A obesidade, segundo a Organização Mundial de Saúde, é o acúmulo excessivo de tecido adiposo (gordura) no organismo, atingindo hoje, cerca de um terço da população mundial. Suas causas são múltiplas, envolvendo fatores genéticos, metabólicos, comportamentais, emocionais, culturais e sociais, suscitando a atenção de profissionais de diversas áreas.
Dentre os fatores envolvidos na obesidade, merecem destaque os fatores psicológicos que compõem o problema. No ponto de vista psicológico, a obesidade é uma expressão física de um desajustamento emocional. Pessoas obesas, nesse caso, podem utilizar a alimentação compulsiva como meio para lidar com seus problemas internos.
Um perfil psicológico comum presente em muitos casos de obesidade inclui características como: auto-estima baixa, carência afetiva, insegurança, autopiedade, ausência de autocontrole, vergonha, não aceitação do problema, temor de não ser aceito ou amado, culpa, desamparo, intolerância, passividade e submissão, o que a pessoa pensa sobre si mesma e como internaliza a opinião alheia, entre outros. Assim, o ato de comer para os obesos, é tido como tranqüilizador das angústias e ansiedade do corpo.
É importante ressaltar que nem todas as pessoas obesas são emocionalmente perturbadas, havendo a incidência de outros fatores na doença.
No tratamento da obesidade, são prioridades a dietoterapia, dieta nutricional adequada, prescrita por profissional responsável, e o acompanhamento psicológico. No entanto, há também outras formas de tratamento terapêutico da doença, cabendo somente à avaliação médica.
*Por Narla Duarte Souza, Priscila de Souza Fernandes, Rosiellen de Souza Castelo e Wesley Rodrigues da Silva (Alunos de Graduação em Psicologia pela Universidade Presidente Antônio Carlos: Unipac Campus Vale do Aço), **sob orientação da Profª. Cláudia Silva Lana.
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