auto biografia em 5 capitulos

1) Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada
Eu caio
Estou perdido... sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2) Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3) Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada
Vejo que ele ali está
Ainda assim caio... é um hábito.
Meus olhos se abrem
Sei onde estou
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4) Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada
Dou a volta.

5) Ando por outra rua.


Portia Nelson, Autobiografia em Cinco Capítulos, citado por Sogyal Rinpoche em O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, Editora Palas Athena, São Paulo, 1999

A Arte de Ouvir

De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania é a audição. Disse o escritor sagrado: “No princípio era o Verbo”. Eu acrescento: “Antes do Verbo era o silêncio.” É do silêncio que nasce o ouvir. Só posso ouvir a palavra se meus ruídos interiores forem silenciados. Só posso ouvir a verdade do outro se eu parar de tagarelar. Quem fala muito não ouve. Sabem disso os poetas, esses seres de fala mínima. Eles falam, sim. Para ouvir as vozes do silêncio. Veja esse poema de Fernando Pessoa, dirigido a um poeta: “Cessa o teu canto! Cessa, que, enquanto o ouvi, ouvia uma outra voz como que vindo nos interstícios do brando encanto com que o teu canto vinha até nós. Ouvi-te e ouvia-a no mesmo tempo e diferentes, juntas a cantar. E a melodia que não havia se agora a lembro, faz-me chorar...” A magia do poema não está nas palavras do poeta. Está nos interstícios silenciosos que há entre as suas palavras. É nesse silêncio que se ouve a melodia que não havia. Aí a magia acontece: a melodia me faz chorar.

Não nos sentimos em casa no silêncio. Quando a conversa para por não haver o que dizer tratamos logo de falar qualquer coisa, para por um fim no silêncio. Vez por outra tenho vontade de escrever um ensaio sobre a psicologia dos elevadores. Ali estamos, nós dois, fechados naquele cubículo. Um diante do outro. Olhamos nos olhos um do outro? Ou olhamos para o chão? Nada temos a falar. Esse silêncio, é como se fosse uma ofensa. Aí falamos sobre o tempo. Mas nós dois bem sabemos que se trata de uma farsa para encher o tempo até que o elevador pare.

Os orientais entendem melhor do que nós. Se não me engano o nome do filme é “Aconteceu em Tóquio”. Duas velhinhas se visitavam. Por horas ficavam juntas, sem dizer uma única palavra. Nada diziam porque no seu silêncio morava um mundo. Faziam silêncio não por não ter nada a dizer, mas porque o que tinham a dizer não cabia em palavras. A filosofia ocidental é obcecada pela questão do Ser. A filosofia oriental, pela questão do Vazio, do Nada. É no Vazio da jarra que se colocam flores.

O aprendizado do ouvir não se encontra em nossos currículos. A prática educativa tradicional se inicia com a palavra do professor. A menininha, Andréa, voltava do seu primeiro dia na creche. “Como é a professora?”, sua mãe lhe perguntou. Ao que ela respondeu: “Ela grita...” Não bastava que a professora falasse. Ela gritava. Não me lembro de que minha primeira professora, Da. Clotilde, tivesse jamais gritado. Mas me lembro dos gritos esganiçados que vinham da sala ao lado. Um único grito enche o espaço de medo. Na escola a violência começa com estupros verbais.

Milan Kundera conta a estória de Tamina, uma garçonete. “Todo mundo gosta de Tamina. Porque ela sabe ouvir o que lhe contam. Mas será que ela ouve mesmo? Não sei... O que conta é que ela não interrompe a fala. Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...”

Será que era isso que acontecia na escola tradicional? O professor se apossando do ouvido do aluno ( pois não é essa a sua missão?), penetrando-o com a sua fala fálica e estuprando-o com a força da autoridade e a ameaça de castigos, sem se dar conta de que no ouvido silencioso do aluno há uma melodia que se toca. Talvez seja essa a razão porque há tantos cursos de oratória, procurados por políticos e executivos, mas não haja cursos de escutarória. Todo mundo quer falar. Ninguém quer ouvir.

Todo mundo quer ser escutado. (Como não há quem os escute, os adultos procuram um psicanalista, profissional pago do escutar.) Toda criança também quer ser escutada. Encontrei, na revista pedagógica italiana “Cem Mondialità” a sugestão de que, antes de se iniciarem as atividades de ensino e aprendizagem, os professores se dedicassem por semanas, talvez meses, a simplesmente ouvir as crianças. No silêncio das crianças há um programa de vida: sonhos. É dos sonhos que nasce a inteligência. A inteligência é a ferramenta que o corpo usa para transformar os seus sonhos em realidade. É preciso escutar as crianças para que a sua inteligência desabroche.

Sugiro então aos professores que, ao lado da sua justa preocupação com o falar claro, tenham também uma justa preocupação com o escutar claro. Amamos não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A escuta bonita é um bom colo para uma criança se assentar...

O Trabalho de Respiração Holotrópica

Estamos organizando uma nova turma de respiracao holotropica data 24 e 25 de outubro
para mais informacoes entre em contato,pelo email herculespjr@gmail.com
abaixo segue uma breve explicacao do trabalho:
O Trabalho de Respiração HolotrópicaTM é uma técnica que conduz à auto-exploração, autodescoberta, autotransformação e cura, possibilitando integrar insights da moderna pesquisa de consciência, antropologia, psicologia transpessoal, as demais áreas da psicologia, práticas espirituais orientais e tradições místicas do mundo.

Stanislav Grof e Christina Grof desenvolveram a técnica e, desde 1976, eles têm usado essa abordagem em workshops nas Américas do Norte e Sul, Europa, Austrália e Ásia. Stanislav Grof, M.D., é um dos fundadores e principais teóricos da Psicologia Transpessoal, que há mais de 50 anos trabalha com a pesquisa moderna da consciência, e Christina Grof é professora, autora e fundadora do Spiritual Emergence Network.

O Trabalho de Respiração HolotrópicaTM utiliza, basicamente, a respiração mais rápida e profunda, música evocativa e trabalho corporal localizado, quando necessário. Isso é realizado em um ambiente seguro, especialmente preparado para a prática, onde os facilitadores se comportam e agem num clima de respeito, sem críticas e interpretações, permitindo aos participantes a possibilidade de vivenciar a sua experiência interna, com incentivo à confiança em seu processo. Tais recursos levam os participantes a acessarem um tipo especial de estado incomum de consciência, denominado por Stan Grof de holotrópico. Nesse estado encontra-se o potencial natural de cura psicológica e espiritual, que permite que os participantes busquem a auto-exploração, a autodescoberta, a transformação e a cura.

O Trabalho de Respiração HolotrópicaTM facilita o acesso a todos os níveis da experiência humana: o nível biográfico rememorativo, o perinatal (relacionado ao trauma do nascimento) e um amplo espectro do nível transpessoal, que compreende as memórias ancestrais, raciais, coletivas e filogenéticas, as experiências cármicas e a dinâmica arquetípica.

Nas sessões experienciais, os participantes trabalham em duplas, alternando os papéis de trabalho com a respiração holotrópica e de acompanhamento. Os participantes, imbuídos dos seus processos, recebem e dão apoio, sem que haja interferência direta nos processos individuais.

A expressão contida e reprimida das emoções não elaboradas pode ser expressada, libertando o participante do seu próprio padrão, levando-o à aptidão em poder cumprir o seu potencial de ser cada vez mais consciente, na reorganização de sua estrutura física, psíquica e espiritual, integrando estes conteúdos, a um novo estágio evolucionário da psique.

Outras formas de expressão podem ser elaboradas por meio da escrita, da dança, da confecção de mandalas, da caixa de areia, da confecção de máscaras de gesso, do trabalho com argila e com o partilhar das experiências vivenciadas em grupo. Esses elementos, somados aos demais integrantes da técnica, auxiliam na elaboração e integração dos conteúdos do processo de cada participante.

A teoria e prática do Trabalho de Respiração HolotrópicaTM estão descritas nos livros:

__ Grof, S. 1988. Além do Cérebro. São Paulo: Editora McGraw-Hill.
__ Grof, S. 1997. A Aventura da Autodescoberta. São Paulo: Summus Editorial.
__ Grof, S. 2000. Psicologia do Futuro. Niterói, RJ: Editora Heresis.
__ Taylor, K. 1994. The Breathwork Experience - Exploration and Healing in Nonordinary States of Consciousness. CA, USA: Hanford Mead Publishers.
__ Taylor, K. 2003. Exploring Holotropic Breathwork, Selected Articles from a Decade of The Inner Door. CA, USA: Hanford Mead Publishers. Este livro é uma referência para pesquisa, pois contém 144 artigos, escritos por 85 autores de várias partes do mundo, que compartilham suas experiências, observações, teorias e pesquisas na área.
__ Taylor, K. 2008. Considering Holotropic Breathwork, CA, USA: Hanford Mead Publishers.


Quem poderá participar

As pessoas que buscam um aprofundamento da consciência corporal, psicológica, espiritual e suas consequências, ou seja, autodescoberta, cura e transformação.

O Trabalho de Respiração HolotrópicaTM não substitui a psicoterapia, mas aprofunda o processo psicoterapêutico. Ele pode funcionar como um importante instrumento de ajuda às pessoas estressadas, com fobias, ansiedade, depressão, e, ainda, aos dependentes químicos e psicológicos. Além disso, pode ser utilizada em pessoas que sofreram situações de abuso ou que estão bloqueadas em seu próprio processo criativo ou psíquico.

É contra-indicado para pessoas com doenças vasculares e cardiovasculares, hipertensão severa, glaucoma, diabetes, doenças contagiosas agudas, cirurgias recentes (cada caso pode ser avaliado), doenças mentais complicadas, epilepsia e gravidez.

Perdao

Perdao
E' uma escolha viver alem dos medos e erros, prefiro ser inteiro a ser bom.
Se aceitar responsavel pelas proprias percepcoes, abrir mao do papel de vitima, afinal e' mais comodo nao ser responsavel nao?
e' um compromisso de viver cada momento sem interferencia das percepcoes do passado.
Ate quando voce vai ficar onde nao gosta porque tem medo de sair?


Exercite esse pensamento:

Eu sou perfeito como sou.

ou entao:

Sou um presente de Deus ao mundo e o mundo e' um presente de Deus pra mim.

Regressao

a regressao e'uma ferramenta que utiliza a respiracao como tecnica para acessar estados nucleos de energia negatovas condensados, quando se respira tecnicamente toda a area do cerebro e' oxigenada, se voce tem uma memoria voce a revive da forma que ela esta gravada, se a crianca nao consegue criar pensamentos ela vive sensacoes e emocoes.

nesse momento e' possivel resolver situacoes inacabadas, voce pode levar a consiencia do adulto para um momento marcante que pode estar limitando ou sabotando o seu potencial, quando se entra num processo desses, voce pode recontextualizar sua experiencia marcante pode ter novos pensamento e liberar energia acumulada, enfim vai depender do seu processo, normalmente somos refens de situacoes inacabadas.
a regressao e' uma ferramenta muito eficaz.

Alegria

COmo sabotamos a alegria e o prazer,(na educacao somos tolhidos) a religiao normalmente tira o prazer, e' uma expressao do eu superior, sensacao confortavel.

Raiva

Interferencia externa a uma decisao. a raiva e' necessaria para superar obstaculos, quanto mais conscientemente sentimos, mais sucesso teremos.
A raiva pode virar odio ai ela vai consumir sua vida.

Medo

O medo e'necessario pra resolver uma situacao ameacadora, a resposta pode ser de luta ou de fuga, podemos ficar paralizados tambem, o que normalmente acontece.
Quanto mais sentimos conscientemente mais equilibrados e inteligentes serao nossas respostas.

Normalmente uma pessoa que passou muito medo pode usar uma mascara de coragem, talvez praticando esportes radicais, outras vezes sendo empreendedores que arriscam, normalmente a mascara e' : Sou Corajoso.

Tristeza

"Se Deus coloca a luz no meio da luz, nao se ve a luz, normalmente a luz vem na escuridao"

Energia- voce migra pra onde tem uma frequencia vibratoria igual a sua.quando voce vem ao mundo normalmente voce procura um nucleo familiar com energia compativeis



eu superior- paz, amor, alegria tranquilidade, plenitude.

eu inferior- medo, raiva, tristeza.



Sentimento de TRISTEZA:

algo esta se rompendo.
nivel de realidade= eu inferior

ex: Pessoas que nao sabem dizer nao, se voce pisar no pe dela ela e' capaz de te pedir desculpas.

TRISTEZA e' ligada ao sentimento de perda, pessoas ou sonhos

E' uma energia necessaria pra solucionar o mal estar, Completa o nosso relacionamento com aquilo que perdemos.
Na crianca- Fica triste pra ganhar carinho, da mae de entes queridos.
Quando adulto fica depressivo.

no campo emocional podemos observar o baixo astral.