processo elétrico do impulso nervoso no artigo anterior. Nesse número, vamos examinar mais em detalhes como a sinapse e os neurotransmissores funcionam.
Sinapse: O ponto de encontro entre neurônios
Dado que os neurônios formam uma rede de atividades elétricas, eles de algum modo têm que estar interconectados. Quando um sinal nervoso, ou impulso, alcança o fim de seu axônio, ele viajou como um potencial de ação ou pulso de eletricidade. Entretanto, não há continuidade celular entre um neurônio e o seguinte; existe um espaço chamado sinapse. As membranas das células emissoras e receptoras estão separadas entre si pelo espaço sináptico, preenchido por um fluido. O sinal não pode ultrapassar eletricamente esse espaço. Assim, substâncias químicas especias, chamadas neurotransmissores, desempenham esse papel. Elas são liberadas pela membrana emissora pré-sináptica e se dinfundem através do espaço para os receptores da membrana do neurônio receptor pós-sináptico. A ligação dos neurotransmissores para esses receptores tem como efeito permitir que íons (partículas carregadas) fluam para dentro e para fora da célula receptora, conforme visto no artigo sobre condução nervosa.
A direção normal do fluxo de informação é do axônio terminal para o neurônio alvo, assim o axônio terminal é chamado de pré-sináptico (conduz a informação para a sinapse) e o neurônio alvo é chamado de pós-sináptico (conduz a informação a partir da sinapse).
Tipos de sinapses
A sinapse típica, e a mais frequente, é aquela na qual o axônio de um neurônio se conecta ao segundo neurônio através do establecimento de contatos normalmente de um de seus dendritos ou com o corpo celular. Existem duas maneiras pelas quais isso pode acontecer: as sinapses elétricas e as sinapses químicas.
A Sinapse elétrica
Uma junção de fendas. (a) Neuritos de duas células conectadas A maioria das sinapses dos mamíferos são sinapses químicas, mas existe uma forma simples de sinapse elétrica que permite a transferência direta da corrente iônica de uma célula para a célula seguinte. As sinapses elétricas ocorrem em locais especializados chamados junções. Elas formam canais que permitem que os ions passem diretamente do citoplasma de uma célula para o citoplasma da outra. A transmissão nas sinapses elétricas é muito rápida; assim, um potencial de ação no neurônio pré-sináptico, pode produzir quase que instantaneamente um potencial de ação no neurônio pós-sináptico. Sinapses elétricas no sistema nervoso central de mamíferos, são encontradas principalmente em locais especiais onde funções normais exigem que a atividade dos neurônios vizinhos seja altamente sincronizada. Embora as junções sejam relativamente raras entre os neurônios de mamíferos adultos, eles são muito comuns em uma grande variedade de células não neurais, inclusive as células do músculo liso cardíaco, células epiteliais, algumas células glandulares, glia, etc. Elas também são comuns em vários invertebrados.
A sinapse química
Nesse tipo de sinapse, o sinal de entrada é transmitido quando um neurônio libera um neurotransmissor na fenda sináptica, o qual é detectado pelo segundo neurônio através da ativação de receptores situados do lado oposto ao sítio de liberação. Os neurotransmissores são substâncias químicas produzidas pelos neurônios e utilizadas por eles para transmitir sinais para outros neurônios ou para células não-neuronais (por exemplo, células do músculo esquelético, miocárdio, células da glândula pineal) que eles inervam.
A ligação química do neurotransmissor aos receptores causa uma série de mudanças fisiológicas no segundo neurônio que constituem o sinal. Normalmente a liberação do primeiro neurônio (chamado pré-sináptico) é causado por uma série de eventos intracelulares evocados por uma despolarização de sua membrana, e quase que invariavelmente quando um potencial de ação é gerado.
Sinapse. Quando um impulso elétrico ao viajar para a "cauda" da célula, chamado axônio", chega a seu término, ele dispara vesículas que contêm um neurotransmissor as quais movem-se em direção a membrana terminal. As vesículas se fundem com a membrana terminal para liberar seus conteúdos. Uma vez na fenda sináptica (o espaço entre dois neurônios) o neurotransmissor pode ligar-se aos receptores (proteínas específicas ) na membrana de um neurônio vizinho.
Diagrama e micrografia de uma sinapse de uma junção neuromuscular da mosca da fruta.
1- Vesículas sinápticas;
2- Neurônio pré-sináptico (axônio terminal);
3- Fenda sináptica ;
4- Neurônio pós-sináptico.
Foto: De Synaptic function, por Kendal Broadie, PhD, Univ. Utah. Reprodução autorizada. Diagrama: Silvia Helena Cardoso, PhD. Univ. Campinas, Brasil
Veja a animação O que dispara a liberação de um neurotransmissor?
Algum mecanismo deve existir através do qual o potencial de ação causa a liberação do transmissor armazenado nas vesículas sinápticas para a fenda sináptica.
O potencial de ação estimula a entrada de Ca2+, que causa a adesão das vesículas sinápticas aos locais de liberação, sua fusão com a membrana plasmática e a descarga de seu suprimento de transmissor. O transmissor se difunde para a célula alvo, onde se liga à uma proteína receptora na superfície externa da membrana celular. Após um breve período o transmissor se dissocia do receptor e a resposta é terminada. Para impedir que o transmissor associe-se novamente a um receptor e recomece o ciclo, o tranmissor, ou é destruído pela ação catabólica de uma enzima, ou é absorvido, normalmente na terminação pré-sináptica. Cada neurônio pode produzir somente um tipo de transmissor.
Categorias de sinapses químicas
Existem dois tipos de sinapses químicas, de acordo com o efeito que causam no elemento pós-sináptico:
Um impulso chegando no terminal pré-sináptico provoca a liberação do neurotransmissor. A. As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Na+ entra na célula pós-sináptica através dos canais abertos, a membrana se tornará despolarizada.
B. As moléculas ligam-se aos canais de íon, cuja abertura é controlada pelo pelo transmissor, na membrana pós-sináptica. Se o Cl- entra a célula pós-sináptica, através dos canais abertos, a membrana se tornará hiperpolarizada. A mudança resultante no potencial da membrana, conforme registrado através de um microeletrodo na célula é visto na figura abaixo (Geração de um EPSP e IPSP). Sinapses excitatórias
Sinapses excitatórias causam uma mudança elétrica excitatória no potencial pós-sináptico (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do transmissor é para despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico para disparar um potencial de ação. Esse efeito é tipicamente mediado pela abertura dos canais da membrana (tipos de poros que atravessam as membranas celulares para os íons cálcio e potássio.
Sinapses inibitórias
As sinapses inibitórias causam um potencial pós-sináptico inibitório (IPSP), porque o efeito líquido da liberação do transmissor é para hiperpolarizar a membrana, tornando mais difícil alcançar o potencial de limiar elétrico. Esse tipo de sinapse inibitória funciona graças à abertura de diferentes canais de ions na membranas: tipicamente os canais cloreto (Cl-) ou potássio (K+).
Geração de um EPSP e IPSP. Nessa figura, o registro do potencial elétrico transmembrana em função do tempo (em vermelho) mostra que há uma deflexão gradual para cima do traçado quando uma sinapse excitatória (EPSP) é ativada. O fluxo de íons causa a despolarização, i.e, a membrana torna-se menos polarizada. Lembre-se que normalmente a face externa da membrana é negativa em relação ao interior, e que o potencial de repouso da membrana pós-sináptica é cerca de -70 milivolts. Qualquer despolarização diminui esse valor, tornando-o menos negativo, e portanto causando uma deflexão para cima (mais próxima ao nível zero).
O registro do potencial de membrama para o potencial pós-sináptico inibitório (IPSP: em verde) mostra uma hiperpolarização, i.e., uma deflexão para baixo no traçado porque ele torna-se mais negativo que o potencial de repouso.
Uma única célula nervosa normalmente tem centenas ou milhares de sinapses químicas excitatórias e inibitórias que chegam em seus dendritos ou corpo celular. As EPSP e IPSPs somam-se de modo que a curva resultante (em preto) podem inclinar-se para uma despolarização líquida ou uma hiperpolarização. Se a despolarização líquida alcançar o valor limiar, a célula pós-sináptica dispara potenciais de ação.
Sinapses no sistemas nervoso central
Arranjos sinápticos no SNC. A. Uma sinapse axo-dendrítica. B. uma sinapse axo-somática. C. Uma sinapse axo-axônica.
Diferentes tipos de sinapses podem ser diferenciados pelo critério de qual parte do neurônio é pós-sináptico em relação ao axônio teminal. Se a membrana pós-sináptica está em um dendrito, a sinapse é chamada axo-dendrítica. Se a membrana pós-sinpática está no corpo celular, a sinapse é chamada axo-somática. Em alguns casos a membrana pós-sináptica está em um outro axônio, e essas sinapses são chamadas axo-axônicas. Em determinados neurônios especializados, os dendritos formam, na realidade, sinapses entre si, essas são as chamadas sinapses dendro-dendríticas.
Neurotransmissores: Mensageiros do Cérebro
Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples. Diferentes tipos de células secretam diferentes neurotransmisores. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas mas muito específicas do cérebro e podem ter efeitos diferentes dependendo do local de ativação. Cerca de 60 neurotransmissores foram identificados e podem ser classificados, em geral em uma das quatro categorias.
1) colinas: das quais a acetilcolina é a mais importante;
2) aminas biogênicas: a serotonina, a histamina, e as catecolaminas - a dopamina e a norepinefrina
3) aminoácidos: o glutamato e o aspartato são os transmissores excitatórios bem conhecidos, enquanto que o ácido gama-aminobutírico (GABA), a glicina e a taurine são neurotransmissores inibidores.
4) neuropeptídeos: esses são formados por cadeias mais longas de aminoácidos (como uma pequena molécula de proteína). Sabe-se que mais de 50 deles ocorrem no cérebro e muitos deles têm sido implicados na modulação ou na transmissão de informação neural.
Neurotransmissores importantes e suas funções
Dopamina
Controla níveis de estimulação e controle motor em muitas partes do cérebro. Quando os níveis estão extremamente baixos na doença de Parkinson, os pacientes são incapazes de se mover volutáriamente. Presume-se que o LSD e outras drogas alucinógenas ajam no sistema da dopamina.
Serotonina
Esse é um neurotransmissor que é incrementado por muitos antidepressivos tais com o Prozac, e assim tornou-se conhecido como o 'neurotransmissor do 'bem-estar'. ' Ela tem um profundo efeito no humor, na ansiedade e na agressão.
Acetilcolina (ACh)
A acetilcolina controla a atividade de áreas cerebrais relaciondas à atenção, aprendizagem e memória. Pessoas que sofrem da doença de Alzheimer apresentam tipicamente baixos níveis de ACTH no córtex cerebral, e as drogas que aumentam sua ação podem melhorar a memória em tais pacientes.
Noradrenalina
Principalmente uma substância química que induz a excitação física e mental e bom humor. A produção é centrada na área do cérebro chamada de locus coreuleus, que é um dos muitos candidatos ao chamado centro de "prazer" do cérebro. A medicina comprovou que a norepinefrina é uma mediadora dos batimentos cardíacos, pressão sanguínea, a taxa de conversão de glicogênio (glucose) para energia, assim como outros benefícios físicos.
Glutamato
O principal neurotransmissor excitante do cérebro, vital para estabelecer os vínculos entre os neuroônios que são a base da aprendizagem e da memória a longo prazo.
Encefalinas e Endorfinas
Essas substâncias são opiáceos que, como as drogas heroína e morfina, modulam a dor, reduzem o estresse, etc. Elas podem estar envolvidas nos mecanismos de dependência física.
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Veja Neurotransmissores
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Para saber mais:
Neurotransmissores
Visão geral de neurotransmissores e sinapses químicas
Neurotransmissores cerebrais
Neurotransmissores - Informações básicas
Moléculas de neurotransmissores
Sinapse
Capítulo 6: Comunicação ao longo e entre os neurônios - Eckert & Randall - Capítulo #6
Neurofisiologia e Farmacologia de Receptor de droga y
Armazenagem vesicular - ( Pequenos Neurotransmissores )
O Autor
Silvia Helena Cardoso, PhD. Psicobióloga, mestre e doutora em Ciências. Fundadora
e editora-chefe da revista Cérebro & Mente. Universidade Estadual de Campinas.
E´tempo de voar
"Quem se rende a tentacao do ninho,jamais aprende a voar,quem nao se aventura pelos mares, vera o casco de seu barco apodrecer em pleno cais, quem nao ousar na vida profissional ficara superado porque nao foi capaz de dialogar com mudancas que o tempo ofereceu"
Haminton Werneck
É tempo de vencer desafios,
e´tempo de assumir a responsabilidade pelo nosso sucesso e nossa felicidade,
Ouse, ouse ser voce mesmo.
torna te quem tu es.
Haminton Werneck
É tempo de vencer desafios,
e´tempo de assumir a responsabilidade pelo nosso sucesso e nossa felicidade,
Ouse, ouse ser voce mesmo.
torna te quem tu es.
Fisiologia - caixa preta- feed back
A atividade fisiologica se caracteriza pela relativa constancia, obtida atraves de sistemas de auto regulacao, que permitem que os fatores intensivos sejam mantidos dentro de certa normalidade.
O conceito de caixa preta pode ser aplicado a Fisiologia, existindo intercomunicação entre caixas pretas através de sinais informativos.
Os compartimentos representam uma modalidade de caixa preta que comporta volume. Da relação Q/V no compartimento cria se um fator intensivo P.
A função de trasferencia liga os fluxos de entrada e saída. Pode agir de muitas formas, especialmente por condutância(Fk), Capacitância (Fc) e elastancia (Fe).
O valor P e’ relativamente constante quando se estabelece um Steady state( regime estacionário)entre os fluxos de ingresso e egresso, que são controlados por um sistema regulador.
As variações de P (fator intensivo) podem ser reguladas pelo controle do sistema de regulação que age tanto no fluxo de entrada como no fluxo de saída.
A regulação pode exigir primariamente um erro ( delta P); e’ o feed back ou retroalimentação .Se não o fizer trata se de um feed forward ou regulação antecipatória.
O feed back pode ser negativo, quando o sistema corrige o erro.
O feed back pode ser positivo, ou seja o sistema mantem o erro.
O conceito de caixa preta pode ser aplicado a Fisiologia, existindo intercomunicação entre caixas pretas através de sinais informativos.
Os compartimentos representam uma modalidade de caixa preta que comporta volume. Da relação Q/V no compartimento cria se um fator intensivo P.
A função de trasferencia liga os fluxos de entrada e saída. Pode agir de muitas formas, especialmente por condutância(Fk), Capacitância (Fc) e elastancia (Fe).
O valor P e’ relativamente constante quando se estabelece um Steady state( regime estacionário)entre os fluxos de ingresso e egresso, que são controlados por um sistema regulador.
As variações de P (fator intensivo) podem ser reguladas pelo controle do sistema de regulação que age tanto no fluxo de entrada como no fluxo de saída.
A regulação pode exigir primariamente um erro ( delta P); e’ o feed back ou retroalimentação .Se não o fizer trata se de um feed forward ou regulação antecipatória.
O feed back pode ser negativo, quando o sistema corrige o erro.
O feed back pode ser positivo, ou seja o sistema mantem o erro.
ESTUDO DE CASO - UNIDADE 1 - SISTEMA LOCOMOTOR
- Um homem inglês, afro-descendente, com idade de 60 anos dá entrada em um pronto-socorro ortopédico, apresentando fraturas múltiplas: no fêmur e no úmero esquerdos, além de fratura exposta da tíbia esquerda.
- Segundo o relato do paciente, ele teria sido vítima de uma queda acidental sobre o lado esquerdo do corpo em sua própria casa.
- A equipe médica que o atendeu notou que ele já possuía uma cicatriz cirúrgica na região frontal, a qual se apresentava volumosa e avermelhada.
- O paciente relatou, então, que havia sido submetido a uma cirurgia para corrigir uma proeminência do osso frontal e que tinha propensão para formar quelóides. Além disso, sentia dores na patela esquerda, fraqueza muscular, estava perdendo a audição e era portador da doença de Paget.
- A equipe médica realmente constatou o quelóide, porém ficou em dúvida quanto à existência da doença de Paget, pois, sendo o paciente fumante, poderia estar sofrendo uma intensa e acelerada osteoporose, o que explicaria as fraturas graves acontecidas em ambiente doméstico e a dor na articulação.
Vamos auxiliar a equipe médica a elucidar o caso?!
1º) O que é quelóide? Qual é o tecido envolvido nesse distúrbio? Há cura?
2º) Há alguma relação entre a ocorrência do quelóide e a descendência, a idade, o sexo ou a nacionalidade?
3º) Descreva a doença de Paget. Qual é o tecido envolvido nesse processo?
4º) Há alguma relação entre a doença de Paget e a descendência, a idade, o sexo ou a nacionalidade?
5º) Quais são os músculos associados aos respectivos ossos dos membros atingidos no paciente?
Consulte:
http://www.manualmerck.net/
Consulte também a bibliografia básica adotada no módulo, que consta no plano de ensino.
VOCÊ DEVE ENTREGAR AS RESPOSTAS MANUSCRITAS , INDIVIDUALMENTE (NÃO ACEITAMOS IMPRESSOS) ATÉ O DIA 31/03.
Queloide
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Um quelóide é um caso especial de cicatriz. São lesões fibroelásticas, avermelhadas, escuras, rosadas e as vezes brilhantes, com formato de corcova. Podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele e até mesmo espontaneamente. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas, não contagiosas e indolores, as lesões podem se tornar um problema estético importante.
Índice [esconder]
1 Ocorrência
2 História na medicina
3 Quelóides intencionais
4 Localização dos quelóides
5 Tratamentos
6 Ligações externas
[editar] Ocorrência
Quelóides são formados dentro de tecidos enferidados. O colágeno, que é usado no tratamento de feridas tende a deixar a área da cicatriz muito maior, muitas vezes produzindo uma protuberância maior do que a cicatriz original.
Embora comumente estejam em locais de lesão prévia (acidental ou cirúrgica) os quelóides podem ocorrer espontaneamente. Podem ocorrer no local de um piercing, nas orelhas, sobrancelhas, tronco e outros locais. Também podem ocorrer em lesões da pele provocadas por doenças, como varicela (catapora) ou acne, assim como em lesões repetitivas por roupas, abrasões e infecções.
O quelóide não regride, e quando excisado (retirado cirurgicamente) tende a recorrer. Ocorre igualmente em ambos sexos embora seja relatado incidência maior, dentre os jovens, nas do sexo feminino, provavelmente refletindo uma maior frequência do uso de brincos.
Indivíduos negros tem cinquenta vezes mais quelóides que os de outras etnias em geral.
A cicatriz hipertrófica é diferente do quelóide. A malha de compressão (em casos de queimaduras) ajuda a não formar a cicatriz hipertrófica e o quelóide.A cicatriz hipertrófica é um desordenamento das fibras de colágeno, e o quelóde é uma produção exagerada de fibras de colágeno. Já existem pomadas que "amolecem" o quelóide e depois o cirurgião corta o mesmo.
[editar] História na medicina
Os quelóides foram descobertos por cirurgiões egípcios em 1700 aC. Baron Jean Louis Alibert identificou o quelóide como uma entidade em 1806 e o chamou de cancróide. Posteriormente, ele modificou o nome para quelóide, com o fim de evitar a conotação cancerígena. A palavra é derivada do grego chele, que significa garra de carangueijo e o sufixo -oide, ou forma de. Sua clínica no Hospital Saint Louis foi durante muitos anos o centro mundial da dermatologia.
[editar] Quelóides intencionais
Os Olmecas do México na era pré-Colombiana utilizavam a escarificação como meio de decoração dos seus corpos. Na era moderna, mulheres da Núbia no Sudão são intencionalmente escarificadas com quelóides fasciais como forma de decoração. Os Nuer e Nuba utilizam implantes labiais, tatuagens quelóides na região frontal, mento e sobre o lábio e sobrancelhas. Como parte do ritual, os nativos da Papua-Nova Guiné realiza incisões na pele de forma a inserirem barro ou cinza nas lesões de forma a que estas desenvolvam tumefacções permanentes. Este ritual, doloroso, torna-os membros respeitados da sua comunidade tribal sendo honrados pela sua coragem e resistência.
[editar] Localização dos quelóides
Não existe locais específicos de surgimento de quelóides. Porém os locais mais comuns são a região do músculo deltóide nos braços e áreas que sofrem tensão durante a cicatrização, como a região pré-esternal.
[editar] Tratamentos
Advertência: A Wikipedia não é um consultório médico.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
Cirurgia — Cirurgia requer grandes cuidados pré e pós operatórios. Alguns quelóides que recidivam após a excisão podem ser de dimensões superiores aos originais, existindo cerca de 45% de probabilidade de recurrência após cirurgia. Contudo, quelóides são menos propensos a recidivar se a remoção cirúrgica for combinada com outros tratamentos. A remoção cirúrgica ou por laser pode ser seguida de injecção intra-lesional com corticóide de forma a tentar evitar a recorrência. A sutura da pele inclui técnicas como a plastia em V e em W como tentativas de reduzir a tensão da pele, as quais reduzem a incidência da recurrência destas lesões após excisão.
Pensos — Pensos húmidos executados em gel de silicone ou folhas de silástico foram testados com sucesso como forma de reduzir a proeminência dos quelóides ao longo do tempo. Este tipo de tratamentos não só é seguro como indolor.
Corticóides injetáveis — Corticóides injectáveis são principalmente utilizados quando a cicatriz começa a espessar ou se o doente é já um conhecido formador de quelóide. Séries de injecções com acetonato de triancinolona ou outro corticosteroide podem reduzir o tamanho do quelóide, embora as injecções possam ser desconfortáveis.
Compressão — Ligaduras de compressão aplicadas no local durante vários meses, por vezes até 12 meses, provocam redução das dimensões da lesão. Funcionam melhor quando utilizadas como prevenção de novas lesões.
Criocirurgia — Criocirurgia é um excelente tratamento para quelóides pequenos e que ocorrem em pele levemente pigmentada. É freqüentemente combinada com injeções mensais de cortisona. O uso da crioterapia é limitada já que causa despigmentação da pele. A pele é congelada e ocorre redução da circulação subjacente. Seu efeito, na verdade, é uma queimadura local por congelação. Descasca superficialmente a pele.
Radioterapia — Pode ser usada, mas freqüentemente não vai fundo o suficicente para afetar órgãos internos. Radiação ortovoltaica é mais penetrante e levemente mais eficaz. Não se conhecem provas de que possa causar qualquer forma de câncer após muitos anos de uso, mas é muito cara. Tratamentos com radiação podem reduzir a formação de uma cicatriz se for usada logo após a cirurgia, durante o tempo em que a ferida cirúrgica está se curando.
Terapia a laser — É uma alternativa à cirurgia convencional para remoção de quelóides. Lasers podem descascar bem a pele superficialmente mas freqüentemente não reduzem a massa de quelóide. O uso de dye-tuned lasers não tem mostrado melhores resultados do que o laser frio.
Novos tratamentos — O uso de drogas para tratar doenças auto-imunes ou cânceres tem se mostrado promissores. Isso inclui interferon-alfa, 5-fluoruracil e bleomicina. É necessário estudos e avaliações complementares antes do uso generalizado.
Doença de Paget
A doença de Paget é um tipo raro de câncer de pele semelhante a uma mancha cutânea inflamada e hiperemiada (dermatite). Ela origina-se nas glândulas cutâneas ou subcutâneas. (O nome doença de Paget refere-se também a uma doença óssea metabólica que não tem relação com esta. São doenças distintas que não devem ser confundidas) Como a doença de Paget geralmente origina-se a partir de um câncer dos condutos mamários, ele geralmente se forma em torno do mamilo. A doença de Paget também pode apresentar o aspecto de uma erupção vermelha, exsudativa e crostosa na virilha ou em torno do ânus. O tumor pode originar-se nas glândulas sudoríparas próximas. A doença de Paget é tratada através da remoção cirúrgica de todo o tumor.
Musculos
osso do femur
musculo quadriceps
tibia
- tibial
umero
deltoide, biceps triceps.
Prof Nicolas Maria Helena e Celimara.
- Segundo o relato do paciente, ele teria sido vítima de uma queda acidental sobre o lado esquerdo do corpo em sua própria casa.
- A equipe médica que o atendeu notou que ele já possuía uma cicatriz cirúrgica na região frontal, a qual se apresentava volumosa e avermelhada.
- O paciente relatou, então, que havia sido submetido a uma cirurgia para corrigir uma proeminência do osso frontal e que tinha propensão para formar quelóides. Além disso, sentia dores na patela esquerda, fraqueza muscular, estava perdendo a audição e era portador da doença de Paget.
- A equipe médica realmente constatou o quelóide, porém ficou em dúvida quanto à existência da doença de Paget, pois, sendo o paciente fumante, poderia estar sofrendo uma intensa e acelerada osteoporose, o que explicaria as fraturas graves acontecidas em ambiente doméstico e a dor na articulação.
Vamos auxiliar a equipe médica a elucidar o caso?!
1º) O que é quelóide? Qual é o tecido envolvido nesse distúrbio? Há cura?
2º) Há alguma relação entre a ocorrência do quelóide e a descendência, a idade, o sexo ou a nacionalidade?
3º) Descreva a doença de Paget. Qual é o tecido envolvido nesse processo?
4º) Há alguma relação entre a doença de Paget e a descendência, a idade, o sexo ou a nacionalidade?
5º) Quais são os músculos associados aos respectivos ossos dos membros atingidos no paciente?
Consulte:
http://www.manualmerck.net/
Consulte também a bibliografia básica adotada no módulo, que consta no plano de ensino.
VOCÊ DEVE ENTREGAR AS RESPOSTAS MANUSCRITAS , INDIVIDUALMENTE (NÃO ACEITAMOS IMPRESSOS) ATÉ O DIA 31/03.
Queloide
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Um quelóide é um caso especial de cicatriz. São lesões fibroelásticas, avermelhadas, escuras, rosadas e as vezes brilhantes, com formato de corcova. Podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele e até mesmo espontaneamente. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas, não contagiosas e indolores, as lesões podem se tornar um problema estético importante.
Índice [esconder]
1 Ocorrência
2 História na medicina
3 Quelóides intencionais
4 Localização dos quelóides
5 Tratamentos
6 Ligações externas
[editar] Ocorrência
Quelóides são formados dentro de tecidos enferidados. O colágeno, que é usado no tratamento de feridas tende a deixar a área da cicatriz muito maior, muitas vezes produzindo uma protuberância maior do que a cicatriz original.
Embora comumente estejam em locais de lesão prévia (acidental ou cirúrgica) os quelóides podem ocorrer espontaneamente. Podem ocorrer no local de um piercing, nas orelhas, sobrancelhas, tronco e outros locais. Também podem ocorrer em lesões da pele provocadas por doenças, como varicela (catapora) ou acne, assim como em lesões repetitivas por roupas, abrasões e infecções.
O quelóide não regride, e quando excisado (retirado cirurgicamente) tende a recorrer. Ocorre igualmente em ambos sexos embora seja relatado incidência maior, dentre os jovens, nas do sexo feminino, provavelmente refletindo uma maior frequência do uso de brincos.
Indivíduos negros tem cinquenta vezes mais quelóides que os de outras etnias em geral.
A cicatriz hipertrófica é diferente do quelóide. A malha de compressão (em casos de queimaduras) ajuda a não formar a cicatriz hipertrófica e o quelóide.A cicatriz hipertrófica é um desordenamento das fibras de colágeno, e o quelóde é uma produção exagerada de fibras de colágeno. Já existem pomadas que "amolecem" o quelóide e depois o cirurgião corta o mesmo.
[editar] História na medicina
Os quelóides foram descobertos por cirurgiões egípcios em 1700 aC. Baron Jean Louis Alibert identificou o quelóide como uma entidade em 1806 e o chamou de cancróide. Posteriormente, ele modificou o nome para quelóide, com o fim de evitar a conotação cancerígena. A palavra é derivada do grego chele, que significa garra de carangueijo e o sufixo -oide, ou forma de. Sua clínica no Hospital Saint Louis foi durante muitos anos o centro mundial da dermatologia.
[editar] Quelóides intencionais
Os Olmecas do México na era pré-Colombiana utilizavam a escarificação como meio de decoração dos seus corpos. Na era moderna, mulheres da Núbia no Sudão são intencionalmente escarificadas com quelóides fasciais como forma de decoração. Os Nuer e Nuba utilizam implantes labiais, tatuagens quelóides na região frontal, mento e sobre o lábio e sobrancelhas. Como parte do ritual, os nativos da Papua-Nova Guiné realiza incisões na pele de forma a inserirem barro ou cinza nas lesões de forma a que estas desenvolvam tumefacções permanentes. Este ritual, doloroso, torna-os membros respeitados da sua comunidade tribal sendo honrados pela sua coragem e resistência.
[editar] Localização dos quelóides
Não existe locais específicos de surgimento de quelóides. Porém os locais mais comuns são a região do músculo deltóide nos braços e áreas que sofrem tensão durante a cicatrização, como a região pré-esternal.
[editar] Tratamentos
Advertência: A Wikipedia não é um consultório médico.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.
Cirurgia — Cirurgia requer grandes cuidados pré e pós operatórios. Alguns quelóides que recidivam após a excisão podem ser de dimensões superiores aos originais, existindo cerca de 45% de probabilidade de recurrência após cirurgia. Contudo, quelóides são menos propensos a recidivar se a remoção cirúrgica for combinada com outros tratamentos. A remoção cirúrgica ou por laser pode ser seguida de injecção intra-lesional com corticóide de forma a tentar evitar a recorrência. A sutura da pele inclui técnicas como a plastia em V e em W como tentativas de reduzir a tensão da pele, as quais reduzem a incidência da recurrência destas lesões após excisão.
Pensos — Pensos húmidos executados em gel de silicone ou folhas de silástico foram testados com sucesso como forma de reduzir a proeminência dos quelóides ao longo do tempo. Este tipo de tratamentos não só é seguro como indolor.
Corticóides injetáveis — Corticóides injectáveis são principalmente utilizados quando a cicatriz começa a espessar ou se o doente é já um conhecido formador de quelóide. Séries de injecções com acetonato de triancinolona ou outro corticosteroide podem reduzir o tamanho do quelóide, embora as injecções possam ser desconfortáveis.
Compressão — Ligaduras de compressão aplicadas no local durante vários meses, por vezes até 12 meses, provocam redução das dimensões da lesão. Funcionam melhor quando utilizadas como prevenção de novas lesões.
Criocirurgia — Criocirurgia é um excelente tratamento para quelóides pequenos e que ocorrem em pele levemente pigmentada. É freqüentemente combinada com injeções mensais de cortisona. O uso da crioterapia é limitada já que causa despigmentação da pele. A pele é congelada e ocorre redução da circulação subjacente. Seu efeito, na verdade, é uma queimadura local por congelação. Descasca superficialmente a pele.
Radioterapia — Pode ser usada, mas freqüentemente não vai fundo o suficicente para afetar órgãos internos. Radiação ortovoltaica é mais penetrante e levemente mais eficaz. Não se conhecem provas de que possa causar qualquer forma de câncer após muitos anos de uso, mas é muito cara. Tratamentos com radiação podem reduzir a formação de uma cicatriz se for usada logo após a cirurgia, durante o tempo em que a ferida cirúrgica está se curando.
Terapia a laser — É uma alternativa à cirurgia convencional para remoção de quelóides. Lasers podem descascar bem a pele superficialmente mas freqüentemente não reduzem a massa de quelóide. O uso de dye-tuned lasers não tem mostrado melhores resultados do que o laser frio.
Novos tratamentos — O uso de drogas para tratar doenças auto-imunes ou cânceres tem se mostrado promissores. Isso inclui interferon-alfa, 5-fluoruracil e bleomicina. É necessário estudos e avaliações complementares antes do uso generalizado.
Doença de Paget
A doença de Paget é um tipo raro de câncer de pele semelhante a uma mancha cutânea inflamada e hiperemiada (dermatite). Ela origina-se nas glândulas cutâneas ou subcutâneas. (O nome doença de Paget refere-se também a uma doença óssea metabólica que não tem relação com esta. São doenças distintas que não devem ser confundidas) Como a doença de Paget geralmente origina-se a partir de um câncer dos condutos mamários, ele geralmente se forma em torno do mamilo. A doença de Paget também pode apresentar o aspecto de uma erupção vermelha, exsudativa e crostosa na virilha ou em torno do ânus. O tumor pode originar-se nas glândulas sudoríparas próximas. A doença de Paget é tratada através da remoção cirúrgica de todo o tumor.
Musculos
osso do femur
musculo quadriceps
tibia
- tibial
umero
deltoide, biceps triceps.
Prof Nicolas Maria Helena e Celimara.
Video de sistema muscular
Esse e'muito bom
http://www.youtube.com/watch?v=mcw6WDuU6Ww&feature=related
Actina Miosina, funcao do calcio,, sarcolema, sarcoplasma, miofobrila.
http://www.youtube.com/watch?v=UNQwzkjrjN0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=mcw6WDuU6Ww&feature=related
Actina Miosina, funcao do calcio,, sarcolema, sarcoplasma, miofobrila.
http://www.youtube.com/watch?v=UNQwzkjrjN0&feature=related
VIDEOS DNA
Videos de Genetica Dna Rna etc
Genética Medica
Vídeos:
As células como funcionam, vídeo muito bom em espanol
http://www.youtube.com/watch?v=IKcK29LwY8g&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=yZ_IPafioSU
http://www.youtube.com/watch?v=Qc4u6mRJDfs
http://www.youtube.com/watch?v=M4k_yqHXf3U&NR=1 esse e’ muito bom tem uma musica com a letra baseada nos elementos do DNA e RNA
interior da célula
http://www.youtube.com/watch?v=oZLt-P0rpEw Muito boas as imagens
O mistério da vida
http://www.youtube.com/watch?v=-E5trFA-Vy8&eurl=http://1.gmodules.com/ig/ifr?url=http://www.google.com/ig/modules/youtube_igoogle/v2/youtube.xml&nocache=0&up_chan
Genética Medica
Vídeos:
As células como funcionam, vídeo muito bom em espanol
http://www.youtube.com/watch?v=IKcK29LwY8g&NR=1
http://www.youtube.com/watch?v=yZ_IPafioSU
http://www.youtube.com/watch?v=Qc4u6mRJDfs
http://www.youtube.com/watch?v=M4k_yqHXf3U&NR=1 esse e’ muito bom tem uma musica com a letra baseada nos elementos do DNA e RNA
interior da célula
http://www.youtube.com/watch?v=oZLt-P0rpEw Muito boas as imagens
O mistério da vida
http://www.youtube.com/watch?v=-E5trFA-Vy8&eurl=http://1.gmodules.com/ig/ifr?url=http://www.google.com/ig/modules/youtube_igoogle/v2/youtube.xml&nocache=0&up_chan
Sistema muscular exercicios resolvidos
Sistema Muscular - Exercícios resolvidos
01. (FUVEST) Caracterize o músculo cardíaco quanto à estrutura e quanto ao movimento.
ResoLUÇÃO: O miocárdio apresenta fibras com 1 ou 2 núcleos, estrias transversais e discos intercalares.
A contração é rápida e involuntária, ou seja, controlada pelo sistema nervoso autônomo.
02. Não é função dos músculos:
a) fornecimento de calor ao organismo;
b) locomoção;
c) impulsionar o sangue;
d) realizar trabalho mecânico;
e) a filtração do sangue.
Resposta: E
03. (PUCC) Em vertebrados, a musculatura lisa:
a) não está em conexão com o esqueleto, não está sob o controle nervoso voluntário e contrai-se lentamente;
b) está em conexão com o esqueleto, não está sob o controle voluntário e contrai-se lentamente;
c) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se lentamente;
d) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se rapidamente;
e) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se rapidamente.
Resposta: B
04. O que é sarcômero?
ResoLUÇÃO: Sarcômero é a unidade funcional do músculo estriado esquelético.
05. (FUVEST) Qual é o músculo que executa os movimentos voluntários do corpo humano?
ResoLUÇÃO: Musculatura estriada esquelética, controlada pelo cérebro (córtex cerebral).
06. (MED. ABC) Qual gráfico, dentre os abaixo apresentados, melhor mostra o grau de concentração (X) de uma fibra individualizada em função de intensidade do estímulo (Y) a ela aplicado?
Resposta: C
07. O que é um bloqueador natural?
ResoLUÇÃO: Composto químico que impede a transmissão do impulso na placa motora, ou seja, da fibra nervosa à fibra
muscular. Ex.: curare.
08. (MED. CATANDUVA) As miofibrilas, responsáveis pela contração muscular, são constituídas de:
a) fosfocreatina e glicogênio;
b) actina e miosina;
c) fosfolípide e creatina;
d) globulina e insulina;
e) queratina e ácido glutâmico.
Resposta: B
09. (CESGRANRIO) A energia imediata que supre o processo de contração muscular é derivada de ligações ricas em energia proveniente de:
a) trifosfato de adenosina;
b) creatina fosfato;
c) ácido fosfoenolpirúvico;
d) difosfato de adenosina;
e) acilmercaptanas.
Resposta: A
10. Qual é a importância do cálcio na contração muscular?
ResOLUÇÃO: O cálcio ativa a ATPase, ou seja, a adenosina trifosfatase, que quebra o ATP liberando a energia utilizada
no deslizamento da actina e da miosina.
01. (FUVEST) Caracterize o músculo cardíaco quanto à estrutura e quanto ao movimento.
ResoLUÇÃO: O miocárdio apresenta fibras com 1 ou 2 núcleos, estrias transversais e discos intercalares.
A contração é rápida e involuntária, ou seja, controlada pelo sistema nervoso autônomo.
02. Não é função dos músculos:
a) fornecimento de calor ao organismo;
b) locomoção;
c) impulsionar o sangue;
d) realizar trabalho mecânico;
e) a filtração do sangue.
Resposta: E
03. (PUCC) Em vertebrados, a musculatura lisa:
a) não está em conexão com o esqueleto, não está sob o controle nervoso voluntário e contrai-se lentamente;
b) está em conexão com o esqueleto, não está sob o controle voluntário e contrai-se lentamente;
c) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se lentamente;
d) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se rapidamente;
e) não está em conexão com o esqueleto, está sob o controle nervoso voluntário, contrai-se rapidamente.
Resposta: B
04. O que é sarcômero?
ResoLUÇÃO: Sarcômero é a unidade funcional do músculo estriado esquelético.
05. (FUVEST) Qual é o músculo que executa os movimentos voluntários do corpo humano?
ResoLUÇÃO: Musculatura estriada esquelética, controlada pelo cérebro (córtex cerebral).
06. (MED. ABC) Qual gráfico, dentre os abaixo apresentados, melhor mostra o grau de concentração (X) de uma fibra individualizada em função de intensidade do estímulo (Y) a ela aplicado?
Resposta: C
07. O que é um bloqueador natural?
ResoLUÇÃO: Composto químico que impede a transmissão do impulso na placa motora, ou seja, da fibra nervosa à fibra
muscular. Ex.: curare.
08. (MED. CATANDUVA) As miofibrilas, responsáveis pela contração muscular, são constituídas de:
a) fosfocreatina e glicogênio;
b) actina e miosina;
c) fosfolípide e creatina;
d) globulina e insulina;
e) queratina e ácido glutâmico.
Resposta: B
09. (CESGRANRIO) A energia imediata que supre o processo de contração muscular é derivada de ligações ricas em energia proveniente de:
a) trifosfato de adenosina;
b) creatina fosfato;
c) ácido fosfoenolpirúvico;
d) difosfato de adenosina;
e) acilmercaptanas.
Resposta: A
10. Qual é a importância do cálcio na contração muscular?
ResOLUÇÃO: O cálcio ativa a ATPase, ou seja, a adenosina trifosfatase, que quebra o ATP liberando a energia utilizada
no deslizamento da actina e da miosina.
O Cálcio (Ca+²) tem papel crucial para a contração muscular.
Primeiramente ele é o responsável direto pela transmissão da informação na sinapse do neurônio motor e a fibra muscular esquelética (Placa Motora). Quando o potencial de ação chega ao neurônio motor, ele abre os canais de Ca++ voltagem dependentes, deixando o Ca+² entrar no citoplasma da célula, então ele interage com proteínas celulares que fazem as vesículas cheias de neurotransmissores (Acetilcolina) se fundirem na membrana plasmática e liberarem os neurotransmissores na fenda sináptica, esses por sua vez interagem com os receptores nicotínicos de Acetilcolina que estão ligados aos canais de Na+ voltagem dependentes, estes se abrem deixando o Na+ entrar, continuando assim a levar o potencial de ação.
O segundo papel mais importante do Ca+² acontece já dentro da fibra muscular. Quando o potencial de ação corre a membrana da fibra, ele chega ao Retículo Sarcoplasmático através dos Túbulos Transversos. As cisternas do Retículo Sarcoplasmático estão repletas de Ca++, quando o estímulo chega elas se abrem liberando o Ca+² no citoplasma da célula, este Ca++ vai interagir com a parte C do complexo Troponina fazendo com que ele mude sua conformação retirando assim o filamento de Tropomiosina da frente do sítio de ligação entre a Actina e a Miosina. Quando isto acontece as cabeças da Miosina mudam sua conformação e se ligam no sítio da Actina, quebram uma molécula de ATP e soltam-se, mudam a conformação, ligam e soltam-se, repetindo esse movimento várias vezes, puxando assim a Actina para o centro do Sarcômero, encurtando o espaço entre as duas linhas Z. Realizando desta maneira a famosa contração muscular.
No músculo cardíaco ele ainda tem um papel a mais. No coração existe a liberação de Ca++ mediada por Ca+², só vai haver liberação de Ca++ pelo retículo, se houver a entrada de Ca+² extracelular pelos canais de Cálcio do tipo L. Para gerar a contração do Miocárdio é necessário unir a concentração do Ca++ do retículo com o Ca+² extracelular, para os dois interagirem com a Troponina C. Depois da contração, a Ca+² ATPase bombeia o Ca++ de volta para o retículo e o excesso é jogado para fora pelo contratransportador Na+/Ca++.
O segundo papel mais importante do Ca+² acontece já dentro da fibra muscular. Quando o potencial de ação corre a membrana da fibra, ele chega ao Retículo Sarcoplasmático através dos Túbulos Transversos. As cisternas do Retículo Sarcoplasmático estão repletas de Ca++, quando o estímulo chega elas se abrem liberando o Ca+² no citoplasma da célula, este Ca++ vai interagir com a parte C do complexo Troponina fazendo com que ele mude sua conformação retirando assim o filamento de Tropomiosina da frente do sítio de ligação entre a Actina e a Miosina. Quando isto acontece as cabeças da Miosina mudam sua conformação e se ligam no sítio da Actina, quebram uma molécula de ATP e soltam-se, mudam a conformação, ligam e soltam-se, repetindo esse movimento várias vezes, puxando assim a Actina para o centro do Sarcômero, encurtando o espaço entre as duas linhas Z. Realizando desta maneira a famosa contração muscular.
No músculo cardíaco ele ainda tem um papel a mais. No coração existe a liberação de Ca++ mediada por Ca+², só vai haver liberação de Ca++ pelo retículo, se houver a entrada de Ca+² extracelular pelos canais de Cálcio do tipo L. Para gerar a contração do Miocárdio é necessário unir a concentração do Ca++ do retículo com o Ca+² extracelular, para os dois interagirem com a Troponina C. Depois da contração, a Ca+² ATPase bombeia o Ca++ de volta para o retículo e o excesso é jogado para fora pelo contratransportador Na+/Ca++.
Musculos
Os músculos esqueléticos ou músculos estriados, já que apresentam estriações em suas fibras. São os responsáveis pelos movimentos voluntários; estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem, com a pele e o esqueleto, para formar o invólucro exterior do corpo.
A maioria dos músculos está presa ao esqueleto, junto a articulações, abrindo-as e fechando-as. Nas articulações, esses músculos são presos a ossos por meio de tendões, que são cordões de tecido conjuntivo. Quando os tendões são chatos e largos, e não possuem a forma de cordão, recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses).
Os músculos constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne". São formados por células bastante compridas e polinucleadas, com núcleos localizados sob o sarcolema. Geralmente, estão cercadas de tecido conjuntivo, que une umas as outras e transmitem a força produzida pelos músculos aos ossos, ligamentos e outros órgãos executores de movimento.
O músculo esquelético integral, como o bíceps, que é observável e palpável, consiste de vários tipos de tecido. Cada músculo compreende fibras ou células musculares longas, delgadas, cilíndricas que se estendem por todo o seu comprimento. Assim, essas células podem ser muito mais longas. Cada célula ou fibra muscular multinucleada é conectada às células musculares paralelas e circundada por uma camada de tecido conjuntivo denominada endomísio. Tais fibras são, então, agrupadas em feixes mantidos juntos por outra camada de tecido conjuntivo, denominada perimísio. Esse grupo revestido ou feixe de fibras é denominado um fascículo. Os grupos de fascículos, feixe de fibras, cada qual com vasos sangüíneos e tecido nervoso associados, são mantidos bem unidos por outra camada de tecido conjuntivo denominada epimísio. Os facículos circundados por epimísio, que percorrem todo o comprimento do músculo esquelético, são então completamente circundados por um tecido conjuntivo importante denominado fáscia. A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, denso e forte que recobre todo o músculo e, então, estende-se além do músculo em si, para se tornar o tendão fibroso. A fáscia é a fusão de todas as três camadas internas de tecido conjuntivo do músculo esquelético. A fáscia separa os músculos uns dos outros, permite o movimento sem atrito e forma o tendão como o qual o músculo é conectado ao osso. Isoladamente, cada uma das fibras é uma célula alongada. Cada uma dessas fibras musculares esqueléticas é formada por fibras menores chamadas miofibrilas, que são constituídas por dois tipos de filamento: os delgados e os grossos.
Na realidade, os músculos esqueléticos estão dispostos em camadas que vão das mais superficiais às mais profundas e em direções variáveis. Quando o músculo está relaxado, os filamentos delgados e grossos presentes estão apenas ligeiramente sobrepostos. Com a contração muscular, os filamentos grossos se interpõem acentuadamente sobre os delgados. esse mecanismo encurta as miofibrilas e, conseqüentemente, toda a célula muscular. Portanto, quanto mais curtas as células musculares estiverem, maior será a intensidade da contração do músculo como um todo. O papel dessas células nervosas é transmitir estímulos para a contração da fibra muscular através de impulsos nervosos. Chama-se sinapse ou junção neuromuscular o espaço de comunicação entre esses dois tipos de célula.
Também possui três propriedades principais: a elasticidade (distensão), a contratilidade (contração) e a tonicidade (tônus).
A contração muscular esquelética acontece quando há uma interação das proteínas contráteis de actina e miosina, que ocorre na presença de íons de cálcio intracelulares e energia. A disponibilidade de energia para a contração vem por meio da hidrólise de ATP, e o cálcio é liberado pelo retículo sarcoplasmático(RS) quando estimulado pela despolarização. A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central a uma contração muscular esquelética distante é denominada acoplamento excitação-contração. A função do cálcio no músculo esquelético é expor um sítio de ligação da miosina na proteína actina. A contração muscular pára através do impulso nervoso na placa motora terminal ou junção neuromuscular. Quando o impulso é interrompido o cálcio é removido através da bomba de cálcio para ser amarzenado no retículo sarcoplasmático, a bomba de cálcio precisa da energia proveniente da quebra da molécula de ATP em ADP, por isso após a morte verifica-se a rigidez muscular.
Existe a Lei do tudo ou nada, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo.
A maioria dos músculos está presa ao esqueleto, junto a articulações, abrindo-as e fechando-as. Nas articulações, esses músculos são presos a ossos por meio de tendões, que são cordões de tecido conjuntivo. Quando os tendões são chatos e largos, e não possuem a forma de cordão, recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses).
Os músculos constituem aquilo que vulgarmente se chama a "carne". São formados por células bastante compridas e polinucleadas, com núcleos localizados sob o sarcolema. Geralmente, estão cercadas de tecido conjuntivo, que une umas as outras e transmitem a força produzida pelos músculos aos ossos, ligamentos e outros órgãos executores de movimento.
O músculo esquelético integral, como o bíceps, que é observável e palpável, consiste de vários tipos de tecido. Cada músculo compreende fibras ou células musculares longas, delgadas, cilíndricas que se estendem por todo o seu comprimento. Assim, essas células podem ser muito mais longas. Cada célula ou fibra muscular multinucleada é conectada às células musculares paralelas e circundada por uma camada de tecido conjuntivo denominada endomísio. Tais fibras são, então, agrupadas em feixes mantidos juntos por outra camada de tecido conjuntivo, denominada perimísio. Esse grupo revestido ou feixe de fibras é denominado um fascículo. Os grupos de fascículos, feixe de fibras, cada qual com vasos sangüíneos e tecido nervoso associados, são mantidos bem unidos por outra camada de tecido conjuntivo denominada epimísio. Os facículos circundados por epimísio, que percorrem todo o comprimento do músculo esquelético, são então completamente circundados por um tecido conjuntivo importante denominado fáscia. A fáscia é um tecido conjuntivo resistente, denso e forte que recobre todo o músculo e, então, estende-se além do músculo em si, para se tornar o tendão fibroso. A fáscia é a fusão de todas as três camadas internas de tecido conjuntivo do músculo esquelético. A fáscia separa os músculos uns dos outros, permite o movimento sem atrito e forma o tendão como o qual o músculo é conectado ao osso. Isoladamente, cada uma das fibras é uma célula alongada. Cada uma dessas fibras musculares esqueléticas é formada por fibras menores chamadas miofibrilas, que são constituídas por dois tipos de filamento: os delgados e os grossos.
Na realidade, os músculos esqueléticos estão dispostos em camadas que vão das mais superficiais às mais profundas e em direções variáveis. Quando o músculo está relaxado, os filamentos delgados e grossos presentes estão apenas ligeiramente sobrepostos. Com a contração muscular, os filamentos grossos se interpõem acentuadamente sobre os delgados. esse mecanismo encurta as miofibrilas e, conseqüentemente, toda a célula muscular. Portanto, quanto mais curtas as células musculares estiverem, maior será a intensidade da contração do músculo como um todo. O papel dessas células nervosas é transmitir estímulos para a contração da fibra muscular através de impulsos nervosos. Chama-se sinapse ou junção neuromuscular o espaço de comunicação entre esses dois tipos de célula.
Também possui três propriedades principais: a elasticidade (distensão), a contratilidade (contração) e a tonicidade (tônus).
A contração muscular esquelética acontece quando há uma interação das proteínas contráteis de actina e miosina, que ocorre na presença de íons de cálcio intracelulares e energia. A disponibilidade de energia para a contração vem por meio da hidrólise de ATP, e o cálcio é liberado pelo retículo sarcoplasmático(RS) quando estimulado pela despolarização. A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central a uma contração muscular esquelética distante é denominada acoplamento excitação-contração. A função do cálcio no músculo esquelético é expor um sítio de ligação da miosina na proteína actina. A contração muscular pára através do impulso nervoso na placa motora terminal ou junção neuromuscular. Quando o impulso é interrompido o cálcio é removido através da bomba de cálcio para ser amarzenado no retículo sarcoplasmático, a bomba de cálcio precisa da energia proveniente da quebra da molécula de ATP em ADP, por isso após a morte verifica-se a rigidez muscular.
Existe a Lei do tudo ou nada, ou seja, quando qualquer fibra é estimulada até o seu limite, uma resposta contrátil completa é desencadeada. Se o estímulo é menor que o limiar, não ocorre resposta contrátil. Para qualquer dada fibra, ela se contrai completamente ou não se contrai de todo.
Miosina
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Parte da estrutura da miosina.A proteína miosina é uma ATPase que se movimenta ao longo da actina e em presença de ATP, são responsáveis pela contração muscular. Estas proteínas são as principais componentes dos miofilamentos, os organelos que constituem o "esqueleto" das células musculares. Sua forma microscópica lembra um taco de golf.
Ela é uma enzima mecanoquímica, isto é, converte a energia química em mecânicae por isso é também chamada de proteína motora. Então, nos movimentos gerados por esses elementos, a miosina é o motor, os filamentos de actina são os trilhos e o ATP, o combustível.
Estudos de seqüência de DNA mostraram mais de 10 classes de genes para miosina. Entretanto, três são os mais conhecidos: miosina I, miosina II, e miosina V. A estrutura molecular de todas mostra
uma "cabeça", onde se encontra o sítio de ligação com ATP e com a actina, sendo o local de geração de força;
um "pescoço", que regula a atividade da "cabeça" ligando-se à calmodulina outra proteína reguladora semelhante;
uma "calda" que contém sítios de ligação que determina se a molécula vai se ligar à membrana plasmática ou a outras caudas para formar um filamento grosso.
[editar] Estrutura
A miosina I tem uma (monomérica); nesta, tem sítio de ligação para a membrana plasmática à qual se prende; pela cabeça ela se prende à actina. A miosina II e V são diméricas. Como a miosina I, a miosina V se relaciona à membrana plasmática e ao transporte de vesículas de secreção. A miosina II se polimeriza em filamentos grossos observados nas células musculares estriadas. Esses filamentos têm organização bipolar (as cabeças estão colocadas em ambas extremidades e separadas por uma zona composta só de caudas que se interagem).
[editar] Fisiologia
Nas células musculares estriadas, os filamentos de actina e de miosina estão arranjados de maneira definida e estável no citoplasma, para que possam promover a contração muscular. A contração das células musculares lisas e das mioepiteliais também é feita pela interação da actina e miosina , só que a organização desses filamentos nessas células musculares estriadas.
Esse sistema actina-miosina promove outros tipos de movimentos em outras células não-musculares. Por exemplo, ao final da divisão celular aparece abaixo da membrana plasmática, na porção central da célula, um anel contráctil constituído de filamento de actina e miosina; ele promove a contração do citoplasma nessa região, levando à separação das duas células-filhas.
Na verdade, são inúmeros os movimentos promovidos pelo sistema actina-miosina, como movimentos amebóides, deslocamento de organelas no citoplasma, ect.
Os filamentos intermediários são encontrados em quase todos os eucariotos, mas ainda não foram vistos em fungos e outros organismos inferiores. Sua função primordial é estrutural, reforçando as células e estruturando-as em tecidos.
Algumas características distiguem-os dos demais tecidos filamentos de citoesqueleto:
são extremamente estáveis, pois a grande maioria continua polimerizada após extração com detergentes e altas concentrações de sais:
suas subunidades são filamentos em alfa-hélice que se agregam como correntes, com seqüências e pesos moleculares diferentes;
suas subunidades não se ligam a nucleotídeos e, portanto não requerem a hidrólise de ATP na polimerização.
[Esconder]v • d • e • h
Histologia: Tecido muscular
músculo esquelético/geral epimísio, fascículo, perimísio, endomísio, fibra muscular (intrafusal, extrafusal), miofibrila
sarcômero (bandas a, i e h; linhas z e m), miofilamentos (filamento fino/actina, filamento grosso/miosina, filamento elástico/titina, nebulina), tropomiosina, troponina (T, C, I)
costâmero (distrofina, α,β-distrobrevina, sincoilina, synemin/desmuslin, disbindina, sarcoglicana, distroglicana, sarcospan), desmina
junção neuromuscular, unidade motora, fuso muscular, excitation-contraction coupling, mecanismo de deslizamento dos filamentos
mioblasto, célula satélite, sarcoplasma, sarcolema, retículo sarcoplasmático, túbulo-T
músculo cardíaco miocárdio, disco intercalar, nebulette
músculo liso calmodulina, músculo liso vascular
[editar] Bibliografia
Patologia, processos gerais; Mario R. Montenegro, Marcelo Franco; Atheneu; 4º edição; 2004
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Miosina"
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Parte da estrutura da miosina.A proteína miosina é uma ATPase que se movimenta ao longo da actina e em presença de ATP, são responsáveis pela contração muscular. Estas proteínas são as principais componentes dos miofilamentos, os organelos que constituem o "esqueleto" das células musculares. Sua forma microscópica lembra um taco de golf.
Ela é uma enzima mecanoquímica, isto é, converte a energia química em mecânicae por isso é também chamada de proteína motora. Então, nos movimentos gerados por esses elementos, a miosina é o motor, os filamentos de actina são os trilhos e o ATP, o combustível.
Estudos de seqüência de DNA mostraram mais de 10 classes de genes para miosina. Entretanto, três são os mais conhecidos: miosina I, miosina II, e miosina V. A estrutura molecular de todas mostra
uma "cabeça", onde se encontra o sítio de ligação com ATP e com a actina, sendo o local de geração de força;
um "pescoço", que regula a atividade da "cabeça" ligando-se à calmodulina outra proteína reguladora semelhante;
uma "calda" que contém sítios de ligação que determina se a molécula vai se ligar à membrana plasmática ou a outras caudas para formar um filamento grosso.
[editar] Estrutura
A miosina I tem uma (monomérica); nesta, tem sítio de ligação para a membrana plasmática à qual se prende; pela cabeça ela se prende à actina. A miosina II e V são diméricas. Como a miosina I, a miosina V se relaciona à membrana plasmática e ao transporte de vesículas de secreção. A miosina II se polimeriza em filamentos grossos observados nas células musculares estriadas. Esses filamentos têm organização bipolar (as cabeças estão colocadas em ambas extremidades e separadas por uma zona composta só de caudas que se interagem).
[editar] Fisiologia
Nas células musculares estriadas, os filamentos de actina e de miosina estão arranjados de maneira definida e estável no citoplasma, para que possam promover a contração muscular. A contração das células musculares lisas e das mioepiteliais também é feita pela interação da actina e miosina , só que a organização desses filamentos nessas células musculares estriadas.
Esse sistema actina-miosina promove outros tipos de movimentos em outras células não-musculares. Por exemplo, ao final da divisão celular aparece abaixo da membrana plasmática, na porção central da célula, um anel contráctil constituído de filamento de actina e miosina; ele promove a contração do citoplasma nessa região, levando à separação das duas células-filhas.
Na verdade, são inúmeros os movimentos promovidos pelo sistema actina-miosina, como movimentos amebóides, deslocamento de organelas no citoplasma, ect.
Os filamentos intermediários são encontrados em quase todos os eucariotos, mas ainda não foram vistos em fungos e outros organismos inferiores. Sua função primordial é estrutural, reforçando as células e estruturando-as em tecidos.
Algumas características distiguem-os dos demais tecidos filamentos de citoesqueleto:
são extremamente estáveis, pois a grande maioria continua polimerizada após extração com detergentes e altas concentrações de sais:
suas subunidades são filamentos em alfa-hélice que se agregam como correntes, com seqüências e pesos moleculares diferentes;
suas subunidades não se ligam a nucleotídeos e, portanto não requerem a hidrólise de ATP na polimerização.
[Esconder]v • d • e • h
Histologia: Tecido muscular
músculo esquelético/geral epimísio, fascículo, perimísio, endomísio, fibra muscular (intrafusal, extrafusal), miofibrila
sarcômero (bandas a, i e h; linhas z e m), miofilamentos (filamento fino/actina, filamento grosso/miosina, filamento elástico/titina, nebulina), tropomiosina, troponina (T, C, I)
costâmero (distrofina, α,β-distrobrevina, sincoilina, synemin/desmuslin, disbindina, sarcoglicana, distroglicana, sarcospan), desmina
junção neuromuscular, unidade motora, fuso muscular, excitation-contraction coupling, mecanismo de deslizamento dos filamentos
mioblasto, célula satélite, sarcoplasma, sarcolema, retículo sarcoplasmático, túbulo-T
músculo cardíaco miocárdio, disco intercalar, nebulette
músculo liso calmodulina, músculo liso vascular
[editar] Bibliografia
Patologia, processos gerais; Mario R. Montenegro, Marcelo Franco; Atheneu; 4º edição; 2004
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Miosina"
A FISIOLOGIA DA ESTABILIDADE – HOMEOSTASIA
Os primeiros registros de que o organismo possui uma forma de ajuste para manter sua estabilidade se devem a Hipócrates. Ele acreditava que as doenças eram curadas por poderes naturais, isto é, dentro dos organismos existiriam mecanismos que tenderiam a ajustar as funções quando desviadas de seu estado natural. Em 1885, o fisiologista belga Frederico declarou que o ser vivo é uma organização em que cada influência perturbadora induz, de per si, o incremento de uma atividade compensadora para neutralizar o distúrbio. Apesar de vários pesquisadores possuírem essas idéias, é mais amplamente conhecido o trabalho do fisiologista francês Claude Bernard que, em 1865, publicou o livro intitulado "Introduction to the Study of Experimental Medicine". Nesse trabalho ele lança a idéia de que os organismos possuem um ambiente interno que deve ser mantido constante. Bem depois de Claude Bernard, um fisiologista americano chamado Walter Cannon publicou um artigo intitulado "Organization for Physiological Homeostasis"., onde aprofunda as idéias de seus predecessores e propõe o termo Homeostasia para expressar essa característica essencial dos organismos vivos (Langley, 1980).
Podemos recorrer à engenharia para representar uma função orgânica a ser mantida estável a representa-la em um modelo hidráulico (fig.05). Neste modelo, o nível da água no tanque dependerá essencialmente da relação entre a entrada e a saída. Como esses parâmetros não estão controlados, o nível da água é instável pois pode ser facilmente afetado por alterações na entrada e na saída. Para se atingir o equilíbrio característico dos organismos vivos, a entrada e a saída do sistema devem ser, necessariamente, controladas. Podemos representar esse controle acrescentando duas bóias ao nosso modelo (fig.06).
Agora o nível do líquido no tanque se torna bem mais estável. As bois funcionam como sensores. Se houver aumento no fluxo de entrada, o nível tenderá a subir, o que provocará redução do fluxo de entrada por B1 e aumento da saída por B2 até que o nível correto seja atingido. Os sistemas que funcionam como o da figura 05 são chamados de SISTEMAS NÃO CONTROLADOS e os que funcionam como os da figura 06 de SISTEMAS CONTROLADOS. A cibernética representa os sistemas em diagramas como o da Figura 07:
Na figura 07A, o sistema é não-controlado. Existe uma função que representa a relação entre a entrada e a saída. Essa relação é a função de transferência Ft (Douglas, 2000).
A função de transferência representa os processos que existem dentro do sistema e que produzem uma determinada saída (S) a partir de uma entrada (E). No caso 7A, alterações na entrada ou na saída não são acompanhadas por alterações compensatórias no sistema. Na figura 07B, o trabalho do sistema é acompanhado por um sensor que compara o parâmetro a ser regulado com um valor de referência. A partir dessa comparação, podem ser ativados sinais de ajuste em função da discrepância entre o sensor e a referência (Cabanac et al, 2000).
Quando o sinal de ajuste atua sobre o subsistema de entrada, ou seja, regula um mecanismo anterior ao sensor, chamamos esse processo de retroalimentação. Quando o sinal de ajuste atua sobre o subsistema de saída, ou seja, regula um mecanismo posterior ao sensor, chamamos esse processo de anteroalimentação. Tanto o retroalimentação quanto o anteroalimentação podem se apresentar como negativas ou positivas. O retroalimentação negativa e o anteroalimentação positiva são essenciais à manutenção da estabilidade do sistema. O processo positiva produz no subsistema um efeito diretamente proporcional à diferença entre o sensor e o nível de referência enquanto o processo negativa produz um efeito inversamente proporcional.
Imaginemos o sistema de regulação de água no organismo humano. A aquisição e a perda de água regulam o nível do líquido no corpo. Se esse nível estiver abaixo do normal (referência), o sistema reduz a perda e aumenta a aquisição (fig.08).
Na figura 08, o sinal que controla a aquisição e preservação trata-se de um retroalimentação negativa, pois se o nível da água desce, ela provoca um aumento no fluxo de entrada e se o nível da água sobe ela provoca a redução desse fluxo. O sinal que controla a perda de água trata-se de um anteroalimentação positiva pois nas mesmas situações, ele provoca respectivamente a redução do fluxo e o aumento do fluxo de perda de água. Tanto o retroalimentação negativa quanto o anteroalimentação positiva são essenciais para a manutenção de um estado estável.
Alguns pesquisadores acham útil a distinção entre dois tipos de sistemas controlados. Aqueles com regulação de variável e aqueles com modulação (ou controle) de variável. A regulação ocorre nos parâmetros de variáveis intensivas, aqueles que possuem sensores participando diretamente do processo regulatório como a temperatura corporal (termoreceptores), pressão arterial (baroreceptores) e concentração de substâncias (quimioreceptores). As variáveis moduladas (controladas) são representadas pelas funções fisiológicas como a produção de calor, o débito cardíaco e a ventilação pulmonar.
A temperatura é regulada através da modulação da produção de calor, das perdas evaporativa e radiativa e do comportamento. A pressão sanguínea é regulada através da modulação do débito cardíaco e da resistência vascular. As concentrações de CO2 e de O2 no sangue são reguladas através da modulação da ventilação pulmonar. Do ponto de vista matemático, os parâmetros regulados são variáveis e os parâmetros modulados são funções. (Cabanac et al., 2000).
FISIOLOGIA DA MUDANÇA – REOSTASIA
Reostasia pode ser definida como a condição em que: a qualquer momento o nível de um parâmetro é mantido próximo à referência por mecanismos homeostáticos mas, ao longo do tempo, o nível de referência é alterado (Mrosovsky, 1990 ). Dessa forma, podemos admitir que enquanto a homeostasia é um fenômeno observado em uma escala de tempo de curto prazo, a reostasia se refere a fenômenos que são observados em maiores escalas de tempo, ou seja, através de séries temporais. A figura 09 representa os tipos de alteração observados ao longo do tempo em uma série temporal. Podemos identificar pelo menos quatro tipos de alteração nesse gráfico: uma tendência, variações não periódicas, variações periódicas e flutuações aleatórias de curto prazo. As flutuações aleatórias de curto prazo representam fuga do parâmetro em relação ao nível de referência e são ajustados por mecanismos homeostáticos mas a tendência, as variações não-periódicas e as variações periódicas representam alterações no próprio nível de referência.
Mrosovsky apresenta dois tipos de reostasia, a reativa e a programada. A reostasia reativa se refere àquelas alterações do nível de referência ocorridas como resposta a algum estímulo. Dessa forma ela ocorre apenas na dependência da presença do estímulo. O exemplo mais evidente de reostasia reativa é a febre. O nível de referência de temperatura do corpo pode ser alterado pela presença de agentes pirogênicos em circulação. Dessa forma os processos homeostáticos passam a tentar manter a temperatura do corpo em um nível mais elevado. Esse fenômeno pode ser observado mesmo em animais ectotérmicos. Após uma injeção de patógenos, a iguana do deserto, Dipsosaurus dorsalis, tendo acesso a alguma fornte de calor, se posiciona de forma a absorver mais calor e aumentar a temperatura do corpo. Ela ajusta seu comportamento para se tornar febril.
A reostasia programada se refere àquelas alterações que são obrigatórias em certas fases do ciclo de vida. Podemos citar como exemplos a elevação da temperatura do corpo da mulher durante a fase lútea do ciclo menstrual, a redução do nível de CO2 (PCO2) alveolar em mulheres grávidas e o estado de consciência ao longo do ciclo de sono e vigília. Essas alterações programadas são essenciais por permitir o ajuste da fisiologia dos organismos a condições específicas que venham sendo seletivamente importantes ao longo da história evolutiva da espécie. Se essas condições se expressam de forma periódica, torna-se possível e adaptativamente vantajoso para o organismo ajustar sua fisiologia antecipadamente em relação a essas condições específicas. Assim, muitos parâmetros fisiológicos apresentam caráter recorrente e com períodos que se expressam de forma claramente antecipativa em relação às alterações periódicas de seu ambiente. Esse tipo de alteração é tão importante que virtualmente todos os organismos estudados apresentam esses fenômenos conhecidos como ritmos biológicos. É possível, portanto, deduzir que os organismos que possuíam essa capacidade de antecipação sobreviveram e transmitiram essa característica a sua descendência (Menna-Barreto e Marques, 1997, 2002).
BIBLIOGRAFIA
ASHBY, W. ROSS (1970). Introdução à Cibernética. Editora Perspectiva. São Paulo
CAPRA, FRITJOF (1996). A Teia da Vida. Editora Cultrix. São Paulo.
CABANAC, MICHEL e RUSSEK, MAURICIO (2000). Regulated Biological Systems. Journal of Biological Systems, v. 8, n.2, p. 141-149.
DOUGLAS, CARLOS ROBERTO (2000). Tratado de Fisiologia Aplicada às Ciências da Saúde. Robe Editorial. São Paulo.
GLASS, LEON e MACKEY, MICHAEL C. (1997). Dos Relógios ao Caos. EDUSP. São Paulo
LANGLEY, L. L. (1980). Homeostasis. Editora Alhambra. Madrid.
MENNA-BARRETO, L. e MARQUES, N. (1997). Cronobiologia: Princípios e Aplicações. EDUSP, São Paulo. 1a. edição.
MENNA-BARRETO, L. e MARQUES, N. (2002) O tempo dentro da vida, além da vida dentro do tempo. Ciência e Cultura, outubro 2002. p. 44-46.
MROSOVSKY, N. (1990). Rheostasis: The Physiology of Change. Oxford University Press. New York.
SCHNEIDER, ERIC D. e KAY, JAMES J. (1995). Ordem a Partir da Desordem: A Termodinâmica da Complexidade Biológica. In: Michael P. Murphy e Luke A. J.
O’Neill (Org.). O que é a vida: 50 anos depois. UNESP. São Paulo.
SCRÖDINGER, ERWIN (1947). O Que é a Vida?. Editora Fragmentos. Lisboa
RANDALL, DAVID; BURGGREN, WARREN e FRENCH, KATHLEEN (2000). Fisiologia Animal. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.
Outros artigos
Podemos recorrer à engenharia para representar uma função orgânica a ser mantida estável a representa-la em um modelo hidráulico (fig.05). Neste modelo, o nível da água no tanque dependerá essencialmente da relação entre a entrada e a saída. Como esses parâmetros não estão controlados, o nível da água é instável pois pode ser facilmente afetado por alterações na entrada e na saída. Para se atingir o equilíbrio característico dos organismos vivos, a entrada e a saída do sistema devem ser, necessariamente, controladas. Podemos representar esse controle acrescentando duas bóias ao nosso modelo (fig.06).
Agora o nível do líquido no tanque se torna bem mais estável. As bois funcionam como sensores. Se houver aumento no fluxo de entrada, o nível tenderá a subir, o que provocará redução do fluxo de entrada por B1 e aumento da saída por B2 até que o nível correto seja atingido. Os sistemas que funcionam como o da figura 05 são chamados de SISTEMAS NÃO CONTROLADOS e os que funcionam como os da figura 06 de SISTEMAS CONTROLADOS. A cibernética representa os sistemas em diagramas como o da Figura 07:
Na figura 07A, o sistema é não-controlado. Existe uma função que representa a relação entre a entrada e a saída. Essa relação é a função de transferência Ft (Douglas, 2000).
A função de transferência representa os processos que existem dentro do sistema e que produzem uma determinada saída (S) a partir de uma entrada (E). No caso 7A, alterações na entrada ou na saída não são acompanhadas por alterações compensatórias no sistema. Na figura 07B, o trabalho do sistema é acompanhado por um sensor que compara o parâmetro a ser regulado com um valor de referência. A partir dessa comparação, podem ser ativados sinais de ajuste em função da discrepância entre o sensor e a referência (Cabanac et al, 2000).
Quando o sinal de ajuste atua sobre o subsistema de entrada, ou seja, regula um mecanismo anterior ao sensor, chamamos esse processo de retroalimentação. Quando o sinal de ajuste atua sobre o subsistema de saída, ou seja, regula um mecanismo posterior ao sensor, chamamos esse processo de anteroalimentação. Tanto o retroalimentação quanto o anteroalimentação podem se apresentar como negativas ou positivas. O retroalimentação negativa e o anteroalimentação positiva são essenciais à manutenção da estabilidade do sistema. O processo positiva produz no subsistema um efeito diretamente proporcional à diferença entre o sensor e o nível de referência enquanto o processo negativa produz um efeito inversamente proporcional.
Imaginemos o sistema de regulação de água no organismo humano. A aquisição e a perda de água regulam o nível do líquido no corpo. Se esse nível estiver abaixo do normal (referência), o sistema reduz a perda e aumenta a aquisição (fig.08).
Na figura 08, o sinal que controla a aquisição e preservação trata-se de um retroalimentação negativa, pois se o nível da água desce, ela provoca um aumento no fluxo de entrada e se o nível da água sobe ela provoca a redução desse fluxo. O sinal que controla a perda de água trata-se de um anteroalimentação positiva pois nas mesmas situações, ele provoca respectivamente a redução do fluxo e o aumento do fluxo de perda de água. Tanto o retroalimentação negativa quanto o anteroalimentação positiva são essenciais para a manutenção de um estado estável.
Alguns pesquisadores acham útil a distinção entre dois tipos de sistemas controlados. Aqueles com regulação de variável e aqueles com modulação (ou controle) de variável. A regulação ocorre nos parâmetros de variáveis intensivas, aqueles que possuem sensores participando diretamente do processo regulatório como a temperatura corporal (termoreceptores), pressão arterial (baroreceptores) e concentração de substâncias (quimioreceptores). As variáveis moduladas (controladas) são representadas pelas funções fisiológicas como a produção de calor, o débito cardíaco e a ventilação pulmonar.
A temperatura é regulada através da modulação da produção de calor, das perdas evaporativa e radiativa e do comportamento. A pressão sanguínea é regulada através da modulação do débito cardíaco e da resistência vascular. As concentrações de CO2 e de O2 no sangue são reguladas através da modulação da ventilação pulmonar. Do ponto de vista matemático, os parâmetros regulados são variáveis e os parâmetros modulados são funções. (Cabanac et al., 2000).
FISIOLOGIA DA MUDANÇA – REOSTASIA
Reostasia pode ser definida como a condição em que: a qualquer momento o nível de um parâmetro é mantido próximo à referência por mecanismos homeostáticos mas, ao longo do tempo, o nível de referência é alterado (Mrosovsky, 1990 ). Dessa forma, podemos admitir que enquanto a homeostasia é um fenômeno observado em uma escala de tempo de curto prazo, a reostasia se refere a fenômenos que são observados em maiores escalas de tempo, ou seja, através de séries temporais. A figura 09 representa os tipos de alteração observados ao longo do tempo em uma série temporal. Podemos identificar pelo menos quatro tipos de alteração nesse gráfico: uma tendência, variações não periódicas, variações periódicas e flutuações aleatórias de curto prazo. As flutuações aleatórias de curto prazo representam fuga do parâmetro em relação ao nível de referência e são ajustados por mecanismos homeostáticos mas a tendência, as variações não-periódicas e as variações periódicas representam alterações no próprio nível de referência.
Mrosovsky apresenta dois tipos de reostasia, a reativa e a programada. A reostasia reativa se refere àquelas alterações do nível de referência ocorridas como resposta a algum estímulo. Dessa forma ela ocorre apenas na dependência da presença do estímulo. O exemplo mais evidente de reostasia reativa é a febre. O nível de referência de temperatura do corpo pode ser alterado pela presença de agentes pirogênicos em circulação. Dessa forma os processos homeostáticos passam a tentar manter a temperatura do corpo em um nível mais elevado. Esse fenômeno pode ser observado mesmo em animais ectotérmicos. Após uma injeção de patógenos, a iguana do deserto, Dipsosaurus dorsalis, tendo acesso a alguma fornte de calor, se posiciona de forma a absorver mais calor e aumentar a temperatura do corpo. Ela ajusta seu comportamento para se tornar febril.
A reostasia programada se refere àquelas alterações que são obrigatórias em certas fases do ciclo de vida. Podemos citar como exemplos a elevação da temperatura do corpo da mulher durante a fase lútea do ciclo menstrual, a redução do nível de CO2 (PCO2) alveolar em mulheres grávidas e o estado de consciência ao longo do ciclo de sono e vigília. Essas alterações programadas são essenciais por permitir o ajuste da fisiologia dos organismos a condições específicas que venham sendo seletivamente importantes ao longo da história evolutiva da espécie. Se essas condições se expressam de forma periódica, torna-se possível e adaptativamente vantajoso para o organismo ajustar sua fisiologia antecipadamente em relação a essas condições específicas. Assim, muitos parâmetros fisiológicos apresentam caráter recorrente e com períodos que se expressam de forma claramente antecipativa em relação às alterações periódicas de seu ambiente. Esse tipo de alteração é tão importante que virtualmente todos os organismos estudados apresentam esses fenômenos conhecidos como ritmos biológicos. É possível, portanto, deduzir que os organismos que possuíam essa capacidade de antecipação sobreviveram e transmitiram essa característica a sua descendência (Menna-Barreto e Marques, 1997, 2002).
BIBLIOGRAFIA
ASHBY, W. ROSS (1970). Introdução à Cibernética. Editora Perspectiva. São Paulo
CAPRA, FRITJOF (1996). A Teia da Vida. Editora Cultrix. São Paulo.
CABANAC, MICHEL e RUSSEK, MAURICIO (2000). Regulated Biological Systems. Journal of Biological Systems, v. 8, n.2, p. 141-149.
DOUGLAS, CARLOS ROBERTO (2000). Tratado de Fisiologia Aplicada às Ciências da Saúde. Robe Editorial. São Paulo.
GLASS, LEON e MACKEY, MICHAEL C. (1997). Dos Relógios ao Caos. EDUSP. São Paulo
LANGLEY, L. L. (1980). Homeostasis. Editora Alhambra. Madrid.
MENNA-BARRETO, L. e MARQUES, N. (1997). Cronobiologia: Princípios e Aplicações. EDUSP, São Paulo. 1a. edição.
MENNA-BARRETO, L. e MARQUES, N. (2002) O tempo dentro da vida, além da vida dentro do tempo. Ciência e Cultura, outubro 2002. p. 44-46.
MROSOVSKY, N. (1990). Rheostasis: The Physiology of Change. Oxford University Press. New York.
SCHNEIDER, ERIC D. e KAY, JAMES J. (1995). Ordem a Partir da Desordem: A Termodinâmica da Complexidade Biológica. In: Michael P. Murphy e Luke A. J.
O’Neill (Org.). O que é a vida: 50 anos depois. UNESP. São Paulo.
SCRÖDINGER, ERWIN (1947). O Que é a Vida?. Editora Fragmentos. Lisboa
RANDALL, DAVID; BURGGREN, WARREN e FRENCH, KATHLEEN (2000). Fisiologia Animal. Guanabara Koogan. Rio de Janeiro.
Outros artigos
FILOSOFIA
TEMA:A Construção do Conhecimento Científico.
Prof. Francisco Henrique Costa
NOTAS: SLIDE – 02
I - A Filosofia, o Mundo e a Consciência Critica.
- O homem é um ser jogado no mundo que precisa construir – desenvolver sua HUMANIDADE.
- A importância da LINGUAGEM (comunicação) na construção e desenvolvimento de nossa humanidade;
TODA atividade humana é orientada a partir da LINGUAGEM ou PALAVRA;
- O HOMEM está em constante PROCESSO de construção existencial;
- Em sua relação com a NATUREZA e a CULTURA, o homem é PRODUTO e TRANSFORMADOR.
Ele CRIA O MUNDO o mundo em que VIVE E É PARTE dele.
NOTAS: SLIDE – 03
Nesse sentido o HOMEM é um SISTEMA ABERTO e em constante processo de desenvolvimento.
Esse DESENVOLVIMENTO ocorre de forma DIALÉTICA: Consciência de SI MESMO – Consciência do OUTRO = Consciência CRITICA.
FILOSOFIA = Amor á sabedoria. Na cultura grega saber é diferente de sabedoria: SABER = conhecimento TEÓRICO. SABEDORIA = Teoria e Prática.
SURGIMENTO da Filosofia: passagem do pensamento MITICO para o RACIONAL = Desenvolvimento da capacidade racional do ser humano.
PRIMEIROS FILÓSOFOS: Pensamento MITICO = Mitos TEOGÔNICOS. Origem dos DEUSES.
NOTAS: SLIDE – 04
O PENSAMENTO DOGMÁTICO
Considerado natural e aceito pela maioria.
O pensamento dogmático ou natural nunca problematiza o mundo.
Todos podem pensar filosoficamente basta superar a forma superficial de pensar e questionar a realidade.
A Sociedade utilitarista e pragmática: valorização do que tem resultados práticos imediatos.
EXEMPLO: ESTUDAR = diploma e dinheiro; RELIGIÃO = levar vantagens; AMIZADES = utilidades.
Nesse sentido a FILOSOFIA não tem utilidade e torna-se uma ameaça ao pensamento dominante.
FILOSOFAR: uma forma rigorosa de analisar a realidade sem aceitar o pensar comum como um fato inquestionável.
NOTAS: SLIDE – 05
NOTAS - TÓPICOS:
CULTURA: tudo que é CRIADO ou FEITO pelo homem.
Somente o HOMEM produz a cultura.
Na produção cultural o homem coloca determinada INTENCIONALIDADE nas coisas que faz. Isso não corre na relação dos demais animais com a natureza.
O homem PRODUZ a cultura, por isso existem diversas tipos de culturas. As diferentes culturas distinguem uma sociedade de outra.
A inteligência abstrata estimula o homem a questionar a realidade e buscar soluções para situações específicas criando, dessa forma, a CULTURA.
NOTAS: SLIDE – 06
ELEMENTOS BÁSICOS DA CULTURA:
- O Caráter Universal: relativo à capacidade do homem em produzir a cultura;
- O Caráter Específico: o modo como historicamente as sociedades se relacionam com a natureza, produzindo, arte, folclore, crenças, a política e a economia, a filosofia, a ciência, etc.
O HOMEM E O MEIO:
TESE:desenvolvemos nossa HUMANIDADE em contato com o meio.
No entanto, isso NÃO SIGNIFICA completa passividade cultural.
A RELAÇÃO do homem com a CULTURA que ele herda é DIALÉTICA.
NOTAS: SLIDE – 07
NOTAS:
A Inquietação: estimulo à busca do novo. Inconformismo com tudo que é colocado como real.
A Admiração: nos estimula a interpretar o “real”. O novo é sempre admirável.
A Angustia: a descoberta do nada que somos. “Somos nada, pura possibilidade”.
O possível tomado em sua essência , não oferece nenhuma garantia. No possível nada é impossível.
Mito: do grego Mýthos = palavra, discurso, anuncio, mensagem.
É sempre verdadeiro e não deve ser questionado.
São histórias que relatam fatos reais e ao mesmo tempo sagradas.
São relatos que responsáveis pela existência e manutenção do mundo
NOTAS: SLIDE – 08
TIPOS DE MITOS: Geralmente classificados de acordo com o tema tratado.
Mitos Teogônicos: (theós/deus + gónos/geração). Relatam como surgiram os deuses e as entidades poderosas em geral. Exemplos: Zeus.
Mitos Cosmogônicos: (Kósmos/universo + gónos/geração). Relatam a forma como, através de deuses ou forças poderosas, o universo e o homem vieram a existir.
Mitos com CRIAÇÃO e sem CRIAÇÃO.
A MUDANÇA DO MITO PARA A FILOSOFIA:
A FILOSOFIA: surge com o rompimento com o saber anterior baseado nos MITOS.
- O MITO não pode ser QUESTIONADO.
- A FILOSOFIA desafia o ser humano à REFLEXÃO e problematização do mundo.
- O Ser Humano estava na DEPENDÊNCIA dos deuses. A FILOSOFIA veio LIBERTAR o homem do TEMOR e do MEDO.
NOTAS: SLIDE – 09
A Filosofia deve conhecer a VERDADE universal pela RAZÃO e não pela TRADIÇÃO e AUTORIDADE dos deuses.
Uma dos papéis do FILÓSOFO é DENUNCIAR os MITOS que impedem a visão de VERDADE RACIONAL.
RESUMINDO:
MITO e FILOSOFIA são explicações que visam responder sobre o sentido da VIDA, a natureza dos HOMENS e do UNIVERSO.
JUSTIFICAM: Normas POLITICAS, ÉTICAS e RELIGIOSAS da própria comunidade.
Na história antiga grega a MITOLOGIA explicava a EXISTÊNCIA do homem e a ORGANIZAÇÃO do mundo.
A diferença entre MITO e FILOSOFIA está nos fundamentos de sua ARGUMENTAÇÃO.
O MITO é uma narrativa IMAGINÁRIA que estrutura e organiza de forma criativa as CRENÇAS culturais.
NOTA: SLIDE - 10
NESSE CONTEXTO SURGE O PENSAMENTO DOS PRÉ-SOCRÁTICOS:
TALES DE MILETO:
- O PRIMEIRO a formular uma noção exata sobre o ARQUÉ – Elemento primordial do universo.
- A essência (origem) de todas as coisas = ÁGUA. Encontrada em todas as coisas.
A água permanece a mesma = Sólida. Liquida ou Gasosa. Talvez por isso a tenha escolhido.
ÁGUA: Necessária á vida.
CONTRIBUIÇÃO: a IDÉIA de ELEMENTO primordial que dá unidade à natureza.
NOTAS: SLIDE – 11
HERÁCLITO DE ÉFESO:
- Um dos mais importantes filósofos pré-socráticos.
- Pensamento DIALÉTICO.
TESE: A realidade é DINÂMICA. Tudo se encontra me permanente processo de TRANSFORMAÇÃO.
Nada existe (permanentemente), TUDO se transforma.
Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o RIO não é mais o mesmo... e NÓS também não somos mais os mesmos.
ALGUNS INTERPRETES: vêem nessa METÁFORA a impossibilidade de acesso a um conhecimento real e permanente. Tudo está em constante mudança.
Nesse SENTIDO todo conhecimento é RELATIVO.
A LUTA da FORÇAS CONTRÁRIAS é a origem da vida.
Essa LUTA contribui para a MODIFICAÇÃO e EVOLUÇÃO do COSMO.
O ELEMENTO que explica a realidade é o FOGO em seu movimento de destruição e fusão.
NOTAS: SLIDE – 12
PARMÊNIDES DE ELEIA:
Responsável pela a introdução da distinção entre REALIDADE e APARÊNCIA.
TESES:
- Existe uma realidade ÚNICA;
- O MOVIMENTO existe somente na APARÊNCIA.
- O MOVIMENTO é um aspecto superficial das coisas.
- Se formos além de nossa EXPERIÊNCIA SENSÍVEL, de nossa visão IMEDIATA das coisas, descobriremos, através do PENSAMENTO, que a VERDADEIRA REALIDADE é ÚNICA; IMÓVEL, ETERNA, IMUTÁVEL, sem PRINCÍPIO nem FIM, CONTÍNUA e INDIVISÍVEL.
ASPECTO LÓGICO: a noção de MOVIMENTO pressupõe a noção de PERMANÊNCIA como mais BÁSICA.
LOGO O MOVIMENTO NÃO PODE SER TOMADO COMO MAIS BÁSICO, COMO PRIMITIVO, DEFINIDOR DO REAL.
NOTAS: SLIDE - 13
OS SOFISTAS E ARTE DA ARGUMENTAÇÃO:
Surgimento da POLIS (cidade) e da DEMOCRACIA.
SUBSTITIUIÇÃO das preocupações COSMOLÓGICAS pelo interesse no próprio homem e nas relações do HOMEM com a SOCIEDADE.
A DEMOCRACIA depende do POVO e o povo depende da PALAVRA.
Nesse NOVO contexto: SABER – conhecimento – é um instrumento de PODER.
Os SOFISTAS: Retórica = como discorrer sobre determinado assunto. Dialética = discutir, argumentar.
OBJETIVO: sucesso nos negócios públicos e privados.
NOTAS: SLIDE - 14
1. OBJETIVOS DO ENSINO SOFISTA:
- Sucesso nos negócios públicos e privados;
- Defesa de interesses individuais ou de classe nas assembléias;
COMO ATINGIR ESSES OBJETIVOS:
- Poder da ARGUMENTAÇÃO;
- Habilidade RETÓRICA;
- Conhecendo a diversidade DOUTRINÁRIA da época.
NOTAS: SLIDE - 15
2. O PENSAMENTO SOFISTA:
- Tudo é RELATIVO;
- Não existe uma verdade única ou absoluta;
- As muitas opiniões provam que não existe uma verdade única;
- TODA verdade é RELATIVA a determinada PESSOA, GRUPO SOCIAL ou CULTURA.
“O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS”, ou seja: O mundo é o que o HOMEM constrói ou destrói. (Protágoras).
NOTAS: SLAIDE - 16
SÓCRATES: “Só sei que nada sei”.
- Um marco DIVISOR: antes e depois de Sócrates.
- Vida cotidiana e PENSAMENTO caminham juntos.
- FILOSOFIA: uma prática a ser desenvolvida em praça pública. Nos diferentes contextos do dia a dia.
SEU MÉTODO METODO:
- A IRONIA = Interrogação. Interrogar o interlocutor sobre o que ele PENSA saber. Exemplo: CORAGEM, JUSTIÇA, ETC.
- A MAIEUTICA: Parto. Todo conhecimento é INATO. O individuo já o possui desde o nascimento. O FILÓSOFO estimula o individuo a lembrá-lo.
SÓCRATES: ajudava os indivíduos a “darem luz” a novas IDÉIAS.
Dessa forma estimulava o PENSAMENTO CRÍTICO.
“SÓ SEI QUE NADA SEI” = Reconhecer a própria IGNORÂNCIA é o primeiro passo em direção ao verdadeiro conhecimento.
NOTAS: SLAIDE - 17
ATIVIDADE: Bertolt Brecht
A injustiça avança hoje a passo firmeOs tiranos fazem planos para dez mil anosO poder apregoa: as coisas continuarão a ser como sãoNenhuma voz além da dos que mandamE em todos os mercados proclama a exploração;isto é apenas o meu começoMas entre os oprimidos muitos há que agora dizemAquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremosQuem ainda está vivo não diga: nuncaO que é seguro não é seguroAs coisas não continuarão a ser como sãoDepois de falarem os dominantesFalarão os dominadosQuem pois ousa dizer: nuncaDe quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!O que está perdido, lute!O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenhaE nunca será: ainda hojePorque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã
NOTA: SLIDE - 18
III – Teoria e Possibilidade do Conhecimento.
Como foi dito anteriormente o pensamento filosófico PRÉ-SOCRÁTICO tinha como preocupação central a ORIGEM das coisas.
Essa preocupação é a PRINCIPAL MOTIVAÇÃO para o surgimento da FILOSOFIA na Grécia antiga.
TEORIA DO CONHECIMENTO:
OBJETIVO: Investigar as condições do conhecimento verdadeiro.
- É UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA que Investiga as ORIGENS, POSSIBILIDADES, FUNDAMENTOS, EXTENSÃO e VALOR do Conhecimento.
Por isso existem muitas TEORIAS do conhecimento.
NOTA: SLIDE - 19
O SUJEITO E O OBJETO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO:
SUJEITO e OBJETO: ELEMENTOS BÁSICOS do conhecimento.
I - SUJEITO: o homem, nossa CONSCIÊNCIA, nossa MENTE. O ser racional que quer conhecer.
II – OBJETO: a REALIDADE, as COISAS, os FATOS, os FENÔMENOS com a qual convivemos.
CONDIÇÃO para que EXISTA conhecimento: A RELAÇÃO entre esses dois elementos.
Representação MENTAL do objeto pelo SUJEITO = Característica FUNDAMENTAL do conhecimento.
RESUMINDO: O sujeito apreende as características do OBJETO, formando uma IMAGEM mental.
NOTA: SLIDE - 20
A partir da IMAGEM MENTAL que construímos do OBJETO, entendemos e explicamos a realidade.
Portanto, CONHECER é REPRESENTAR o que é exterior à mente.
SEMPRE que necessário a MENTE TORNA PRESENTE diante de si a IMAGEM, a IDÉIA ou o CONCEITO de determinado objeto.
TIPOS DE OBJETOS:
MATERIAIS: aqueles que são acessíveis aos SENTIDOS;
IDEAL: os SÍMBOLOS matemáticos;
INSTUIDOS PELA FÉ: Deus;
CONSTRUIDOS PELA FANTASIA: Os heróis míticos.
NOTA: SLIDE - 21
ALGUNS EXEMPLOS:
I – FRUTO DO JATOBÁ;
II – COSMOVISÃO DE INDIVIDUOS INTERIORANOS OU DE REGIÕES BRASILEIRAS DIFERENTES;
III – AS DIFERENTES CULTURAS.
NOTA: SLIDE - 22
AS POSSIBILIDADES DO CONHECIMENTO:
O PROBLEMA:
- Existe um conhecimento verdadeiro?
- Podemos conhecer a verdade?
- Que CRITÉRIOS devo utilizar para saber se um conhecimento é verdadeiro ou não?
O CETICISMO – TESES BÁSICAS:
- Não existe possibilidade do homem conhecer a verdade.
- Como NÃO PODE conhecer, NADA pode afirmar.
- Os SENTIDOS e a RAZÃO, fontes teóricas do nosso conhecimentos, podem nos induzir a ERROS.
NOTA: SLIDE - 23
JUSTIFICATIVAS:
I - Os SENTIDOS – visão, audição, olfato, tato e paladar – não são fontes FIDEDIGNAS de conhecimento.
II – Opiniões CONTRADITÓRIAS sobre os mesmos assuntos demonstram os LIMITES de nossa racionalidade.
III – Não há conhecimento. De dois JUIZOS contraditórios, um é exatamente tão verdadeiro quanto o outro.
NOTA: SLIDE - 24
O DOGMATISMO – TESES BÁSICAS:
- Podemos conhecer TODA verdade;
- Conhecer a VERDADE é, um FATO INQUESTIONÁVEL;
- A REALIDADE (mundo) é tal qual percebemos através dos SENTIDOS;
OBSERVAÇÕES:
- A maioria das pessoas se relacionam do o MUNDO de forma DOGMÁTICA;
- Tudo é normal e nada questionam;
- Não conseguem PROBLEMATIZAR o mundo;
- Não PENSAM FILOSOFICAMENTE, pois não conseguem SUPERAR a forma SUPEFICIAL de se relacionar com a realidade.
NOTA: SLIDE - 25
O PROBLEMA DO CONHECIMENTO NA FILOSOFIA MODERNA:
PRINCIPAIS correntes filosóficas: EMPIRISMO e RACIONALISMO.
O EMPIRISMO – TESES BÁSICAS:
- Todas as nossas IDÉIAS procedem de nossa EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS;
- John Locke – filósofo Inglês - e a TEORIA DA TÁBULA RASA;
- A TEORIA: Não trazemos nenhuma idéia ao nascermos. CONSTRUIMOS nossas IDÉIAS através da EXPERIÊNCIA e OBSERVAÇÃO dos dados sensoriais.
- NADA vem á MENTE sem antes ter passado pelos SENTIDOS;
Voltemos ao Exemplo do JATOBÁ:
NOTA: SLIDE - 26
O QUE É EXPERIÊNCIA NO SENTIDO EMPIRICO:
I – Caráter EXTERNO: as informações que RECEBEMOS através das SENSAÇÕES.
OBJETOS EXTERNOS: cores, sabores, odores, forma, etc.
II – Caráter INTERNO: realizada através da REFLEXÃO.
A REPRESENTAÇÃO Exercida SOBRE OS OBJETOS de nossas SENSAÇÕES: conhecer, lembrar, duvidar, querer, etc.
TESE: O Desenvolvimento e Evolução do PENSAMENTO humano = PROVA de que a EXPERIÊNCIA é FATOR DETERMINANTE na construção do conhecimento.
PROBLEMATIZAR: O QUE EXISTE DE FATO PARA O EMPIRISMO – AS IDÉIAS OU OS OBJETOS?
NOTA: SLIDE - 27
O RACIONALISMO: RATIO = RAZÃO
- Só podemos conhecer a VERDADE através da RAZÃO;
- O conhecimento VERDADEIRO possui validade UNIVERSAL;
- Todos os JUIZOS baseados na RAZÃO possuem necessidade LÓGICA e são UNIVERSAIS;
- OS PRINCIPIOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS são INATOS – já se encontram na mente humana ao nascermos.
PRINCIPIOS BÁSICOS DO RACIONALISMO:
- REJEIÇÃO do conhecimento baseado nos SENTIDOS;
- A RAZÃO é capaz de explicar a realidade;
- Existem idéias que independem da experiência sensível = IDÉIAS INATAS.
- ESTES SÃO OS PRINCIPIOS BÁSICOS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO ATUAL.
NOTA: SLIDE - 28
FILOSOFIA E CIÊNCIA
FILOSOFIA: uma disciplina do PENSAMENTO e uma FERRAMENTA para refletir sobre as questões humanas.
OBJETIVO DA FILOSOFIA:
- A PROBLEMATIZAÇÃO do MUNDO. “Mexer” com o que está quieto sem direcionamento IDEOLÓGICO específico.
CIENCIA: uma disciplina que constrói um conhecimento SISTEMÁTICO e seguro dos FENÔMENOS do mundo.
OBJETIVO DA CIÊNCIA:
- Compreender o MUNDO e CONTROLAR a natureza.
- A racionalidade humana como FUNDAMENTO do conhecimento.
NOTA: SLIDE - 29
RELAÇÃO ENTRE SENSO COMUM E CONHECIMENTO CIENTÍFICO
SENSO COMUM – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS:
- Adquirido pela TRADIÇÃO;
- Herdado dos ANTEPASSADOS;
- CONJUNTO DE IDÉIAS que permite INTERPRETAR a realidade;
- Um corpo de VALORES que nos ajuda a AVALIAR, JULGAR e a AGIR no mundo.
- NÃO É REFLETIDO e se encontra MISTURADO a CRENÇAS e PRECONCEITOS.
UM CONHECIMENTO:
- Ingênuo = não CRITICO;
- Fragmentário = difuso, assistemático e as vezes incoerente;
- Conservador = resiste às mudanças.
NOTA: SLIDE - 30
O FATO CIENTÍFICO: Rubem Alves.
NOTA: SLIDE - 31
FILME: QUASE DEUSES
TESE: O conhecimento adquirido com a experiência cotidiana (SENSO COMUM) precisa de reconhecimento acadêmico para ser aceito como válido pela comunidade científica.
NOTA: SLIDE - 32
SENSO COMUM – BOM SENSO E IDEOLOGIA
DEFININDO IDEOLOGIA:
- As Ideologias e Preconceitos presentes na CULTURA exigem exame e análise critica – FILOSÓFICA.
NOTA: SLIDE - 33
SENSO COMUM
- Uma forma de se relacionar e CONHECER o Mundo;
- É uma espécie de GUIA que o homem comum UTILIZA na SOLUÇÃO dos PROBLEMAS do seu dia a dia;
EXEMPLOS: Marcela, Quebra Pedra, O nascimento e o pôr do Sol, o Trem em movimento, etc.
- Serve de INSTRUMENTO na busca diária pela sobrevivência.
EXEMPLOS:
- Tempo certo para PLANTAR e COLHER no interior;
- Tempo bom para o mar PESCAR;
- Não é um conhecimento INCORRETO ou ERRADO.
- Na CONSTRUÇÃO do conhecimento do SENSO COMUM, a OBSERVAÇÃO.
GERALMENTE É PONTO DE PARTIDA PARA TODO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
EXEMPLO RECENTE: Água com açúcar acalma as crianças com poucos dias de nascidas.
NOTA: SLIDE - 34
A Ciência visa o DOMINIO e CONTROLE da NATUREZA.
ASPECTOS IDEOLOGICOS:
- O conhecimento científico não é NEUTRO;
- Apesar do rigor os resultados não são INFALÍVEIS nem DEFINITIVOS;
- Depende do CONTEXTO Sócio-Político-Econômico-Cultural em que surge e é desenvolvido;
SOCIAL = O pesquisador e a sociedade;
POLÍTICO = Interesses da comunidade científica;
ECONÔMICO = Quem está investindo e com que finalidade;
CULTURAL = O que é permitido ou não na cultura local. Questões relacionadas á ÉTICA, MORAL e RELIGIÃO.
NOTA: SLIDE - 35
O MÉTODO E A QUESTÃO DOS PARADIGMAS
- O cientista é instigado por uma situação problema e guiado por algumas HIPOTESES preliminares;
OBSERVA fenômenos semelhantes;
CLASSIFICA-OS segundo suas características comuns;
Verifica a coerência e REGULARIDADES entre eles.
RESULTADO: A elaboração das leis da Ciência.
CARACTERÍSTICAS DAS LEIS CIENTÍFICAS:
- Devem ser capazes de descrever uma série de FENÔMENOS;
- Devem ser comprovadas através da OBSERVAÇÃO dos FATOS e da EXPERIMENTAÇÃO;
- Devem ser capazes de PREDIZER acontecimentos FUTUROS.
MÉTODO CIENTÍFICO:
- Conjunto de NORMAS PADRÃO que pautam as pesquisas.
- NORMA PADRÃO = PARADIGMA.
NOTA: SLIDE - 36
MITOS E CIÊNCIA:
NOTA: SLIDE - 37
FILME: O casamento de Romeu e Julieta.
O futebol como IDEOLOGIA.
Instrumento de massificação utilizado pelo poder dominante?
NOTA: SLIDE - 38
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A FILOSOFIA reflete sobre a AMBIGUIDADE DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO = Contribui para a melhoria da qualidade de vida do homem destruindo a NATUREZA.
QUESTIONANDO E REFLETINDO SOBRE:
- A ESPECIFICIDADE do conhecimento científico;
- As CONDIÇÕES e os LIMITES da atividade cientifica;
- O valor da CIÊNCIA para a humanidade.
AGRADECIMENTOS FINAIS.
Prof. Francisco Henrique Costa
NOTAS: SLIDE – 02
I - A Filosofia, o Mundo e a Consciência Critica.
- O homem é um ser jogado no mundo que precisa construir – desenvolver sua HUMANIDADE.
- A importância da LINGUAGEM (comunicação) na construção e desenvolvimento de nossa humanidade;
TODA atividade humana é orientada a partir da LINGUAGEM ou PALAVRA;
- O HOMEM está em constante PROCESSO de construção existencial;
- Em sua relação com a NATUREZA e a CULTURA, o homem é PRODUTO e TRANSFORMADOR.
Ele CRIA O MUNDO o mundo em que VIVE E É PARTE dele.
NOTAS: SLIDE – 03
Nesse sentido o HOMEM é um SISTEMA ABERTO e em constante processo de desenvolvimento.
Esse DESENVOLVIMENTO ocorre de forma DIALÉTICA: Consciência de SI MESMO – Consciência do OUTRO = Consciência CRITICA.
FILOSOFIA = Amor á sabedoria. Na cultura grega saber é diferente de sabedoria: SABER = conhecimento TEÓRICO. SABEDORIA = Teoria e Prática.
SURGIMENTO da Filosofia: passagem do pensamento MITICO para o RACIONAL = Desenvolvimento da capacidade racional do ser humano.
PRIMEIROS FILÓSOFOS: Pensamento MITICO = Mitos TEOGÔNICOS. Origem dos DEUSES.
NOTAS: SLIDE – 04
O PENSAMENTO DOGMÁTICO
Considerado natural e aceito pela maioria.
O pensamento dogmático ou natural nunca problematiza o mundo.
Todos podem pensar filosoficamente basta superar a forma superficial de pensar e questionar a realidade.
A Sociedade utilitarista e pragmática: valorização do que tem resultados práticos imediatos.
EXEMPLO: ESTUDAR = diploma e dinheiro; RELIGIÃO = levar vantagens; AMIZADES = utilidades.
Nesse sentido a FILOSOFIA não tem utilidade e torna-se uma ameaça ao pensamento dominante.
FILOSOFAR: uma forma rigorosa de analisar a realidade sem aceitar o pensar comum como um fato inquestionável.
NOTAS: SLIDE – 05
NOTAS - TÓPICOS:
CULTURA: tudo que é CRIADO ou FEITO pelo homem.
Somente o HOMEM produz a cultura.
Na produção cultural o homem coloca determinada INTENCIONALIDADE nas coisas que faz. Isso não corre na relação dos demais animais com a natureza.
O homem PRODUZ a cultura, por isso existem diversas tipos de culturas. As diferentes culturas distinguem uma sociedade de outra.
A inteligência abstrata estimula o homem a questionar a realidade e buscar soluções para situações específicas criando, dessa forma, a CULTURA.
NOTAS: SLIDE – 06
ELEMENTOS BÁSICOS DA CULTURA:
- O Caráter Universal: relativo à capacidade do homem em produzir a cultura;
- O Caráter Específico: o modo como historicamente as sociedades se relacionam com a natureza, produzindo, arte, folclore, crenças, a política e a economia, a filosofia, a ciência, etc.
O HOMEM E O MEIO:
TESE:desenvolvemos nossa HUMANIDADE em contato com o meio.
No entanto, isso NÃO SIGNIFICA completa passividade cultural.
A RELAÇÃO do homem com a CULTURA que ele herda é DIALÉTICA.
NOTAS: SLIDE – 07
NOTAS:
A Inquietação: estimulo à busca do novo. Inconformismo com tudo que é colocado como real.
A Admiração: nos estimula a interpretar o “real”. O novo é sempre admirável.
A Angustia: a descoberta do nada que somos. “Somos nada, pura possibilidade”.
O possível tomado em sua essência , não oferece nenhuma garantia. No possível nada é impossível.
Mito: do grego Mýthos = palavra, discurso, anuncio, mensagem.
É sempre verdadeiro e não deve ser questionado.
São histórias que relatam fatos reais e ao mesmo tempo sagradas.
São relatos que responsáveis pela existência e manutenção do mundo
NOTAS: SLIDE – 08
TIPOS DE MITOS: Geralmente classificados de acordo com o tema tratado.
Mitos Teogônicos: (theós/deus + gónos/geração). Relatam como surgiram os deuses e as entidades poderosas em geral. Exemplos: Zeus.
Mitos Cosmogônicos: (Kósmos/universo + gónos/geração). Relatam a forma como, através de deuses ou forças poderosas, o universo e o homem vieram a existir.
Mitos com CRIAÇÃO e sem CRIAÇÃO.
A MUDANÇA DO MITO PARA A FILOSOFIA:
A FILOSOFIA: surge com o rompimento com o saber anterior baseado nos MITOS.
- O MITO não pode ser QUESTIONADO.
- A FILOSOFIA desafia o ser humano à REFLEXÃO e problematização do mundo.
- O Ser Humano estava na DEPENDÊNCIA dos deuses. A FILOSOFIA veio LIBERTAR o homem do TEMOR e do MEDO.
NOTAS: SLIDE – 09
A Filosofia deve conhecer a VERDADE universal pela RAZÃO e não pela TRADIÇÃO e AUTORIDADE dos deuses.
Uma dos papéis do FILÓSOFO é DENUNCIAR os MITOS que impedem a visão de VERDADE RACIONAL.
RESUMINDO:
MITO e FILOSOFIA são explicações que visam responder sobre o sentido da VIDA, a natureza dos HOMENS e do UNIVERSO.
JUSTIFICAM: Normas POLITICAS, ÉTICAS e RELIGIOSAS da própria comunidade.
Na história antiga grega a MITOLOGIA explicava a EXISTÊNCIA do homem e a ORGANIZAÇÃO do mundo.
A diferença entre MITO e FILOSOFIA está nos fundamentos de sua ARGUMENTAÇÃO.
O MITO é uma narrativa IMAGINÁRIA que estrutura e organiza de forma criativa as CRENÇAS culturais.
NOTA: SLIDE - 10
NESSE CONTEXTO SURGE O PENSAMENTO DOS PRÉ-SOCRÁTICOS:
TALES DE MILETO:
- O PRIMEIRO a formular uma noção exata sobre o ARQUÉ – Elemento primordial do universo.
- A essência (origem) de todas as coisas = ÁGUA. Encontrada em todas as coisas.
A água permanece a mesma = Sólida. Liquida ou Gasosa. Talvez por isso a tenha escolhido.
ÁGUA: Necessária á vida.
CONTRIBUIÇÃO: a IDÉIA de ELEMENTO primordial que dá unidade à natureza.
NOTAS: SLIDE – 11
HERÁCLITO DE ÉFESO:
- Um dos mais importantes filósofos pré-socráticos.
- Pensamento DIALÉTICO.
TESE: A realidade é DINÂMICA. Tudo se encontra me permanente processo de TRANSFORMAÇÃO.
Nada existe (permanentemente), TUDO se transforma.
Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio, porque o RIO não é mais o mesmo... e NÓS também não somos mais os mesmos.
ALGUNS INTERPRETES: vêem nessa METÁFORA a impossibilidade de acesso a um conhecimento real e permanente. Tudo está em constante mudança.
Nesse SENTIDO todo conhecimento é RELATIVO.
A LUTA da FORÇAS CONTRÁRIAS é a origem da vida.
Essa LUTA contribui para a MODIFICAÇÃO e EVOLUÇÃO do COSMO.
O ELEMENTO que explica a realidade é o FOGO em seu movimento de destruição e fusão.
NOTAS: SLIDE – 12
PARMÊNIDES DE ELEIA:
Responsável pela a introdução da distinção entre REALIDADE e APARÊNCIA.
TESES:
- Existe uma realidade ÚNICA;
- O MOVIMENTO existe somente na APARÊNCIA.
- O MOVIMENTO é um aspecto superficial das coisas.
- Se formos além de nossa EXPERIÊNCIA SENSÍVEL, de nossa visão IMEDIATA das coisas, descobriremos, através do PENSAMENTO, que a VERDADEIRA REALIDADE é ÚNICA; IMÓVEL, ETERNA, IMUTÁVEL, sem PRINCÍPIO nem FIM, CONTÍNUA e INDIVISÍVEL.
ASPECTO LÓGICO: a noção de MOVIMENTO pressupõe a noção de PERMANÊNCIA como mais BÁSICA.
LOGO O MOVIMENTO NÃO PODE SER TOMADO COMO MAIS BÁSICO, COMO PRIMITIVO, DEFINIDOR DO REAL.
NOTAS: SLIDE - 13
OS SOFISTAS E ARTE DA ARGUMENTAÇÃO:
Surgimento da POLIS (cidade) e da DEMOCRACIA.
SUBSTITIUIÇÃO das preocupações COSMOLÓGICAS pelo interesse no próprio homem e nas relações do HOMEM com a SOCIEDADE.
A DEMOCRACIA depende do POVO e o povo depende da PALAVRA.
Nesse NOVO contexto: SABER – conhecimento – é um instrumento de PODER.
Os SOFISTAS: Retórica = como discorrer sobre determinado assunto. Dialética = discutir, argumentar.
OBJETIVO: sucesso nos negócios públicos e privados.
NOTAS: SLIDE - 14
1. OBJETIVOS DO ENSINO SOFISTA:
- Sucesso nos negócios públicos e privados;
- Defesa de interesses individuais ou de classe nas assembléias;
COMO ATINGIR ESSES OBJETIVOS:
- Poder da ARGUMENTAÇÃO;
- Habilidade RETÓRICA;
- Conhecendo a diversidade DOUTRINÁRIA da época.
NOTAS: SLIDE - 15
2. O PENSAMENTO SOFISTA:
- Tudo é RELATIVO;
- Não existe uma verdade única ou absoluta;
- As muitas opiniões provam que não existe uma verdade única;
- TODA verdade é RELATIVA a determinada PESSOA, GRUPO SOCIAL ou CULTURA.
“O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS”, ou seja: O mundo é o que o HOMEM constrói ou destrói. (Protágoras).
NOTAS: SLAIDE - 16
SÓCRATES: “Só sei que nada sei”.
- Um marco DIVISOR: antes e depois de Sócrates.
- Vida cotidiana e PENSAMENTO caminham juntos.
- FILOSOFIA: uma prática a ser desenvolvida em praça pública. Nos diferentes contextos do dia a dia.
SEU MÉTODO METODO:
- A IRONIA = Interrogação. Interrogar o interlocutor sobre o que ele PENSA saber. Exemplo: CORAGEM, JUSTIÇA, ETC.
- A MAIEUTICA: Parto. Todo conhecimento é INATO. O individuo já o possui desde o nascimento. O FILÓSOFO estimula o individuo a lembrá-lo.
SÓCRATES: ajudava os indivíduos a “darem luz” a novas IDÉIAS.
Dessa forma estimulava o PENSAMENTO CRÍTICO.
“SÓ SEI QUE NADA SEI” = Reconhecer a própria IGNORÂNCIA é o primeiro passo em direção ao verdadeiro conhecimento.
NOTAS: SLAIDE - 17
ATIVIDADE: Bertolt Brecht
A injustiça avança hoje a passo firmeOs tiranos fazem planos para dez mil anosO poder apregoa: as coisas continuarão a ser como sãoNenhuma voz além da dos que mandamE em todos os mercados proclama a exploração;isto é apenas o meu começoMas entre os oprimidos muitos há que agora dizemAquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremosQuem ainda está vivo não diga: nuncaO que é seguro não é seguroAs coisas não continuarão a ser como sãoDepois de falarem os dominantesFalarão os dominadosQuem pois ousa dizer: nuncaDe quem depende que a opressão prossiga? De nós
De quem depende que ela acabe? Também de nós
O que é esmagado que se levante!O que está perdido, lute!O que sabe ao que se chegou, que há aí que o retenhaE nunca será: ainda hojePorque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã
NOTA: SLIDE - 18
III – Teoria e Possibilidade do Conhecimento.
Como foi dito anteriormente o pensamento filosófico PRÉ-SOCRÁTICO tinha como preocupação central a ORIGEM das coisas.
Essa preocupação é a PRINCIPAL MOTIVAÇÃO para o surgimento da FILOSOFIA na Grécia antiga.
TEORIA DO CONHECIMENTO:
OBJETIVO: Investigar as condições do conhecimento verdadeiro.
- É UMA REFLEXÃO FILOSÓFICA que Investiga as ORIGENS, POSSIBILIDADES, FUNDAMENTOS, EXTENSÃO e VALOR do Conhecimento.
Por isso existem muitas TEORIAS do conhecimento.
NOTA: SLIDE - 19
O SUJEITO E O OBJETO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO:
SUJEITO e OBJETO: ELEMENTOS BÁSICOS do conhecimento.
I - SUJEITO: o homem, nossa CONSCIÊNCIA, nossa MENTE. O ser racional que quer conhecer.
II – OBJETO: a REALIDADE, as COISAS, os FATOS, os FENÔMENOS com a qual convivemos.
CONDIÇÃO para que EXISTA conhecimento: A RELAÇÃO entre esses dois elementos.
Representação MENTAL do objeto pelo SUJEITO = Característica FUNDAMENTAL do conhecimento.
RESUMINDO: O sujeito apreende as características do OBJETO, formando uma IMAGEM mental.
NOTA: SLIDE - 20
A partir da IMAGEM MENTAL que construímos do OBJETO, entendemos e explicamos a realidade.
Portanto, CONHECER é REPRESENTAR o que é exterior à mente.
SEMPRE que necessário a MENTE TORNA PRESENTE diante de si a IMAGEM, a IDÉIA ou o CONCEITO de determinado objeto.
TIPOS DE OBJETOS:
MATERIAIS: aqueles que são acessíveis aos SENTIDOS;
IDEAL: os SÍMBOLOS matemáticos;
INSTUIDOS PELA FÉ: Deus;
CONSTRUIDOS PELA FANTASIA: Os heróis míticos.
NOTA: SLIDE - 21
ALGUNS EXEMPLOS:
I – FRUTO DO JATOBÁ;
II – COSMOVISÃO DE INDIVIDUOS INTERIORANOS OU DE REGIÕES BRASILEIRAS DIFERENTES;
III – AS DIFERENTES CULTURAS.
NOTA: SLIDE - 22
AS POSSIBILIDADES DO CONHECIMENTO:
O PROBLEMA:
- Existe um conhecimento verdadeiro?
- Podemos conhecer a verdade?
- Que CRITÉRIOS devo utilizar para saber se um conhecimento é verdadeiro ou não?
O CETICISMO – TESES BÁSICAS:
- Não existe possibilidade do homem conhecer a verdade.
- Como NÃO PODE conhecer, NADA pode afirmar.
- Os SENTIDOS e a RAZÃO, fontes teóricas do nosso conhecimentos, podem nos induzir a ERROS.
NOTA: SLIDE - 23
JUSTIFICATIVAS:
I - Os SENTIDOS – visão, audição, olfato, tato e paladar – não são fontes FIDEDIGNAS de conhecimento.
II – Opiniões CONTRADITÓRIAS sobre os mesmos assuntos demonstram os LIMITES de nossa racionalidade.
III – Não há conhecimento. De dois JUIZOS contraditórios, um é exatamente tão verdadeiro quanto o outro.
NOTA: SLIDE - 24
O DOGMATISMO – TESES BÁSICAS:
- Podemos conhecer TODA verdade;
- Conhecer a VERDADE é, um FATO INQUESTIONÁVEL;
- A REALIDADE (mundo) é tal qual percebemos através dos SENTIDOS;
OBSERVAÇÕES:
- A maioria das pessoas se relacionam do o MUNDO de forma DOGMÁTICA;
- Tudo é normal e nada questionam;
- Não conseguem PROBLEMATIZAR o mundo;
- Não PENSAM FILOSOFICAMENTE, pois não conseguem SUPERAR a forma SUPEFICIAL de se relacionar com a realidade.
NOTA: SLIDE - 25
O PROBLEMA DO CONHECIMENTO NA FILOSOFIA MODERNA:
PRINCIPAIS correntes filosóficas: EMPIRISMO e RACIONALISMO.
O EMPIRISMO – TESES BÁSICAS:
- Todas as nossas IDÉIAS procedem de nossa EXPERIÊNCIAS SENSORIAIS;
- John Locke – filósofo Inglês - e a TEORIA DA TÁBULA RASA;
- A TEORIA: Não trazemos nenhuma idéia ao nascermos. CONSTRUIMOS nossas IDÉIAS através da EXPERIÊNCIA e OBSERVAÇÃO dos dados sensoriais.
- NADA vem á MENTE sem antes ter passado pelos SENTIDOS;
Voltemos ao Exemplo do JATOBÁ:
NOTA: SLIDE - 26
O QUE É EXPERIÊNCIA NO SENTIDO EMPIRICO:
I – Caráter EXTERNO: as informações que RECEBEMOS através das SENSAÇÕES.
OBJETOS EXTERNOS: cores, sabores, odores, forma, etc.
II – Caráter INTERNO: realizada através da REFLEXÃO.
A REPRESENTAÇÃO Exercida SOBRE OS OBJETOS de nossas SENSAÇÕES: conhecer, lembrar, duvidar, querer, etc.
TESE: O Desenvolvimento e Evolução do PENSAMENTO humano = PROVA de que a EXPERIÊNCIA é FATOR DETERMINANTE na construção do conhecimento.
PROBLEMATIZAR: O QUE EXISTE DE FATO PARA O EMPIRISMO – AS IDÉIAS OU OS OBJETOS?
NOTA: SLIDE - 27
O RACIONALISMO: RATIO = RAZÃO
- Só podemos conhecer a VERDADE através da RAZÃO;
- O conhecimento VERDADEIRO possui validade UNIVERSAL;
- Todos os JUIZOS baseados na RAZÃO possuem necessidade LÓGICA e são UNIVERSAIS;
- OS PRINCIPIOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS são INATOS – já se encontram na mente humana ao nascermos.
PRINCIPIOS BÁSICOS DO RACIONALISMO:
- REJEIÇÃO do conhecimento baseado nos SENTIDOS;
- A RAZÃO é capaz de explicar a realidade;
- Existem idéias que independem da experiência sensível = IDÉIAS INATAS.
- ESTES SÃO OS PRINCIPIOS BÁSICOS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO ATUAL.
NOTA: SLIDE - 28
FILOSOFIA E CIÊNCIA
FILOSOFIA: uma disciplina do PENSAMENTO e uma FERRAMENTA para refletir sobre as questões humanas.
OBJETIVO DA FILOSOFIA:
- A PROBLEMATIZAÇÃO do MUNDO. “Mexer” com o que está quieto sem direcionamento IDEOLÓGICO específico.
CIENCIA: uma disciplina que constrói um conhecimento SISTEMÁTICO e seguro dos FENÔMENOS do mundo.
OBJETIVO DA CIÊNCIA:
- Compreender o MUNDO e CONTROLAR a natureza.
- A racionalidade humana como FUNDAMENTO do conhecimento.
NOTA: SLIDE - 29
RELAÇÃO ENTRE SENSO COMUM E CONHECIMENTO CIENTÍFICO
SENSO COMUM – ALGUMAS CARACTERÍSTICAS:
- Adquirido pela TRADIÇÃO;
- Herdado dos ANTEPASSADOS;
- CONJUNTO DE IDÉIAS que permite INTERPRETAR a realidade;
- Um corpo de VALORES que nos ajuda a AVALIAR, JULGAR e a AGIR no mundo.
- NÃO É REFLETIDO e se encontra MISTURADO a CRENÇAS e PRECONCEITOS.
UM CONHECIMENTO:
- Ingênuo = não CRITICO;
- Fragmentário = difuso, assistemático e as vezes incoerente;
- Conservador = resiste às mudanças.
NOTA: SLIDE - 30
O FATO CIENTÍFICO: Rubem Alves.
NOTA: SLIDE - 31
FILME: QUASE DEUSES
TESE: O conhecimento adquirido com a experiência cotidiana (SENSO COMUM) precisa de reconhecimento acadêmico para ser aceito como válido pela comunidade científica.
NOTA: SLIDE - 32
SENSO COMUM – BOM SENSO E IDEOLOGIA
DEFININDO IDEOLOGIA:
- As Ideologias e Preconceitos presentes na CULTURA exigem exame e análise critica – FILOSÓFICA.
NOTA: SLIDE - 33
SENSO COMUM
- Uma forma de se relacionar e CONHECER o Mundo;
- É uma espécie de GUIA que o homem comum UTILIZA na SOLUÇÃO dos PROBLEMAS do seu dia a dia;
EXEMPLOS: Marcela, Quebra Pedra, O nascimento e o pôr do Sol, o Trem em movimento, etc.
- Serve de INSTRUMENTO na busca diária pela sobrevivência.
EXEMPLOS:
- Tempo certo para PLANTAR e COLHER no interior;
- Tempo bom para o mar PESCAR;
- Não é um conhecimento INCORRETO ou ERRADO.
- Na CONSTRUÇÃO do conhecimento do SENSO COMUM, a OBSERVAÇÃO.
GERALMENTE É PONTO DE PARTIDA PARA TODO CONHECIMENTO CIENTÍFICO.
EXEMPLO RECENTE: Água com açúcar acalma as crianças com poucos dias de nascidas.
NOTA: SLIDE - 34
A Ciência visa o DOMINIO e CONTROLE da NATUREZA.
ASPECTOS IDEOLOGICOS:
- O conhecimento científico não é NEUTRO;
- Apesar do rigor os resultados não são INFALÍVEIS nem DEFINITIVOS;
- Depende do CONTEXTO Sócio-Político-Econômico-Cultural em que surge e é desenvolvido;
SOCIAL = O pesquisador e a sociedade;
POLÍTICO = Interesses da comunidade científica;
ECONÔMICO = Quem está investindo e com que finalidade;
CULTURAL = O que é permitido ou não na cultura local. Questões relacionadas á ÉTICA, MORAL e RELIGIÃO.
NOTA: SLIDE - 35
O MÉTODO E A QUESTÃO DOS PARADIGMAS
- O cientista é instigado por uma situação problema e guiado por algumas HIPOTESES preliminares;
OBSERVA fenômenos semelhantes;
CLASSIFICA-OS segundo suas características comuns;
Verifica a coerência e REGULARIDADES entre eles.
RESULTADO: A elaboração das leis da Ciência.
CARACTERÍSTICAS DAS LEIS CIENTÍFICAS:
- Devem ser capazes de descrever uma série de FENÔMENOS;
- Devem ser comprovadas através da OBSERVAÇÃO dos FATOS e da EXPERIMENTAÇÃO;
- Devem ser capazes de PREDIZER acontecimentos FUTUROS.
MÉTODO CIENTÍFICO:
- Conjunto de NORMAS PADRÃO que pautam as pesquisas.
- NORMA PADRÃO = PARADIGMA.
NOTA: SLIDE - 36
MITOS E CIÊNCIA:
NOTA: SLIDE - 37
FILME: O casamento de Romeu e Julieta.
O futebol como IDEOLOGIA.
Instrumento de massificação utilizado pelo poder dominante?
NOTA: SLIDE - 38
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A FILOSOFIA reflete sobre a AMBIGUIDADE DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO = Contribui para a melhoria da qualidade de vida do homem destruindo a NATUREZA.
QUESTIONANDO E REFLETINDO SOBRE:
- A ESPECIFICIDADE do conhecimento científico;
- As CONDIÇÕES e os LIMITES da atividade cientifica;
- O valor da CIÊNCIA para a humanidade.
AGRADECIMENTOS FINAIS.
Sensação
Sensação → Detecção de energia física do meio e codificação em sinais nervosos
Percepção → Seleção, organização e interpretação das sensações
→ Organizadas pelos significados q a mente impõe
→ Focaliza a atenção em mudanças informativas / novidade / sobrevivência
Ambos se misturam em um processo contínuo.
• Processamento de baixo para cima → análise da entrada das informações
• Processamento de cima para baixo → experiências e expectativas
Sensação → Obtenção de informações
• Limiares
a) Limiar absoluto → estimulação mínima necessária para detectar um estímulo específico (luz, som, pressão, dor, etc ...) em 50% das ocasiões.
→ varia de pessoa para pessoa e a depender da situação
b) Estimulação Subliminar → estímulos percebidos (algumas vezes, - de 50%) “abaixo” do limiar
→ processamento de informações sem consciência → estímulos breves
c) Limiares relativos → diferença mínima entre 2 estímulos em 50% das ocasiões. ↓
aumenta com > magnitude do estímulo
Adaptação Sensorial → Sensibilidade decrescente a um estímulo inalterado.
→ Com exposição constante a um estímulo, células nervosas disparam com menos freqüência
Percepção → Seleção, organização e interpretação das sensações
→ Organizadas pelos significados q a mente impõe
→ Focaliza a atenção em mudanças informativas / novidade / sobrevivência
Ambos se misturam em um processo contínuo.
• Processamento de baixo para cima → análise da entrada das informações
• Processamento de cima para baixo → experiências e expectativas
Sensação → Obtenção de informações
• Limiares
a) Limiar absoluto → estimulação mínima necessária para detectar um estímulo específico (luz, som, pressão, dor, etc ...) em 50% das ocasiões.
→ varia de pessoa para pessoa e a depender da situação
b) Estimulação Subliminar → estímulos percebidos (algumas vezes, - de 50%) “abaixo” do limiar
→ processamento de informações sem consciência → estímulos breves
c) Limiares relativos → diferença mínima entre 2 estímulos em 50% das ocasiões. ↓
aumenta com > magnitude do estímulo
Adaptação Sensorial → Sensibilidade decrescente a um estímulo inalterado.
→ Com exposição constante a um estímulo, células nervosas disparam com menos freqüência
Histologia
Histologia: Tecido conjuntivo
Classificação próprio (frouxo/areolar, denso, adiposo marrom e branco, reticular) embrionário (mucoso, mesenquimal) especializado (cartilagem, osso, sangue)
Matriz extracelular substância intercelular (fluido intersticial) fibras (colágeno, fibra reticular, fibras elásticas)
Células fixas (fibroblasto, adipócito, condroblasto, osteoblasto), célula amebóide
Tecido conjuntivo próprio >
O Tecido Conjuntivo Frouxo ou Tecido Conjuntivo Laxo (PT) é a parte do tecido conjuntivo que tem distribuição mais ampla pelo corpo, estando presente em praticamente todos os órgãos. É composta por células, fibras e pela substância intercelular.E possui as fibras, colagenas, elastica e reticular aproximadamente na mesma proporção.
O tecido conjuntivo denso é a parte do tecido conjuntivo caracterizado pela abundância de fibras colágenas, o que lhe dá grande resistência. A disposição dessas fibras é a característica primordial para a classifica-lo como fibroso ou tendinoso.
tecido adiposo ou tecido gordo é uma variedade do tecido conjuntivo,cujas células armazenam energia na forma de gordura.
Substância intercelular é uma matriz orgânica que preenche o espaço entre as células nos tecidos vivos.
colágeno PB ou colagénio PE é uma proteína de importância fundamental na constituição da matriz extracelular do tecido conjuntivo, sendo responsável por grande parte de suas propriedades físicas.
As fibras elásticas são formadas pela proteína elastina e por microfibrilhas de fibrilhina. São responsáveis pela elasticidade do tecido, prendendo a pele aos músculos subjacentes, por exemplo, nos pulmões e parede dos vasos sanguíneos.
O fibroblasto é a célula constituinte do tecido conjuntivo cuja função é sintetizar as fibras estruturais. Tem um citoplasma ramificado e rodeado de um núcleo elíptico contendo 1-2 nucléolos. Os fibroblastos activos podem ser reconhecidos pela abundante ocorrência de retículo endoplasmático. Amadurece, transformando-se em um fibrócito. É responsável pela biossíntese de colágeno do tipo 1. Produz substância intercelular e origina células de outros tecidos conjuntivos, são responsáveis pela regeneração.
Células adiposas ou adipócitos são células que armazenam lípidos e regulam a temperatura corporal.
São células que fazem parte do tecido adiposo, os adipócitos são responsáveis pelo armazenamento de gordura no corpo humano. Cada célula adiposa armazena determinada quantidade de gordura. São capazes de armazenar gorduras até dez vezes o seu tamanho. Quando é ultrapassado o limite de armazenamento de uma célula adiposa é criada uma nova célula no tecido adiposo. O tecido adiposo acompanha o desenvolvimento do ser humano durante toda a vida.
Um condroblasto é uma célula do tecido cartilaginoso, originária das células mesenquimais, que dará origem aos condrócitos.
Um condroblasto dá origem aos grupos isogênicos, que formarão até oito células de condrócitos.
Osteoblastos são as células responsáveis por sintetizar a parte orgânica (colágeno tipo I, proteoglicanas e glicoproteínas) da matriz óssea. Possuem a capacidade de concentrar fosfato de cálcio, participando ativamente da mineralização da matriz óssea. Localizam-se geralmente nas superfícies ósseas, lado a lado, num arranjo que lembra um tecido epitelial simples.
TECIDOS QUE FORMAM O ESQUELETO
O TECIDO ÓSSEO
O tecido ósseo possui um alto grau de rigidez e resistência à pressão. Por isso, suas principais funções estão relacionadas à proteção e à sustentação. Também funciona como alavanca e apoio para os músculos, aumentando a coordenação e a força do movimento proporcionado pela contração do tecido muscular.
Os ossos ainda são grandes armazenadores de substâncias, sobretudo de íons de cálcio e fosfato. Com o envelhecimento, o tecido adiposo também vai se acumulando dentro dos ossos longos, substituindo a medula vermelha que ali existia previamente.
A extrema rigidez do tecido ósseo é resultado da interação entre o componente orgânico e o componente mineral da matriz. A nutrição das células que se localizam dentro da matriz é feita por canais. No tecido ósseo, destacam-se os seguintes tipos celulares típicos:
Osteócitos: os osteócitos estão localizados em cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea. Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras lacunas, tornando assim a difusão de nutrientes possível graças à comunicação entre os osteócitos. Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea.
Osteoblastos: os osteoblastos sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de cálcio, participando da mineralização da matriz. Durante a alta atividade sintética, os osteoblastos destacam-se por apresentar muita basofilia (afinidade por corantes básicos). Possuem sistema de comunicação intercelular semelhante ao existente entre os osteócitos. Os osteócitos inclusive originam-se de osteoblastos, quando estes são envolvidos completamente por matriz óssea. Então, sua síntese protéica diminui e o seu citoplasma torna-se menos basófilo.
Osteoclastos: os osteoclastos participam dos processos de absorção e remodelação do tecido ósseo. São células gigantes e multinucleadas, extensamente ramificadas, derivadas de monócitos que atravessam os capilares sangüíneos. Nos osteoclastos jovens, o citoplasma apresenta uma leve basofilia que vai progressivamente diminuindo com o amadurecimento da célula, até que o citoplasma finalmente se torna acidófilo (com afinidade por corantes ácidos). Dilatações dos osteoclastos, através da sua ação enzimática, escavam a matriz óssea, formando depressões conhecidas como lacunas de Howship.
Matriz óssea: a matriz óssea é composta por uma parte orgânica (já mencionada anteriormente) e uma parte inorgânica cuja composição é dada basicamente por íons fosfato e cálcio formando cristais de hidroxiapatita. A matriz orgânica, quando o osso se apresenta descalcificado, cora-se com os corantes específicos do colágeno (pois ela é composta por 95% de colágeno tipo I).
A classificação baseada no critério histológico admite apenas duas variantes de tecido ósseo: o tecido ósseo compacto ou denso e o tecido ósseo esponjoso ou lacunar ou reticulado. Essas variedades apresentam o mesmo tipo de célula e de substância intercelular, diferindo entre si apenas na disposição de seus elementos e na quantidade de espaços medulares. O tecido ósseo esponjoso apresenta espaços medulares mais amplos, sendo formado por várias trabéculas, que dão aspecto poroso ao tecido. O tecido ósseo compacto praticamente não apresenta espaços medulares, existindo, no entanto, além dos canalículos, um conjunto de canais que são percorridos por nervos e vasos sangüíneos: canais de Volkmann e canais de Havers. Por ser uma estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de regeneração.
Os canais de Volkmann partem da superfície do osso (interna ou externa), possuindo uma trajetória perpendicular em relação ao eixo maior do osso. Esses canais comunicam-se com os canais de Havers, que percorrem o osso longitudinalmente e que podem comunicar-se por projeções laterais. Ao redor de cada canal de Havers, pode-se observar várias lamelas concêntricas de substância intercelular e de células ósseas. Cada conjunto deste, formado pelo canal central de Havers e por lamelas concêntricas é denominado sistema de Havers ou sistema haversiano. Os canais de Volkmann não apresentam lamelas concêntricas. Tecido ósseo compacto
Tecido ósseo esponjoso
Os tecidos ósseos descritos são os tecidos mais abundantes dos ossos (órgãos): externamente temos uma camada de tecido ósseo compacto e internamente, de tecido ósseo esponjoso. Os ossos são revestidos externa e internamente por membranas denominadas periósteo e endósteo, respectivamente. Ambas as membranas são vascularizadas e suas células transformam-se em osteoblastos. Portanto, são importantes na nutrição e oxigenação das células do tecido ósseo e como fonte de osteoblastos para o crescimento dos ossos e reparação das fraturas. Além disto, nas regiões articulares encontramos as cartilagens fibrosas. Por ser uma estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de regeneração.
No interior dos ossos está a medula óssea, que pode ser:
4 vermelha: formadora de células do sangue e plaquetas (tecido reticular ou hematopoiético): constituída por células reticulares associadas a fibras reticulares.
4 amarela: constituída por tecido adiposo (não produz células do sangue).
No recém-nascido, toda a medula óssea é vermelha. Já no adulto, a medula vermelha fica restrita aos ossos chatos do corpo (esterno, costelas, ossos do crânio), às vértebras e às epífises do fêmur e do úmero (ossos longos). Com o passar dos anos, a medula óssea vermelha presente no fêmur e no úmero transforma-se em amarela.
Tecido Ósseo
O Tecido Ósseo, é originário de é um tecido embrionário chamado mesênquima que é caracterizado por possuir células com prolongamentos citoplasmáticos, mergulhadas em abundante substância intercelular amorfa e pouco viscosa. É tecido conjuntivo composto de células, derivadas do folheto embrionário médio ou mesoderma, e classicamente, está dividido em:
Tecido Conjuntivo Propriamente Dito
Tecido Conjuntivo de Propriedades Especiais:
Tecido Adiposo,
Tecido Elástico,
Tecido Hematopoético,
Tecido Mucoso.
Tecido Cartilaginoso
Tecido Ósseo
O tecido ósseo é um tecido conjuntivo dos mais resistentes e rígidos do nosso corpo. Constituinte principal do esqueleto, serve de suporte para partes moles, protege os órgãos vitais, aloja a medula óssea, além de proporcionar apoio aos músculos esqueléticos para a movimentação do organismo.
O osso é uma estrutura dinâmica, continuamente renovada e reconstruída, sendo também, sensível a influências metabólicas, nutricionais e endócrinas.
Duas formas do osso são distinguíveis a olho nu: O esponjoso e o compacto.
O primeiro é constituído por uma trama de espículas ósseas ramificadas (trabéculas), que delimitam um sistema intercomunicante ocupado pela medula óssea.
O osso compacto aparece como estrutura sólida e contínua. Na região de junção observa-se uma gradual substituição de uma forma por outra, sem existir uma delimitação nítida.
Nos organismos em crescimento, as extremidades dos ossos longos, são chamadas de epífises, sendo separadas do restante do osso denominado de diáfise (corpo ósseo), por um disco cartilaginoso disco epifisário.
A cartilagem epifisária e o osso esponjoso adjacente constituem a zona de crescimento e, é por aí, que ocorre todo o aumento no comprimento ósseo (aumento da estatura).
Formação de um osso longo, tendo como exemplo o úmero. Corte longitudinal: As linhas de crescimento sinostosadas (linhas epifisárias) são ainda dificilmente visiveis
Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br
Os ossos são revestidos externamente pelo periósteo, uma membrana de tecido conjuntivo que possue duas camadas. A primeira, externa e densa, muito fibrosa e que confere uma certa resistência óssea aos impactos e, outra, mais interna e vascular.
O tecido ósseo é uma verdadeira grade de sustentação, onde fibras colágenas fazem uma armação sendo esta, uma das responsáveis pela resistência deste tecido.
Não há revestimento de periósteo nas extremidades dos ossos longos. São estas extremidades recobertas por cartilagem hialina, cuja finalidade é permitir a união por justaposição de osso a osso, diminuindo com isso, os atritos, quando da movimentação.
O tecido conjuntivo do periósteo é nutrido por vasos sanguíneos que se ramificam e penetram nos ossos através de canais encontrados na matriz óssea. São eles responsáveis pela nutrição das células ósseas.
O osso é um tecido vivo em constante metabolismo e, constituído por células (osteócitos, osteoblastos e osteoclastos), fibras colágenas e substância fundamental.
Do equilíbrio entre a atividade destas células é que resulta o processo de destruição e remodelação óssea.
OSTEOBLASTO – são os osteoblastos células típicas do tecido conjuntivo, oriundos de uma célula primitiva (célula mesenquimal indiferenciada). Sua função básica é a de síntese (formação) do tecido ósseo. Sintetizam elas o pró-colageno tipo I, as proteínas da matrix extracelular, a fosfatase alcalina e a osteocalcina, sendo que já foram identificados nestas células, receptores para estrógeno, progesterona, glicocorticóides, testosterona, estradiol e a Vitamina D3 explicando, com isso, as influências das concentrações destes elementos na formação óssea.
Fonte: www.logic.com.br/prof.cynara
OSTEOCLASTO – são os Osteoclastos células originárias do tecido hematopoiético, sendo derivadas de colônias de células formadoras de macrófagos. Sua função básica é a de reabsorção óssea. É o Osteoclasto uma célula que apresenta uma borda irregular que aumenta a sua superfície de contato, aderindo-se assim à área em que será realizada a reabsorção óssea.
Fonte: www.virtual.epm.br
OSTEÓCITO – são os Osteócitos as células mais abundantes do tecido ósseo, sendo células quiescentes derivadas do osteoblasto que, uma vez terminado o seu trabalho de síntese, se recobrem de um conteúdo mineral e se situam em cavidades (lacunas). Possuem eles prolongamentos citoplasmáticos, fazendo uma verdadeira rede de comunicação com outros osteócitos através de canalículos, que se anastomosam com os canalículos das lacunas vizinhas. São estas células as responsáveis pela manutenção do tecido ósseo vivo, uma vez que detectam as alterações físicas químicas deste tecido recrutando, a seguir, osteoclastos e osteoblastos para as funções de síntese e reabsorção.
Para que haja a integridade do tecido ósseo é necessário que haja um equilíbrio entre a formação e a destruição existindo, desta forma um equilíbrio entre a atividade dinâmica osteoblasto/osteoclasto.
Fonte: www.virtual.epm.br
Dentro do processo de crescimento do esqueleto podemos considerar duas fases distintas. A primeira, denominada modelação óssea ou etapa de crescimento, onde a atividade osteoblastica é mais intensa; será a base do crescimento ósseo longitudinal e persistindo até a adolescência.
A segunda, denominada fase de remodelação, que permanecerá por toda a vida e que requer um equilíbrio entre a fase de formação e destruição dando, como resultado, uma renovação da micro arquitetura óssea. Qualquer desequilíbrio nesta fase será responsável pela alteração da resistência óssea, fato este que ocorre em diversas condições patológicas como a osteoporose pós menopausa, onde a atividade osteoclastica é mais intensa.
Composição do tecido ósseo
É o osso composto por uma fração inorgânica e outra orgânica. A fração inorgânica ou não protéica representa cerca de 50% do peso da matriz óssea sendo composta, principalmente, por íons de fosfato e cálcio. Outros íons como bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato também estão presentes, porém, em pequenas quantidades.
O cálcio e fosfato estão depositados no tecido ósseo sob a forma de cristais que, aos estudos de difração ao Raio X mostram ter a estrutura da Hidroxiapatita. Estes cristais se alojam ao longo das fibras colágenas e são envolvidos por uma substância fundamental amorfa.
A parte orgânica da matriz óssea é formada por fibras colágenas representando (95%) de toda a matrix e sendo responsável pela capacidade plástica do osso.
A associação de hidroxiapatita (parte inorgânica) com as fibras colágenas (parte orgânica) é responsável pela dureza e resistência características do tecido ósseo.
A manutenção dos níveis normais de cálcio sanguíneo depende das ações de dois hormônios, que agem antagônicamente no osso: O Paratormônio, que provoca a mobilização do cálcio através de uma reabsorção óssea, enquanto que a Calcitonina age suprimindo a mobilização do cálcio do osso.
Durante o período de menopausa entram em jogo outros fatores, sendo que o papel do estrógeno é fundamental. Estudos realizados em vitro demonstraram a existência de receptores para estrógenos tanto ao nível dos osteoblastos, quanto dos osteoclastos. Atuam eles tanto no mecanismo de morte celular (apoptose osteoclastica) quanto nos processos de absorção de cálcio pelo intestino, quanto na reabsorção tubular renal deste íon.
O tecido muscular é uma parte do corpo humano e é caracterizado pela sua contratibilidade, ou seja, pela capacidade de se contrair segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP (molécula orgânica responsável pelo armazenamento de energia nas suas ligações químicas); e pela sua excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um estímulo nervoso.
As células desse tecido são de origem mesodérmica, sendo que a sua diferenciação se dá através da síntese de proteínas específicas com uma organização determinada, tais como os diferentes tipos de actinas, miosinas e proteínas motoras filamentosas.
Os tecidos musculares são diferenciados pelas suas características morfo-funcionais. Existem três tipos principais de tecidos musculares:
O tecido muscular é uma parte do corpo humano e é caracterizado pela sua contratibilidade, ou seja, pela capacidade de se contrair segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP (molécula orgânica responsável pelo armazenamento de energia nas suas ligações químicas); e pela sua excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um estímulo nervoso.
As células desse tecido são de origem mesodérmica, sendo que a sua diferenciação se dá através da síntese de proteínas específicas com uma organização determinada, tais como os diferentes tipos de actinas, miosinas e proteínas motoras filamentosas.
Os tecidos musculares são diferenciados pelas suas características morfo-funcionais. Existem três tipos principais de tecidos musculares:
O tecido muscular, originado do mesoderma (folheto embrionário), constitui os músculos, está relacionado ao mecanismo de locomoção e ao processo de movimentação de substâncias internas do corpo, decorrente à capacidade contrátil das fibras musculares em resposta a estímulos nervosos, utilizando energia fornecida pela degradação da molécula de ATP.
As células desse tecido são caracterizadas pelo seu formato alongado, uma especialização é a função de contração e distensão das fibras musculares, formada por numerosos filamentos protéicos de actina (miofilamentos finos) e miosina (miofilamentos grossos).
O grau de contração muscular segue a princípio dois fatores: o primeiro relacionado à intensidade do estímulo e o segundo à quantidade de fibras estimuladas.
Dessa forma, somente ocorrerá contração quando o estímulo nervoso tiver intensidade suficiente para desencadear em um número significativo de fibras, uma ação de contração mediada por substâncias neurotransmissoras, emitidas nas sinapses neuromusculares (contato neurônio músculo), sinalizando o deslizamento dos miofilamentos finos sobre os grossos.
Classificação dos tecidos musculares:
Há três tipos de tecidos musculares: tecido muscular liso, tecido muscular estriado esquelético e tecido estriado cardíaco, cada um com suas particularidades.
- Musculatura lisa (necessariamente com contração involuntária, independente da vontade do indivíduo): formada por células mononucleadas com estrias longitudinais. É presente nos órgãos vicerais internos (esôfago, intestino, vasos sangüíneos e útero), responsável pelo peristaltismo.
- Musculatura estriada esquelética (contração voluntária, dependente da vontade do indivíduo): formada por células multinucleadas com estrias longitudinais e transversais. Forma os músculos, órgãos ligados à estrutura óssea, permitindo a movimentação do corpo.
- Musculatura estriada cardíaca (contração involuntária): constitui as células binucleadas do miocárdio (musculatura do coração), unidas por discos intercalares que aumentam a adesão entre as células. Fator importante para uma contração rítmica e vigorosa, mantendo a circulação do sangue no corpo.
Um aspecto interessante com relação às fibras musculares estriadas, ocorre em ocasião ao estado parcial de contratibilidade passiva, da ordem de milionésimos de segundos alternado entre as fibras musculares. Processo que estabelece uma situação contínua para o tônus muscular (diferente de definição muscular), auxiliando na estabilidade e postura corporal.
Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola
Fundamentos Teóricos
O tecido muscular é responsável pela locomoção e pelos movimentos de várias partes do corpo.
Esta função é realizada por células especializadas chamadas fibras musculares, as quais se contraem sob estimulação apropriada.
Este sistema tem a capacidade de transformar energia química em mecânica através da quebra enzimática do ATP.
No corpo dos vertebrados há três tipos de músculo, cuja classificação é baseada no aspecto e localização de seus constituintes celulares: liso, esquelético e cardíaco.
Os três tipos são constituídos por células assimétricas, ou fibras, com o longo eixo disposto em direção ao movimento.
MÚSCULO LISO
As fibras musculares lisas maduras são fusiformes, apresentam um único núcleo de forma ovóide e localizado centralmente na célula.
O músculo liso tem origem mesenquimal e é tambem conhecido como músculo involuntário.
É encontrado nas paredes de vísceras ocas, paredes dos vasos sanguíneos, grandes ductos de glândulas salivares compostas, vias aéreas e em pequenos feixes na derme.
O sarcoplasma nos polos nucleares contém muitas mitocôndrias, moderada quantidade de RER, um bem desenvolvido complexo de Golgi e inclusões do tipo glicogênio.
Cada fibra produz sua própria lâmina externa que consiste de material rico em proteoglicanas e colágeno do tipo III.
Apresenta tambem, uma extensa rede de filamentos delgados e espessos entrelaçados.
Os filamentos delgados são compostos por actina (com sua tropomiosina associada, porem sem troponina) e estão ancorados em corpos densos contendo ?-actinina associados à membrana plasmática, enquanto os filamentos espessos são compostos por miosina.
Os filamentos correm, principalmente, de forma paralela ao longo eixo das fibras musculares, porem eles se sobrepõem em vários graus e se aderem uns aos outros fusionando-se às suas bainhas endomisiais. As bainhas são interrompidas por muitas junções do tipo gap, as quais transmitem as correntes iônicas que iniciam a contração.
A proporção entre filamentos delgados e espessos no músculo liso é de cerca de 12:1. Logo abaixo da membrana celular encontram-se estruturas denominadas cavéolas, que podem representar um esparso retículo sarcoplasmático. Essas vesículas podem ser importantes na liberação e seqüestro de íons calcio.
O mecanismo de contração do músculo liso é uma modificação do mecanismo dos filamentos deslizantes. No início da contração, os filamentos de miosina aparecem e os de actina são puxados em direção e por entre eles.
O deslizamento dos filamentos de actina aproxima os corpos densos levando ao encurtamento da célula. As fibras musculares individuais podem sofrer contrações peristálticas parciais.
Durante o relaxamento, os filamentos de miosina diminuem em número, desintegrando-se em componentes citoplasmáticos solúveis. As fibras musculares lisas são capazes de contração espontânea que pode ser modulada pela inervação autônoma.
Ambas as terminações nervosas, simpática e parassimpática, estão presentes e exercem efeitos antagônicos. Em alguns órgãos, a atividade contrátil é aumentada pelos nervos colinérgicos e diminuída pelos nervos adrenérgicos, enquanto em outras ocorre o oposto.
MÚSCULO ESQUELÉTICO
A unidade do músculo esquelético é a fibra muscular, uma célula cilíndrica, Multinucleada, não ramificada e de origem mesenquimal.
Os núcleos achatados e localizados perifericamente, dispõem-se logo abaixo do sarcolema; a maior parte das organelas e do sarcoplasma localizam-se próximos aos pólos nucleares. O sarcoplasma contém muitas mitocôndrias, grânulos de glicogênio e uma proteína ligadora de oxigênio chamada mioglobina. As fibras musculares maduras não se dividem.
Os músculos esqueléticos apresentam, além das fibras, um tecido conjuntivo de sustentação organizado sob a forma de epimísio, perimísio e endomísio.
O tecido conjuntivo transmite a força de contração, contém fibras nervosas, vasos sanguíneos, linfáticos e são responsáveis pela nutrição das fibras musculares, que se dá por processo de difusão.
Com a microscopia de luz, o músculo esquelético exibe bandas de coloração claras e escuras, alternadas, que correm perpendicularmente ao longo eixo da fibra.
As bandas escuras são conhecidas como Bandas A (anisotrópicas pela luz polarizada) e as bandas claras como Bandas I (isotrópicas pela luz polarizada). O centro de cada banda A é ocupada por uma área pálida conhecida como Banda H, a qual é cortada por uma delgada Linha M. Cada banda I é cortada por uma linha escura chamada de Linha Z. A região da miofibrila entre duas linhas Z sucessivas, conhecida por sarcômero, apresenta 2,5 ?m de comprimento e é considerada como sendo a unidade contrátil das fibras musculares esqueléticas.
Ao nível de microscopia eletrônica, o sarcolema se continua no interior da fibra muscular esquelética por meio de numerosos túbulos T (túbulos transversos), que são longas invaginações tubulares que se interpõem pelas miofibrilas.
Os túbulos T atravessam transversalmente a fibra e localizam-se, em mamíferos, especificamente entre as bandas A e I. Estes túbulos ramificam-se e anastomosam-se mas, geralmente, permanecem num único plano. Assim, cada sarcômero possui dois conjuntos de Túbulos T. Associados a este sistema de túbulos T, está o retículo sarcoplasmático, o qual é mantido em íntimo contato com as bandas A e I como também, com os túbulos T.
Esta estrutura armazena o cálcio intracelular, forma uma rede em torno de cada miofibrila e se dispõe sob a forma de cisternas terminais dilatadas a cada junção A-I.
Assim, duas dessas cisternas estão sempre em íntima aposição a um túbulo T, formando uma tríade, no qual o túbulo T é flanqueado por duas cisternas.
A organização da fibra muscular esquelética mostra filamentos contráteis dispostos longitudinalmente (miofilamentos) que são de dois tipos distintos. Os filamentos delgados contém actina juntamente com troponina e tropomiosina.
Estas últimas, são proteínas que medeiam a regulação da contração por meio dos íons Ca2+. O principal componente do filamento delgado é a actina F, um polímero da actina G. Cada filamento delgado contém dois filamentos de actina F dispostos em dupla hélice.
A tropomiosina é uma longa cadeia polipeptídica enrolada sob a forma de dupla hélice que se localiza nos sulcos da dupla hélice de actina a cada intervalo de sete monômeros de actina G.
A troponina é um complexo de três proteínas globulares: TnT (troponina T), une cada complexo a um sítio específico na molécula de tropomiosina; TnC (troponina C) liga íons cálcio e TnI (troponina I) que inibe a interação entre filamentos delgados e espessos.
Os filamentos espessos contém miosina. A molécula de miosina é formada por uma longa cadeia polipeptídica com a forma de um taco de golfe. Quando tratada pela papaina (uma enzima proteolítica), a molécula de miosina é clivada em 2 peças num local próximo à sua cabeça.
A peça que contém a maior parte do bastão é chamada de meromiosina leve; a cabeça e parte do bastão a ela associado é conhecido por meromiosina pesada. A porção da cabeça da meromiosina pesada tem um sítio de ligação ao ATP e um sítio de ligação à actina, ambos necessários para o processo de contração.
O mecanismo de contração, de acordo com a hipótese dos filamentos deslizantes, é iniciada quando o impulso nervoso é carreado ao longo do axônio do neurônio motor pela chegada do impulso nervoso e a conseqüente despolarização da membrana pré-sináptica, que causa a fusão das vesículas sinápticas com a membrana pré-sináptica e exocitose da acetilcolina na fenda sináptica.
A acetilcolina se liga aos seus receptores na membrana pós-sináptica, provocando a despolarização do sarcolema, dos túbulos T e do retículo sarcoplasmático.
Esses eventos provocam a liberação de Ca2+ do retículo sarcoplasmático para o sarcoplasma em torno das miofibrilas. O Ca2+ liga-se à subunidade TnC da troponina modificando sua conformação.
A mudança conformacional na troponina aprofunda a tropomiosima no sulco da actina e libera o seu sítio ativo.
O ATP presente na cabeça da miosina é hidrolizado em ADP e Pi. O Pi é liberado, resultando não somente no aumento da força de ligação entre actina e miosina, mas também na alteração conformacional da cabeça de miosina.
O ADP é também liberado e o filamento delgado é puxado em direção ao centro do sarcômero (fôrça de contração). Uma nova molécula de ATP se liga à cabeça de miosina levando a uma liberação da ponte entre actina e miosina.
SISTEMA MUSCULAR
O tecido muscular é de origem mesodérmica, sendo caracterizado pela propriedade de contração e distensão de suas células, o que determina a movimentação dos membros e das vísceras. Há basicamente três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.
Músculo liso: o músculo involuntário localiza-se na pele, órgãos internos, aparelho reprodutor, grandes vasos sangüíneos e aparelho excretor. O estímulo para a contração dos músculos lisos é mediado pelo sistema nervoso vegetativo.
Músculo estriado esquelético: é inervado pelo sistema nervoso central e, como este se encontra em parte sob controle consciente, chama-se músculo voluntário. As contrações do músculo esquelético permitem os movimentos dos diversos ossos e cartilagens do esqueleto.
Músculo cardíaco: este tipo de tecido muscular forma a maior parte do coração dos vertebrados. O músculo cardíaco carece de controle voluntário. É inervado pelo sistema nervoso vegetativo.
Estriado esquelético
Miócitos longos, multinucleados (núcleos periféricos).
Miofilamentos organizam-se em estrias longitudinais e transversais.
Contração rápida e voluntária
Estriado cardíaco
Miócitos estriados com um ou dois núcleos centrais.
Células alongadas, irregularmente ramificadas, que se unem por estruturas especiais: discos intercalares.
Contração involuntária, vigorosa e rítmica.
Liso
Miócitos alongados, mononucleados e sem estrias transversais.
Contração involuntária e lenta.
Musculatura Esquelética
O sistema muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo, formando o que se chama popularmente de carne. Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos, sendo responsável pela movimentação corporal.
Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo, o perimísio, que manda septos para o interior do músculo, septos dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas. O músculo fica assim dividido em feixes (primários, secundários, terciários). O revestimento dos feixes menores (primários), chamado endomísio, manda para o interior do músculo membranas delgadíssimas que envolvem cada uma das fibras musculares. A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou prismática, longa, de 3 a 12 centímetros; o seu diâmetro é infinitamente menor, variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro), tendo um aspecto de filamento fusiforme. No seu interior notam-se muitos núcleos, de modo que se tem a idéia de ser a fibra constituída por várias células que perderam os seus limites, fundindo-se umas com as outras. Dessa forma, podemos dizer que um músculo esquelético é um pacote formado por longas fibras, que percorrem o músculo de ponta a ponta.
No citoplasma da fibra muscular esquelética há muitas miofibrilas contráteis, constituídas por filamentos compostos por dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina. Filamentos de actina e miosina dispostos regularmente originam um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais alternadas, claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são por isso chamados músculos estriados.
Em torno do conjunto de miofibrilas de uma fibra muscular esquelética situa-se o retículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso), especializado no armazenamento de íons cálcio.
As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu comprimento, denominadas sarcômeros. A distribuição dos filamentos de actina e miosina varia ao longo do sarcômero. As faixas mais extremas e mais claras do sarcômero, chamadas banda I, contêm apenas filamentos de actina. Dentro da banda I existe uma linha que se cora mais intensamente, denominada linha Z, que corresponde a várias uniões entre dois filamentos de actina. A faixa central, mais escura, é chamada banda A, cujas extremidades são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos. Dentro da banda A existe uma região mediana mais clara – a banda H – que contém apenas miosina. Um sarcômero compreende o segmento entre duas linhas Z consecutivas e é a unidade contrátil da fibra muscular, pois é a menor porção da fibra muscular com capacidade de contração e distensão.
1- Bandas escuras (anisotrópicas – banda A).
2- Faixas claras (isotrópicas – banda I, com linha Z central).
3- Núcleos periféricos.
Contração: ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina c sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.
A contração do músculo esquelético é voluntária e ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina. Nas pontas dos filamentos de miosina existem pequenas projeções, capazes de formar ligações com certos sítios dos filamentos de actina, quando o músculo é estimulado. Essas projeções de miosina puxam os filamentos de actina, forçando-os a deslizar sobre os filamentos de miosina. Isso leva ao encurtamento das miofibrilas e à contração muscular. Durante a contração muscular, o sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.
Constatou-se, através de microscopia eletrônica, que o sarcolema (membrana plasmática) da fibra muscular sofre invaginações, formando túbulos anastomosados que envolvem cada conjunto de miofibrilas. Essa rede foi denominada sistema T, pois as invaginações são perpendiculares as miofibrilas. Esse sistema é responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular estriada esquelética, não ocorrendo nas fibras lisas e sendo reduzido nas fibras cardíacas.
A química da contração muscular
O estímulo para a contração muscular é geralmente um impulso nervoso, que chega à fibra muscular através de um nervo. O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras musculares (sarcolema) e atinge o retículo sarcoplasmático, fazendo com que o cálcio ali armazenado seja liberado no hialoplasma. Ao entrar em contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite que esta se ligue à miosina, iniciando a contração muscular. Assim que cessa o estímulo, o cálcio é imediatamente rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático, o que faz cessar a contração.
A energia para a contração muscular é suprida por moléculas de ATP produzidas durante a respiração celular. O ATP atua tanto na ligação da miosina à actina quanto em sua separação, que ocorre durante o relaxamento muscular. Quando falta ATP, a miosina mantém-se unida à actina, causando enrijecimento muscular. É o que acontece após a morte, produzindo-se o estado de rigidez cadavérica (rigor mortis).
A quantidade de ATP presente na célula muscular é suficiente para suprir apenas alguns segundos de atividade muscular intensa. A principal reserva de energia nas células musculares é uma substância denominada fosfato de creatina (fosfocreatina ou creatina-fosfato). Dessa forma, podemos resumir que a energia é inicialmente fornecida pela respiração celular é armazenada como fosfocreatina (principalmente) e na forma de ATP. Quando a fibra muscular necessita de energia para manter a contração, grupos fosfatos ricos em energia são transferidos da fosfocreatina para o ADP, que se transforma em ATP. Quando o trabalho muscular é intenso, as células musculares repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina pela intensificação da respiração celular. Para isso utilizam o glicogênio armazenado no citoplasma das fibras musculares como combustível.
Uma teoria simplificada admite que, ao receber um estímulo nervoso, a fibra muscular mostra, em seqüência, os seguintes eventos:
1. O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca++ e Mg++ para o citoplasma.
2. Em presença desses dois íons, a miosina adquire uma propriedade ATP ásica, isto é, desdobra o ATP, liberando a energia de um radical fosfato:
3. A energia liberada provoca o deslizamento da actina entre os filamentos de miosina, caracterizando o encurtamento das miofibrilas.
Homeostase (ou Homeostasia) é a propriedade de um sistema aberto, seres vivos especialmente, de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação interrelacionados.
O termo foi cunhado em 1932 por Walter Bradford Cannon a partir do grego homeo similar ou igual, stasis estático.
Índice
[esconder]
1 Generalidades
1.1 Propriedades da homeostase
1.2 Mecanismos de homeostase: feedback
2 Homeostase ecológica
3 Homeostase biológica
4 Homeostase no corpo humano
4.1 Exemplos
5 Outras áreas
6 Ver também
[editar] Generalidades
O uso mais frequente do termo refere-se à homeostase biológica. A sobrevivência de organismos vivos requer um meio interno homeostático; muitos ambientalistas acreditam que este princípio também se aplica ao meio externo. Um grande número de sistemas ecológicos, biológicos e sociais são homeostáticos, mantêm o equilíbrio contrariando qualquer mudança, e caso não sejam bem sucedidos em repor o equilíbrio, isso pode conduzir à interrupção do funcionamento do sistema.
Sistemas complexos, como por exemplo o corpo humano, precisam de homeostase para manter a estabilidade e sobreviver. Mais do que apenas sobreviver, estes sistemas devem ter a capacidade de se adaptar ao seu ambiente externo.
[editar] Propriedades da homeostase
Os sistemas homeostáticos exibem certas propriedades:
São extremamente estáveis;
Toda a sua organização, interna, estrutural e funcional, contribui para a manutenção do equilíbrio.
São imprevisíveis (o resultado de uma determinada acção pode mesmo ser o oposto do esperado).
Seguem-se alguns dos mais importantes exemplos de homeostase em mamíferos:
A regulação da quantidade de água e minerais no corpo, conhecida como osmorregulação. Tem lugar principalmente nos rins.
A remoção de resíduos metabólicos, conhecida como excreção. Tem lugar em órgãos excretórios como os rins e os pulmões.
A regulação da temperatura corporal, realizada principalmente pela pele e pela circulação sanguínea.
A regulação dos níveis de glicose no sangue, realizada principalmente pelo fígado e pela insulina segregada pelo pâncreas.Estado de equilibrio no corpo.
[editar] Mecanismos de homeostase: feedback
Ver: Feedback
Quando ocorre a mudança duma variável, o sistema pode reagir segundo dois tipos de feedback:
O feedback negativo é a reação pela qual o sistema responde de modo a reverter a direção da mudança. Dando tender a manter estáveis as variáveis, permite a manutenção da homeostase. Por exemplo, quando a concentração corporal de dióxido de carbono aumenta, os pulmões são estimulados a aumentar a sua atividade e expelir mais dióxido de carbono. A termorregulação é outro exemplo de feedback negativo. Quando a temperatura corporal sobe, ou desce, receptores na pele e no hipotálamo sentem a alteração, despoletando uma ordem no cérebro que dá início a uma reação no sentido de gerar ou libertar calor, conforme seja o caso.
No feedback positivo, a resposta amplifica a mudança da variável. Isto tem um efeito destabilizador, pelo que não contribui para a homeostase. O feedback positivo é menos comum nos sistemas naturais do que o feedback negativo, mas tem as suas aplicações. Por exemplo, nos nervos, um potencial elétrico limite despoleta a geração de um potencial de ação muito mais elevado. (Ver também ponto de equilíbrio.) Outros eventos de feedback positivo são a coagulação do sangue e vários eventos na gestação.
[editar] Homeostase ecológica
Na sua hipótese de Gaia, James Lovelock afirma que toda a massa de matéria viva da Terra, ou de qualquer outro planeta com vida, funciona como um vasto organismo que activamente modifica o seu planeta para produzir o ambiente que melhor serve as suas necessidades. Sob este ponto de vista, o planeta inteiro mantém homeostase. Se um sistema deste tipo ocorre ou não na Terra é ainda assunto de debate. Contudo, alguns mecanismos homeostáticos relativamente simples são aceites na generalidade. Por exemplo, quando os níveis atmosféricos de dióxido de carbono sobem, as plantas crescem mais e removem dióxido de carbono da atmosfera. Quando a luz solar é intensa e a temperatura atmosférica sobe, o fitoplâncton da superfície oceânica prolifera e produz mais dimetilo de enxofre, que age como núcleo de condensação de nuvens conduzindo à produção de mais nuvens, ao aumento do albedo do planeta e à redução da temperatura atmosférica.[carece de fontes?]
[editar] Homeostase biológica
A homeostase é uma das características fundamentais dos seres vivos. É a manutenção do ambiente interno dentro de limites toleráveis.
O ambiente interno dum organismo vivo consiste basicamente nos seus fluidos corporais. Estes incluem o plasma sangüíneo, a linfa, e vários outros fluidos inter- e intracelulares. A manutenção de condições estáveis nestes fluidos é essencial para os seres vivos, uma vez que a ausência de tais condições é prejudicial ao material genético.
No que respeita a um dado parâmetro, um dado organismo pode ser conformista ou regulador. Os reguladores tentam manter o parâmetro a um nível constante, independentemente da sua variação no ambiente externo. Os conformistas permitem que o ambiente externo determine o parâmetro. Por exemplo, os animais endotérmicos mantêm uma temperatura corporal constante, enquanto que os animais ectotérmicos exibem uma grande variação deste parâmetro.
Isto não quer dizer que os conformistas não tenham adaptações que lhes permitam exercer algum controle sobre o parâmetro em questão. Por exemplo, é frequente de manhã observar répteis sobre pedras aquecidas pelo sol a fim de elevar a sua temperatura corporal.
Uma vantagem da regulação homeostática é permitir um funcionamento mais eficiente do organismo. Por exemplo, os animais ectotérmicos tendem a ficar letárgicos a baixas temperaturas, enquanto que os animais endotérmicos mantêm uma actividade normal. Por outro lado, a regulação requer energia. Uma das razões pelas quais as cobras conseguem sobreviver com uma refeição semanal é porque requerem muito menos energia para manter a homeostase.
[editar] Homeostase no corpo humano
A capacidade de sustentar a vida dos fluidos do corpo humano é afetada por todo um leque de fatores, como a temperatura, a salinidade, o pH, ou as concentrações de nutrientes, como a glicose, vários íons, oxigênio, e resíduos, como o dióxido de carbono e a ureia. Dado que estes factores afectam as reacções químicas que mantêm o corpo vivo, este inclui mecanismos fisiológicos para os manter dentro dos limites desejáveis.
[editar] Exemplos
Regulação térmica:
Os músculos esqueléticos tremem para produzir calor quando a temperatura corporal é muito baixa.
Outra forma de gerar calor envolve o metabolismo de gordura.
O suor arrefece o corpo por evaporação.
Regulação química:
O pâncreas produz insulina e glucagon para regular a concentração de açúcar no sangue.
Os pulmões absorvem oxigênio e expelem dióxido de carbono.
Os rins excretam ureia e regulam as concentrações de água e duma grande variedade de íons.
Muitos destes órgãos são controlados por hormonas segregadas pela glândula pituitária, cuja ação é por sua vez regulada pelo hipotálamo. Manutenção da glicemia
Outras áreas
O termo começa a ser usado noutras áreas alem das ciências biológicas.
As companhias de seguros podem falar de homeostase de risco, quando, por exemplo, condutores com ABS apresentam uma sinistralidade semelhante aos condutores sem ABS, porque inconscientemente compensam o veículo mais seguro com hábitos de condução menos seguros.
Sociólogos e psicólogos referem a homeostase de stress, a tendência duma população ou dum indivíduo para manter um certo nível de stress, frequentemente criando stress artificial se o nível "natural" de stress não for suficiente.
Em Qualidade podemos dizer que homeostase, uma das propriedades fundamentais dos sistemas, é a propriedade que os sistemas apresentam de auto-regularem o seu nível de desempenho em torno de um ponto ótimo, quando livre de interferências externas. Sua utilidade para o gerenciamento dos processos industriais consiste no tratamento das manifestações mensuráveis da homeostase baseado na teoria da variação, formulada por Shewhart.
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Classificação próprio (frouxo/areolar, denso, adiposo marrom e branco, reticular) embrionário (mucoso, mesenquimal) especializado (cartilagem, osso, sangue)
Matriz extracelular substância intercelular (fluido intersticial) fibras (colágeno, fibra reticular, fibras elásticas)
Células fixas (fibroblasto, adipócito, condroblasto, osteoblasto), célula amebóide
Tecido conjuntivo próprio >
O Tecido Conjuntivo Frouxo ou Tecido Conjuntivo Laxo (PT) é a parte do tecido conjuntivo que tem distribuição mais ampla pelo corpo, estando presente em praticamente todos os órgãos. É composta por células, fibras e pela substância intercelular.E possui as fibras, colagenas, elastica e reticular aproximadamente na mesma proporção.
O tecido conjuntivo denso é a parte do tecido conjuntivo caracterizado pela abundância de fibras colágenas, o que lhe dá grande resistência. A disposição dessas fibras é a característica primordial para a classifica-lo como fibroso ou tendinoso.
tecido adiposo ou tecido gordo é uma variedade do tecido conjuntivo,cujas células armazenam energia na forma de gordura.
Substância intercelular é uma matriz orgânica que preenche o espaço entre as células nos tecidos vivos.
colágeno PB ou colagénio PE é uma proteína de importância fundamental na constituição da matriz extracelular do tecido conjuntivo, sendo responsável por grande parte de suas propriedades físicas.
As fibras elásticas são formadas pela proteína elastina e por microfibrilhas de fibrilhina. São responsáveis pela elasticidade do tecido, prendendo a pele aos músculos subjacentes, por exemplo, nos pulmões e parede dos vasos sanguíneos.
O fibroblasto é a célula constituinte do tecido conjuntivo cuja função é sintetizar as fibras estruturais. Tem um citoplasma ramificado e rodeado de um núcleo elíptico contendo 1-2 nucléolos. Os fibroblastos activos podem ser reconhecidos pela abundante ocorrência de retículo endoplasmático. Amadurece, transformando-se em um fibrócito. É responsável pela biossíntese de colágeno do tipo 1. Produz substância intercelular e origina células de outros tecidos conjuntivos, são responsáveis pela regeneração.
Células adiposas ou adipócitos são células que armazenam lípidos e regulam a temperatura corporal.
São células que fazem parte do tecido adiposo, os adipócitos são responsáveis pelo armazenamento de gordura no corpo humano. Cada célula adiposa armazena determinada quantidade de gordura. São capazes de armazenar gorduras até dez vezes o seu tamanho. Quando é ultrapassado o limite de armazenamento de uma célula adiposa é criada uma nova célula no tecido adiposo. O tecido adiposo acompanha o desenvolvimento do ser humano durante toda a vida.
Um condroblasto é uma célula do tecido cartilaginoso, originária das células mesenquimais, que dará origem aos condrócitos.
Um condroblasto dá origem aos grupos isogênicos, que formarão até oito células de condrócitos.
Osteoblastos são as células responsáveis por sintetizar a parte orgânica (colágeno tipo I, proteoglicanas e glicoproteínas) da matriz óssea. Possuem a capacidade de concentrar fosfato de cálcio, participando ativamente da mineralização da matriz óssea. Localizam-se geralmente nas superfícies ósseas, lado a lado, num arranjo que lembra um tecido epitelial simples.
TECIDOS QUE FORMAM O ESQUELETO
O TECIDO ÓSSEO
O tecido ósseo possui um alto grau de rigidez e resistência à pressão. Por isso, suas principais funções estão relacionadas à proteção e à sustentação. Também funciona como alavanca e apoio para os músculos, aumentando a coordenação e a força do movimento proporcionado pela contração do tecido muscular.
Os ossos ainda são grandes armazenadores de substâncias, sobretudo de íons de cálcio e fosfato. Com o envelhecimento, o tecido adiposo também vai se acumulando dentro dos ossos longos, substituindo a medula vermelha que ali existia previamente.
A extrema rigidez do tecido ósseo é resultado da interação entre o componente orgânico e o componente mineral da matriz. A nutrição das células que se localizam dentro da matriz é feita por canais. No tecido ósseo, destacam-se os seguintes tipos celulares típicos:
Osteócitos: os osteócitos estão localizados em cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea. Destas lacunas formam-se canalículos que se dirigem para outras lacunas, tornando assim a difusão de nutrientes possível graças à comunicação entre os osteócitos. Os osteócitos têm um papel fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea.
Osteoblastos: os osteoblastos sintetizam a parte orgânica da matriz óssea, composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanas. Também concentram fosfato de cálcio, participando da mineralização da matriz. Durante a alta atividade sintética, os osteoblastos destacam-se por apresentar muita basofilia (afinidade por corantes básicos). Possuem sistema de comunicação intercelular semelhante ao existente entre os osteócitos. Os osteócitos inclusive originam-se de osteoblastos, quando estes são envolvidos completamente por matriz óssea. Então, sua síntese protéica diminui e o seu citoplasma torna-se menos basófilo.
Osteoclastos: os osteoclastos participam dos processos de absorção e remodelação do tecido ósseo. São células gigantes e multinucleadas, extensamente ramificadas, derivadas de monócitos que atravessam os capilares sangüíneos. Nos osteoclastos jovens, o citoplasma apresenta uma leve basofilia que vai progressivamente diminuindo com o amadurecimento da célula, até que o citoplasma finalmente se torna acidófilo (com afinidade por corantes ácidos). Dilatações dos osteoclastos, através da sua ação enzimática, escavam a matriz óssea, formando depressões conhecidas como lacunas de Howship.
Matriz óssea: a matriz óssea é composta por uma parte orgânica (já mencionada anteriormente) e uma parte inorgânica cuja composição é dada basicamente por íons fosfato e cálcio formando cristais de hidroxiapatita. A matriz orgânica, quando o osso se apresenta descalcificado, cora-se com os corantes específicos do colágeno (pois ela é composta por 95% de colágeno tipo I).
A classificação baseada no critério histológico admite apenas duas variantes de tecido ósseo: o tecido ósseo compacto ou denso e o tecido ósseo esponjoso ou lacunar ou reticulado. Essas variedades apresentam o mesmo tipo de célula e de substância intercelular, diferindo entre si apenas na disposição de seus elementos e na quantidade de espaços medulares. O tecido ósseo esponjoso apresenta espaços medulares mais amplos, sendo formado por várias trabéculas, que dão aspecto poroso ao tecido. O tecido ósseo compacto praticamente não apresenta espaços medulares, existindo, no entanto, além dos canalículos, um conjunto de canais que são percorridos por nervos e vasos sangüíneos: canais de Volkmann e canais de Havers. Por ser uma estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de regeneração.
Os canais de Volkmann partem da superfície do osso (interna ou externa), possuindo uma trajetória perpendicular em relação ao eixo maior do osso. Esses canais comunicam-se com os canais de Havers, que percorrem o osso longitudinalmente e que podem comunicar-se por projeções laterais. Ao redor de cada canal de Havers, pode-se observar várias lamelas concêntricas de substância intercelular e de células ósseas. Cada conjunto deste, formado pelo canal central de Havers e por lamelas concêntricas é denominado sistema de Havers ou sistema haversiano. Os canais de Volkmann não apresentam lamelas concêntricas. Tecido ósseo compacto
Tecido ósseo esponjoso
Os tecidos ósseos descritos são os tecidos mais abundantes dos ossos (órgãos): externamente temos uma camada de tecido ósseo compacto e internamente, de tecido ósseo esponjoso. Os ossos são revestidos externa e internamente por membranas denominadas periósteo e endósteo, respectivamente. Ambas as membranas são vascularizadas e suas células transformam-se em osteoblastos. Portanto, são importantes na nutrição e oxigenação das células do tecido ósseo e como fonte de osteoblastos para o crescimento dos ossos e reparação das fraturas. Além disto, nas regiões articulares encontramos as cartilagens fibrosas. Por ser uma estrutura inervada e irrigada, os ossos apresentam grande sensibilidade e capacidade de regeneração.
No interior dos ossos está a medula óssea, que pode ser:
4 vermelha: formadora de células do sangue e plaquetas (tecido reticular ou hematopoiético): constituída por células reticulares associadas a fibras reticulares.
4 amarela: constituída por tecido adiposo (não produz células do sangue).
No recém-nascido, toda a medula óssea é vermelha. Já no adulto, a medula vermelha fica restrita aos ossos chatos do corpo (esterno, costelas, ossos do crânio), às vértebras e às epífises do fêmur e do úmero (ossos longos). Com o passar dos anos, a medula óssea vermelha presente no fêmur e no úmero transforma-se em amarela.
Tecido Ósseo
O Tecido Ósseo, é originário de é um tecido embrionário chamado mesênquima que é caracterizado por possuir células com prolongamentos citoplasmáticos, mergulhadas em abundante substância intercelular amorfa e pouco viscosa. É tecido conjuntivo composto de células, derivadas do folheto embrionário médio ou mesoderma, e classicamente, está dividido em:
Tecido Conjuntivo Propriamente Dito
Tecido Conjuntivo de Propriedades Especiais:
Tecido Adiposo,
Tecido Elástico,
Tecido Hematopoético,
Tecido Mucoso.
Tecido Cartilaginoso
Tecido Ósseo
O tecido ósseo é um tecido conjuntivo dos mais resistentes e rígidos do nosso corpo. Constituinte principal do esqueleto, serve de suporte para partes moles, protege os órgãos vitais, aloja a medula óssea, além de proporcionar apoio aos músculos esqueléticos para a movimentação do organismo.
O osso é uma estrutura dinâmica, continuamente renovada e reconstruída, sendo também, sensível a influências metabólicas, nutricionais e endócrinas.
Duas formas do osso são distinguíveis a olho nu: O esponjoso e o compacto.
O primeiro é constituído por uma trama de espículas ósseas ramificadas (trabéculas), que delimitam um sistema intercomunicante ocupado pela medula óssea.
O osso compacto aparece como estrutura sólida e contínua. Na região de junção observa-se uma gradual substituição de uma forma por outra, sem existir uma delimitação nítida.
Nos organismos em crescimento, as extremidades dos ossos longos, são chamadas de epífises, sendo separadas do restante do osso denominado de diáfise (corpo ósseo), por um disco cartilaginoso disco epifisário.
A cartilagem epifisária e o osso esponjoso adjacente constituem a zona de crescimento e, é por aí, que ocorre todo o aumento no comprimento ósseo (aumento da estatura).
Formação de um osso longo, tendo como exemplo o úmero. Corte longitudinal: As linhas de crescimento sinostosadas (linhas epifisárias) são ainda dificilmente visiveis
Fonte: www.corpohumano.hpg.ig.com.br
Os ossos são revestidos externamente pelo periósteo, uma membrana de tecido conjuntivo que possue duas camadas. A primeira, externa e densa, muito fibrosa e que confere uma certa resistência óssea aos impactos e, outra, mais interna e vascular.
O tecido ósseo é uma verdadeira grade de sustentação, onde fibras colágenas fazem uma armação sendo esta, uma das responsáveis pela resistência deste tecido.
Não há revestimento de periósteo nas extremidades dos ossos longos. São estas extremidades recobertas por cartilagem hialina, cuja finalidade é permitir a união por justaposição de osso a osso, diminuindo com isso, os atritos, quando da movimentação.
O tecido conjuntivo do periósteo é nutrido por vasos sanguíneos que se ramificam e penetram nos ossos através de canais encontrados na matriz óssea. São eles responsáveis pela nutrição das células ósseas.
O osso é um tecido vivo em constante metabolismo e, constituído por células (osteócitos, osteoblastos e osteoclastos), fibras colágenas e substância fundamental.
Do equilíbrio entre a atividade destas células é que resulta o processo de destruição e remodelação óssea.
OSTEOBLASTO – são os osteoblastos células típicas do tecido conjuntivo, oriundos de uma célula primitiva (célula mesenquimal indiferenciada). Sua função básica é a de síntese (formação) do tecido ósseo. Sintetizam elas o pró-colageno tipo I, as proteínas da matrix extracelular, a fosfatase alcalina e a osteocalcina, sendo que já foram identificados nestas células, receptores para estrógeno, progesterona, glicocorticóides, testosterona, estradiol e a Vitamina D3 explicando, com isso, as influências das concentrações destes elementos na formação óssea.
Fonte: www.logic.com.br/prof.cynara
OSTEOCLASTO – são os Osteoclastos células originárias do tecido hematopoiético, sendo derivadas de colônias de células formadoras de macrófagos. Sua função básica é a de reabsorção óssea. É o Osteoclasto uma célula que apresenta uma borda irregular que aumenta a sua superfície de contato, aderindo-se assim à área em que será realizada a reabsorção óssea.
Fonte: www.virtual.epm.br
OSTEÓCITO – são os Osteócitos as células mais abundantes do tecido ósseo, sendo células quiescentes derivadas do osteoblasto que, uma vez terminado o seu trabalho de síntese, se recobrem de um conteúdo mineral e se situam em cavidades (lacunas). Possuem eles prolongamentos citoplasmáticos, fazendo uma verdadeira rede de comunicação com outros osteócitos através de canalículos, que se anastomosam com os canalículos das lacunas vizinhas. São estas células as responsáveis pela manutenção do tecido ósseo vivo, uma vez que detectam as alterações físicas químicas deste tecido recrutando, a seguir, osteoclastos e osteoblastos para as funções de síntese e reabsorção.
Para que haja a integridade do tecido ósseo é necessário que haja um equilíbrio entre a formação e a destruição existindo, desta forma um equilíbrio entre a atividade dinâmica osteoblasto/osteoclasto.
Fonte: www.virtual.epm.br
Dentro do processo de crescimento do esqueleto podemos considerar duas fases distintas. A primeira, denominada modelação óssea ou etapa de crescimento, onde a atividade osteoblastica é mais intensa; será a base do crescimento ósseo longitudinal e persistindo até a adolescência.
A segunda, denominada fase de remodelação, que permanecerá por toda a vida e que requer um equilíbrio entre a fase de formação e destruição dando, como resultado, uma renovação da micro arquitetura óssea. Qualquer desequilíbrio nesta fase será responsável pela alteração da resistência óssea, fato este que ocorre em diversas condições patológicas como a osteoporose pós menopausa, onde a atividade osteoclastica é mais intensa.
Composição do tecido ósseo
É o osso composto por uma fração inorgânica e outra orgânica. A fração inorgânica ou não protéica representa cerca de 50% do peso da matriz óssea sendo composta, principalmente, por íons de fosfato e cálcio. Outros íons como bicarbonato, magnésio, potássio, sódio e citrato também estão presentes, porém, em pequenas quantidades.
O cálcio e fosfato estão depositados no tecido ósseo sob a forma de cristais que, aos estudos de difração ao Raio X mostram ter a estrutura da Hidroxiapatita. Estes cristais se alojam ao longo das fibras colágenas e são envolvidos por uma substância fundamental amorfa.
A parte orgânica da matriz óssea é formada por fibras colágenas representando (95%) de toda a matrix e sendo responsável pela capacidade plástica do osso.
A associação de hidroxiapatita (parte inorgânica) com as fibras colágenas (parte orgânica) é responsável pela dureza e resistência características do tecido ósseo.
A manutenção dos níveis normais de cálcio sanguíneo depende das ações de dois hormônios, que agem antagônicamente no osso: O Paratormônio, que provoca a mobilização do cálcio através de uma reabsorção óssea, enquanto que a Calcitonina age suprimindo a mobilização do cálcio do osso.
Durante o período de menopausa entram em jogo outros fatores, sendo que o papel do estrógeno é fundamental. Estudos realizados em vitro demonstraram a existência de receptores para estrógenos tanto ao nível dos osteoblastos, quanto dos osteoclastos. Atuam eles tanto no mecanismo de morte celular (apoptose osteoclastica) quanto nos processos de absorção de cálcio pelo intestino, quanto na reabsorção tubular renal deste íon.
O tecido muscular é uma parte do corpo humano e é caracterizado pela sua contratibilidade, ou seja, pela capacidade de se contrair segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP (molécula orgânica responsável pelo armazenamento de energia nas suas ligações químicas); e pela sua excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um estímulo nervoso.
As células desse tecido são de origem mesodérmica, sendo que a sua diferenciação se dá através da síntese de proteínas específicas com uma organização determinada, tais como os diferentes tipos de actinas, miosinas e proteínas motoras filamentosas.
Os tecidos musculares são diferenciados pelas suas características morfo-funcionais. Existem três tipos principais de tecidos musculares:
O tecido muscular é uma parte do corpo humano e é caracterizado pela sua contratibilidade, ou seja, pela capacidade de se contrair segundo alguns estímulos claros e utilizando o ATP (molécula orgânica responsável pelo armazenamento de energia nas suas ligações químicas); e pela sua excitabilidade, ou seja, capacidade de responder a um estímulo nervoso.
As células desse tecido são de origem mesodérmica, sendo que a sua diferenciação se dá através da síntese de proteínas específicas com uma organização determinada, tais como os diferentes tipos de actinas, miosinas e proteínas motoras filamentosas.
Os tecidos musculares são diferenciados pelas suas características morfo-funcionais. Existem três tipos principais de tecidos musculares:
O tecido muscular, originado do mesoderma (folheto embrionário), constitui os músculos, está relacionado ao mecanismo de locomoção e ao processo de movimentação de substâncias internas do corpo, decorrente à capacidade contrátil das fibras musculares em resposta a estímulos nervosos, utilizando energia fornecida pela degradação da molécula de ATP.
As células desse tecido são caracterizadas pelo seu formato alongado, uma especialização é a função de contração e distensão das fibras musculares, formada por numerosos filamentos protéicos de actina (miofilamentos finos) e miosina (miofilamentos grossos).
O grau de contração muscular segue a princípio dois fatores: o primeiro relacionado à intensidade do estímulo e o segundo à quantidade de fibras estimuladas.
Dessa forma, somente ocorrerá contração quando o estímulo nervoso tiver intensidade suficiente para desencadear em um número significativo de fibras, uma ação de contração mediada por substâncias neurotransmissoras, emitidas nas sinapses neuromusculares (contato neurônio músculo), sinalizando o deslizamento dos miofilamentos finos sobre os grossos.
Classificação dos tecidos musculares:
Há três tipos de tecidos musculares: tecido muscular liso, tecido muscular estriado esquelético e tecido estriado cardíaco, cada um com suas particularidades.
- Musculatura lisa (necessariamente com contração involuntária, independente da vontade do indivíduo): formada por células mononucleadas com estrias longitudinais. É presente nos órgãos vicerais internos (esôfago, intestino, vasos sangüíneos e útero), responsável pelo peristaltismo.
- Musculatura estriada esquelética (contração voluntária, dependente da vontade do indivíduo): formada por células multinucleadas com estrias longitudinais e transversais. Forma os músculos, órgãos ligados à estrutura óssea, permitindo a movimentação do corpo.
- Musculatura estriada cardíaca (contração involuntária): constitui as células binucleadas do miocárdio (musculatura do coração), unidas por discos intercalares que aumentam a adesão entre as células. Fator importante para uma contração rítmica e vigorosa, mantendo a circulação do sangue no corpo.
Um aspecto interessante com relação às fibras musculares estriadas, ocorre em ocasião ao estado parcial de contratibilidade passiva, da ordem de milionésimos de segundos alternado entre as fibras musculares. Processo que estabelece uma situação contínua para o tônus muscular (diferente de definição muscular), auxiliando na estabilidade e postura corporal.
Por Krukemberghe Fonseca
Graduado em Biologia
Equipe Brasil Escola
Fundamentos Teóricos
O tecido muscular é responsável pela locomoção e pelos movimentos de várias partes do corpo.
Esta função é realizada por células especializadas chamadas fibras musculares, as quais se contraem sob estimulação apropriada.
Este sistema tem a capacidade de transformar energia química em mecânica através da quebra enzimática do ATP.
No corpo dos vertebrados há três tipos de músculo, cuja classificação é baseada no aspecto e localização de seus constituintes celulares: liso, esquelético e cardíaco.
Os três tipos são constituídos por células assimétricas, ou fibras, com o longo eixo disposto em direção ao movimento.
MÚSCULO LISO
As fibras musculares lisas maduras são fusiformes, apresentam um único núcleo de forma ovóide e localizado centralmente na célula.
O músculo liso tem origem mesenquimal e é tambem conhecido como músculo involuntário.
É encontrado nas paredes de vísceras ocas, paredes dos vasos sanguíneos, grandes ductos de glândulas salivares compostas, vias aéreas e em pequenos feixes na derme.
O sarcoplasma nos polos nucleares contém muitas mitocôndrias, moderada quantidade de RER, um bem desenvolvido complexo de Golgi e inclusões do tipo glicogênio.
Cada fibra produz sua própria lâmina externa que consiste de material rico em proteoglicanas e colágeno do tipo III.
Apresenta tambem, uma extensa rede de filamentos delgados e espessos entrelaçados.
Os filamentos delgados são compostos por actina (com sua tropomiosina associada, porem sem troponina) e estão ancorados em corpos densos contendo ?-actinina associados à membrana plasmática, enquanto os filamentos espessos são compostos por miosina.
Os filamentos correm, principalmente, de forma paralela ao longo eixo das fibras musculares, porem eles se sobrepõem em vários graus e se aderem uns aos outros fusionando-se às suas bainhas endomisiais. As bainhas são interrompidas por muitas junções do tipo gap, as quais transmitem as correntes iônicas que iniciam a contração.
A proporção entre filamentos delgados e espessos no músculo liso é de cerca de 12:1. Logo abaixo da membrana celular encontram-se estruturas denominadas cavéolas, que podem representar um esparso retículo sarcoplasmático. Essas vesículas podem ser importantes na liberação e seqüestro de íons calcio.
O mecanismo de contração do músculo liso é uma modificação do mecanismo dos filamentos deslizantes. No início da contração, os filamentos de miosina aparecem e os de actina são puxados em direção e por entre eles.
O deslizamento dos filamentos de actina aproxima os corpos densos levando ao encurtamento da célula. As fibras musculares individuais podem sofrer contrações peristálticas parciais.
Durante o relaxamento, os filamentos de miosina diminuem em número, desintegrando-se em componentes citoplasmáticos solúveis. As fibras musculares lisas são capazes de contração espontânea que pode ser modulada pela inervação autônoma.
Ambas as terminações nervosas, simpática e parassimpática, estão presentes e exercem efeitos antagônicos. Em alguns órgãos, a atividade contrátil é aumentada pelos nervos colinérgicos e diminuída pelos nervos adrenérgicos, enquanto em outras ocorre o oposto.
MÚSCULO ESQUELÉTICO
A unidade do músculo esquelético é a fibra muscular, uma célula cilíndrica, Multinucleada, não ramificada e de origem mesenquimal.
Os núcleos achatados e localizados perifericamente, dispõem-se logo abaixo do sarcolema; a maior parte das organelas e do sarcoplasma localizam-se próximos aos pólos nucleares. O sarcoplasma contém muitas mitocôndrias, grânulos de glicogênio e uma proteína ligadora de oxigênio chamada mioglobina. As fibras musculares maduras não se dividem.
Os músculos esqueléticos apresentam, além das fibras, um tecido conjuntivo de sustentação organizado sob a forma de epimísio, perimísio e endomísio.
O tecido conjuntivo transmite a força de contração, contém fibras nervosas, vasos sanguíneos, linfáticos e são responsáveis pela nutrição das fibras musculares, que se dá por processo de difusão.
Com a microscopia de luz, o músculo esquelético exibe bandas de coloração claras e escuras, alternadas, que correm perpendicularmente ao longo eixo da fibra.
As bandas escuras são conhecidas como Bandas A (anisotrópicas pela luz polarizada) e as bandas claras como Bandas I (isotrópicas pela luz polarizada). O centro de cada banda A é ocupada por uma área pálida conhecida como Banda H, a qual é cortada por uma delgada Linha M. Cada banda I é cortada por uma linha escura chamada de Linha Z. A região da miofibrila entre duas linhas Z sucessivas, conhecida por sarcômero, apresenta 2,5 ?m de comprimento e é considerada como sendo a unidade contrátil das fibras musculares esqueléticas.
Ao nível de microscopia eletrônica, o sarcolema se continua no interior da fibra muscular esquelética por meio de numerosos túbulos T (túbulos transversos), que são longas invaginações tubulares que se interpõem pelas miofibrilas.
Os túbulos T atravessam transversalmente a fibra e localizam-se, em mamíferos, especificamente entre as bandas A e I. Estes túbulos ramificam-se e anastomosam-se mas, geralmente, permanecem num único plano. Assim, cada sarcômero possui dois conjuntos de Túbulos T. Associados a este sistema de túbulos T, está o retículo sarcoplasmático, o qual é mantido em íntimo contato com as bandas A e I como também, com os túbulos T.
Esta estrutura armazena o cálcio intracelular, forma uma rede em torno de cada miofibrila e se dispõe sob a forma de cisternas terminais dilatadas a cada junção A-I.
Assim, duas dessas cisternas estão sempre em íntima aposição a um túbulo T, formando uma tríade, no qual o túbulo T é flanqueado por duas cisternas.
A organização da fibra muscular esquelética mostra filamentos contráteis dispostos longitudinalmente (miofilamentos) que são de dois tipos distintos. Os filamentos delgados contém actina juntamente com troponina e tropomiosina.
Estas últimas, são proteínas que medeiam a regulação da contração por meio dos íons Ca2+. O principal componente do filamento delgado é a actina F, um polímero da actina G. Cada filamento delgado contém dois filamentos de actina F dispostos em dupla hélice.
A tropomiosina é uma longa cadeia polipeptídica enrolada sob a forma de dupla hélice que se localiza nos sulcos da dupla hélice de actina a cada intervalo de sete monômeros de actina G.
A troponina é um complexo de três proteínas globulares: TnT (troponina T), une cada complexo a um sítio específico na molécula de tropomiosina; TnC (troponina C) liga íons cálcio e TnI (troponina I) que inibe a interação entre filamentos delgados e espessos.
Os filamentos espessos contém miosina. A molécula de miosina é formada por uma longa cadeia polipeptídica com a forma de um taco de golfe. Quando tratada pela papaina (uma enzima proteolítica), a molécula de miosina é clivada em 2 peças num local próximo à sua cabeça.
A peça que contém a maior parte do bastão é chamada de meromiosina leve; a cabeça e parte do bastão a ela associado é conhecido por meromiosina pesada. A porção da cabeça da meromiosina pesada tem um sítio de ligação ao ATP e um sítio de ligação à actina, ambos necessários para o processo de contração.
O mecanismo de contração, de acordo com a hipótese dos filamentos deslizantes, é iniciada quando o impulso nervoso é carreado ao longo do axônio do neurônio motor pela chegada do impulso nervoso e a conseqüente despolarização da membrana pré-sináptica, que causa a fusão das vesículas sinápticas com a membrana pré-sináptica e exocitose da acetilcolina na fenda sináptica.
A acetilcolina se liga aos seus receptores na membrana pós-sináptica, provocando a despolarização do sarcolema, dos túbulos T e do retículo sarcoplasmático.
Esses eventos provocam a liberação de Ca2+ do retículo sarcoplasmático para o sarcoplasma em torno das miofibrilas. O Ca2+ liga-se à subunidade TnC da troponina modificando sua conformação.
A mudança conformacional na troponina aprofunda a tropomiosima no sulco da actina e libera o seu sítio ativo.
O ATP presente na cabeça da miosina é hidrolizado em ADP e Pi. O Pi é liberado, resultando não somente no aumento da força de ligação entre actina e miosina, mas também na alteração conformacional da cabeça de miosina.
O ADP é também liberado e o filamento delgado é puxado em direção ao centro do sarcômero (fôrça de contração). Uma nova molécula de ATP se liga à cabeça de miosina levando a uma liberação da ponte entre actina e miosina.
SISTEMA MUSCULAR
O tecido muscular é de origem mesodérmica, sendo caracterizado pela propriedade de contração e distensão de suas células, o que determina a movimentação dos membros e das vísceras. Há basicamente três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.
Músculo liso: o músculo involuntário localiza-se na pele, órgãos internos, aparelho reprodutor, grandes vasos sangüíneos e aparelho excretor. O estímulo para a contração dos músculos lisos é mediado pelo sistema nervoso vegetativo.
Músculo estriado esquelético: é inervado pelo sistema nervoso central e, como este se encontra em parte sob controle consciente, chama-se músculo voluntário. As contrações do músculo esquelético permitem os movimentos dos diversos ossos e cartilagens do esqueleto.
Músculo cardíaco: este tipo de tecido muscular forma a maior parte do coração dos vertebrados. O músculo cardíaco carece de controle voluntário. É inervado pelo sistema nervoso vegetativo.
Estriado esquelético
Miócitos longos, multinucleados (núcleos periféricos).
Miofilamentos organizam-se em estrias longitudinais e transversais.
Contração rápida e voluntária
Estriado cardíaco
Miócitos estriados com um ou dois núcleos centrais.
Células alongadas, irregularmente ramificadas, que se unem por estruturas especiais: discos intercalares.
Contração involuntária, vigorosa e rítmica.
Liso
Miócitos alongados, mononucleados e sem estrias transversais.
Contração involuntária e lenta.
Musculatura Esquelética
O sistema muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo, formando o que se chama popularmente de carne. Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos, sendo responsável pela movimentação corporal.
Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo, o perimísio, que manda septos para o interior do músculo, septos dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas. O músculo fica assim dividido em feixes (primários, secundários, terciários). O revestimento dos feixes menores (primários), chamado endomísio, manda para o interior do músculo membranas delgadíssimas que envolvem cada uma das fibras musculares. A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou prismática, longa, de 3 a 12 centímetros; o seu diâmetro é infinitamente menor, variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de milímetro), tendo um aspecto de filamento fusiforme. No seu interior notam-se muitos núcleos, de modo que se tem a idéia de ser a fibra constituída por várias células que perderam os seus limites, fundindo-se umas com as outras. Dessa forma, podemos dizer que um músculo esquelético é um pacote formado por longas fibras, que percorrem o músculo de ponta a ponta.
No citoplasma da fibra muscular esquelética há muitas miofibrilas contráteis, constituídas por filamentos compostos por dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina. Filamentos de actina e miosina dispostos regularmente originam um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais alternadas, claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos esqueléticos, os quais são por isso chamados músculos estriados.
Em torno do conjunto de miofibrilas de uma fibra muscular esquelética situa-se o retículo sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso), especializado no armazenamento de íons cálcio.
As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu comprimento, denominadas sarcômeros. A distribuição dos filamentos de actina e miosina varia ao longo do sarcômero. As faixas mais extremas e mais claras do sarcômero, chamadas banda I, contêm apenas filamentos de actina. Dentro da banda I existe uma linha que se cora mais intensamente, denominada linha Z, que corresponde a várias uniões entre dois filamentos de actina. A faixa central, mais escura, é chamada banda A, cujas extremidades são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos. Dentro da banda A existe uma região mediana mais clara – a banda H – que contém apenas miosina. Um sarcômero compreende o segmento entre duas linhas Z consecutivas e é a unidade contrátil da fibra muscular, pois é a menor porção da fibra muscular com capacidade de contração e distensão.
1- Bandas escuras (anisotrópicas – banda A).
2- Faixas claras (isotrópicas – banda I, com linha Z central).
3- Núcleos periféricos.
Contração: ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina c sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.
A contração do músculo esquelético é voluntária e ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina. Nas pontas dos filamentos de miosina existem pequenas projeções, capazes de formar ligações com certos sítios dos filamentos de actina, quando o músculo é estimulado. Essas projeções de miosina puxam os filamentos de actina, forçando-os a deslizar sobre os filamentos de miosina. Isso leva ao encurtamento das miofibrilas e à contração muscular. Durante a contração muscular, o sarcômero diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.
Constatou-se, através de microscopia eletrônica, que o sarcolema (membrana plasmática) da fibra muscular sofre invaginações, formando túbulos anastomosados que envolvem cada conjunto de miofibrilas. Essa rede foi denominada sistema T, pois as invaginações são perpendiculares as miofibrilas. Esse sistema é responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular estriada esquelética, não ocorrendo nas fibras lisas e sendo reduzido nas fibras cardíacas.
A química da contração muscular
O estímulo para a contração muscular é geralmente um impulso nervoso, que chega à fibra muscular através de um nervo. O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras musculares (sarcolema) e atinge o retículo sarcoplasmático, fazendo com que o cálcio ali armazenado seja liberado no hialoplasma. Ao entrar em contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite que esta se ligue à miosina, iniciando a contração muscular. Assim que cessa o estímulo, o cálcio é imediatamente rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático, o que faz cessar a contração.
A energia para a contração muscular é suprida por moléculas de ATP produzidas durante a respiração celular. O ATP atua tanto na ligação da miosina à actina quanto em sua separação, que ocorre durante o relaxamento muscular. Quando falta ATP, a miosina mantém-se unida à actina, causando enrijecimento muscular. É o que acontece após a morte, produzindo-se o estado de rigidez cadavérica (rigor mortis).
A quantidade de ATP presente na célula muscular é suficiente para suprir apenas alguns segundos de atividade muscular intensa. A principal reserva de energia nas células musculares é uma substância denominada fosfato de creatina (fosfocreatina ou creatina-fosfato). Dessa forma, podemos resumir que a energia é inicialmente fornecida pela respiração celular é armazenada como fosfocreatina (principalmente) e na forma de ATP. Quando a fibra muscular necessita de energia para manter a contração, grupos fosfatos ricos em energia são transferidos da fosfocreatina para o ADP, que se transforma em ATP. Quando o trabalho muscular é intenso, as células musculares repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina pela intensificação da respiração celular. Para isso utilizam o glicogênio armazenado no citoplasma das fibras musculares como combustível.
Uma teoria simplificada admite que, ao receber um estímulo nervoso, a fibra muscular mostra, em seqüência, os seguintes eventos:
1. O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca++ e Mg++ para o citoplasma.
2. Em presença desses dois íons, a miosina adquire uma propriedade ATP ásica, isto é, desdobra o ATP, liberando a energia de um radical fosfato:
3. A energia liberada provoca o deslizamento da actina entre os filamentos de miosina, caracterizando o encurtamento das miofibrilas.
Homeostase (ou Homeostasia) é a propriedade de um sistema aberto, seres vivos especialmente, de regular o seu ambiente interno de modo a manter uma condição estável, mediante múltiplos ajustes de equilíbrio dinâmico controlados por mecanismos de regulação interrelacionados.
O termo foi cunhado em 1932 por Walter Bradford Cannon a partir do grego homeo similar ou igual, stasis estático.
Índice
[esconder]
1 Generalidades
1.1 Propriedades da homeostase
1.2 Mecanismos de homeostase: feedback
2 Homeostase ecológica
3 Homeostase biológica
4 Homeostase no corpo humano
4.1 Exemplos
5 Outras áreas
6 Ver também
[editar] Generalidades
O uso mais frequente do termo refere-se à homeostase biológica. A sobrevivência de organismos vivos requer um meio interno homeostático; muitos ambientalistas acreditam que este princípio também se aplica ao meio externo. Um grande número de sistemas ecológicos, biológicos e sociais são homeostáticos, mantêm o equilíbrio contrariando qualquer mudança, e caso não sejam bem sucedidos em repor o equilíbrio, isso pode conduzir à interrupção do funcionamento do sistema.
Sistemas complexos, como por exemplo o corpo humano, precisam de homeostase para manter a estabilidade e sobreviver. Mais do que apenas sobreviver, estes sistemas devem ter a capacidade de se adaptar ao seu ambiente externo.
[editar] Propriedades da homeostase
Os sistemas homeostáticos exibem certas propriedades:
São extremamente estáveis;
Toda a sua organização, interna, estrutural e funcional, contribui para a manutenção do equilíbrio.
São imprevisíveis (o resultado de uma determinada acção pode mesmo ser o oposto do esperado).
Seguem-se alguns dos mais importantes exemplos de homeostase em mamíferos:
A regulação da quantidade de água e minerais no corpo, conhecida como osmorregulação. Tem lugar principalmente nos rins.
A remoção de resíduos metabólicos, conhecida como excreção. Tem lugar em órgãos excretórios como os rins e os pulmões.
A regulação da temperatura corporal, realizada principalmente pela pele e pela circulação sanguínea.
A regulação dos níveis de glicose no sangue, realizada principalmente pelo fígado e pela insulina segregada pelo pâncreas.Estado de equilibrio no corpo.
[editar] Mecanismos de homeostase: feedback
Ver: Feedback
Quando ocorre a mudança duma variável, o sistema pode reagir segundo dois tipos de feedback:
O feedback negativo é a reação pela qual o sistema responde de modo a reverter a direção da mudança. Dando tender a manter estáveis as variáveis, permite a manutenção da homeostase. Por exemplo, quando a concentração corporal de dióxido de carbono aumenta, os pulmões são estimulados a aumentar a sua atividade e expelir mais dióxido de carbono. A termorregulação é outro exemplo de feedback negativo. Quando a temperatura corporal sobe, ou desce, receptores na pele e no hipotálamo sentem a alteração, despoletando uma ordem no cérebro que dá início a uma reação no sentido de gerar ou libertar calor, conforme seja o caso.
No feedback positivo, a resposta amplifica a mudança da variável. Isto tem um efeito destabilizador, pelo que não contribui para a homeostase. O feedback positivo é menos comum nos sistemas naturais do que o feedback negativo, mas tem as suas aplicações. Por exemplo, nos nervos, um potencial elétrico limite despoleta a geração de um potencial de ação muito mais elevado. (Ver também ponto de equilíbrio.) Outros eventos de feedback positivo são a coagulação do sangue e vários eventos na gestação.
[editar] Homeostase ecológica
Na sua hipótese de Gaia, James Lovelock afirma que toda a massa de matéria viva da Terra, ou de qualquer outro planeta com vida, funciona como um vasto organismo que activamente modifica o seu planeta para produzir o ambiente que melhor serve as suas necessidades. Sob este ponto de vista, o planeta inteiro mantém homeostase. Se um sistema deste tipo ocorre ou não na Terra é ainda assunto de debate. Contudo, alguns mecanismos homeostáticos relativamente simples são aceites na generalidade. Por exemplo, quando os níveis atmosféricos de dióxido de carbono sobem, as plantas crescem mais e removem dióxido de carbono da atmosfera. Quando a luz solar é intensa e a temperatura atmosférica sobe, o fitoplâncton da superfície oceânica prolifera e produz mais dimetilo de enxofre, que age como núcleo de condensação de nuvens conduzindo à produção de mais nuvens, ao aumento do albedo do planeta e à redução da temperatura atmosférica.[carece de fontes?]
[editar] Homeostase biológica
A homeostase é uma das características fundamentais dos seres vivos. É a manutenção do ambiente interno dentro de limites toleráveis.
O ambiente interno dum organismo vivo consiste basicamente nos seus fluidos corporais. Estes incluem o plasma sangüíneo, a linfa, e vários outros fluidos inter- e intracelulares. A manutenção de condições estáveis nestes fluidos é essencial para os seres vivos, uma vez que a ausência de tais condições é prejudicial ao material genético.
No que respeita a um dado parâmetro, um dado organismo pode ser conformista ou regulador. Os reguladores tentam manter o parâmetro a um nível constante, independentemente da sua variação no ambiente externo. Os conformistas permitem que o ambiente externo determine o parâmetro. Por exemplo, os animais endotérmicos mantêm uma temperatura corporal constante, enquanto que os animais ectotérmicos exibem uma grande variação deste parâmetro.
Isto não quer dizer que os conformistas não tenham adaptações que lhes permitam exercer algum controle sobre o parâmetro em questão. Por exemplo, é frequente de manhã observar répteis sobre pedras aquecidas pelo sol a fim de elevar a sua temperatura corporal.
Uma vantagem da regulação homeostática é permitir um funcionamento mais eficiente do organismo. Por exemplo, os animais ectotérmicos tendem a ficar letárgicos a baixas temperaturas, enquanto que os animais endotérmicos mantêm uma actividade normal. Por outro lado, a regulação requer energia. Uma das razões pelas quais as cobras conseguem sobreviver com uma refeição semanal é porque requerem muito menos energia para manter a homeostase.
[editar] Homeostase no corpo humano
A capacidade de sustentar a vida dos fluidos do corpo humano é afetada por todo um leque de fatores, como a temperatura, a salinidade, o pH, ou as concentrações de nutrientes, como a glicose, vários íons, oxigênio, e resíduos, como o dióxido de carbono e a ureia. Dado que estes factores afectam as reacções químicas que mantêm o corpo vivo, este inclui mecanismos fisiológicos para os manter dentro dos limites desejáveis.
[editar] Exemplos
Regulação térmica:
Os músculos esqueléticos tremem para produzir calor quando a temperatura corporal é muito baixa.
Outra forma de gerar calor envolve o metabolismo de gordura.
O suor arrefece o corpo por evaporação.
Regulação química:
O pâncreas produz insulina e glucagon para regular a concentração de açúcar no sangue.
Os pulmões absorvem oxigênio e expelem dióxido de carbono.
Os rins excretam ureia e regulam as concentrações de água e duma grande variedade de íons.
Muitos destes órgãos são controlados por hormonas segregadas pela glândula pituitária, cuja ação é por sua vez regulada pelo hipotálamo. Manutenção da glicemia
Outras áreas
O termo começa a ser usado noutras áreas alem das ciências biológicas.
As companhias de seguros podem falar de homeostase de risco, quando, por exemplo, condutores com ABS apresentam uma sinistralidade semelhante aos condutores sem ABS, porque inconscientemente compensam o veículo mais seguro com hábitos de condução menos seguros.
Sociólogos e psicólogos referem a homeostase de stress, a tendência duma população ou dum indivíduo para manter um certo nível de stress, frequentemente criando stress artificial se o nível "natural" de stress não for suficiente.
Em Qualidade podemos dizer que homeostase, uma das propriedades fundamentais dos sistemas, é a propriedade que os sistemas apresentam de auto-regularem o seu nível de desempenho em torno de um ponto ótimo, quando livre de interferências externas. Sua utilidade para o gerenciamento dos processos industriais consiste no tratamento das manifestações mensuráveis da homeostase baseado na teoria da variação, formulada por Shewhart.
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